quinta-feira, 12 de julho de 2018

M19 e suas pérolas

Por Aloyr Rezende
Equipe Liga Arena


Olá pessoal, aqui é o Aloyr escrevendo mais uma vez para alegria e tristeza de muitos. Hoje quero tratar de algo um pouco menos abstrato e levemente mais prático: M19. Gostaria de deixar minha análise sobre algumas cartas e como elas impactarão nos formatos standard e talvez modern (vou arriscar um pouco desta vez). Para isto, vou dividir as cartas por tipos e falar separadamente.

quinta-feira, 5 de julho de 2018

E faltam apenas dois dias ...

Por Julio De Biasi

Fala galera, mais uma vez, eu Julio De Biasi, estou aqui para escrever um artigo para vocês através da Liga Arena, hoje é segunda feira, depois do jogo do Brasil e estou sentado aqui lendo as “desculpas” (leia-se razões) da WotC banir duas cartas, e pasmem, no Legacy.

Pois é, a partir de hoje as cartas Gitaxian Probe e Deathrite Shaman estão banidas no formato. É uma novidade que assusta alguns, beneficia outros, mas não estamos aqui para falar disso, e se você esta interessado em ler as desculpas... cof cof... razões da Wizards, segue o link.

E então o que sobre desse anúncio para o Grand Prix São Paulo? Bom, basicamente é o que estavam todos treinando até o momento, nada mudou, todas as cartas que já estavam válidas continua, só o que está mudando constantemente é o metagame do Modern.

Quem me conhece sabe que eu não sou o maior fã do formato, mas devido ao GP esse ano no Brasil ser nesse peculiar quesito, eu comecei a pesquisar muito sobre o mesmo, principalmente sobre os top8 dos eventos recentes, e isso acaba sendo um trabalho bem árduo.

O maior circuito independente mundial tem feito quase todos seus Opens nesse formato, e isso gera uma quantidade de listas absurdas. É um formato de gato e rato, onde a cada semana temos um deck que se sobressai, deck A e ai seu predador natural, deck B, aparece na semana seguinte fazendo com o que deck A nem chegue perto do top8, ai aparece o deck C contra o B, e o top8 seguinte é uma mistura de C e A, e por ai vai. Claro, sempre tem aquela lista que aparece do nada, quando todos já tinham esquecido que ela existia, e esse final de semana não foi diferente, navegando num mar de Teferi, Herói de Dominária e Jaces, o Escultor de Mentes, um pequeno Dredge esteve presente no top8 e claro, levou o caneco no Grand Prix Barcelona:


Dredge, por Matti Kuisma
Campeão GP Barcelona, 30-Junho – 1-Julho 2018.

20 Terrenos
19 Criaturas
4 Narcomoeba

18 Instantâneas e Feitiços
3 Conflagrate
3 Outras Mágicas

SIDEBOARD


E falando no menino de Dominária haviam 8 cópias dele dentre os decks do top8 e outros 9 Jaces de acompanhante, em 3 UW Control e 1 Jeskai Control, este ultimo pilotado pelo finalista do Mundial de 2017, Javier Domingues. Ainda nesse top8 tinham cópias singulares de Burn e Death Shadow, e claro, o bicho papão do formato, Matt Nass, digo, o deck do Matt Nass, KCI, que foi finalista.

Do outro lado da lagoa, nos Estados Unidos, estava acontecendo o SCG Tour Open Atlanta, e era modern também.

O top8 foi a volta de um antigo conhecido, mas não tão antigo assim, já que ele teve uma vitória no SCG Invitational na mão de outro jogador, e esse deck era o Infect.


Infectpor Zan Syed
Campeão SCG Open Atlanta, 30-Junho – 1-Julho 2018.

19 Terrenos
Forest

15 Criaturas
26 Instantâneas e Feitiços
2 Outras Mágicas

SIDEBOARD

 
Essa lista não trazia nada muito fora do convencional, 2 Rancor não é algo tão inovador, o que mais me surpreende nessa lista são os 4 Invisible Stalker do sideboard.

O top8 nesse evento ainda tinha 2 Trons, 1 Hollow One, 1 UW Control, 1 Burn, 1 KCI e na final, um Titan Shift.

Isso mostra para mim, uma certa ascensão dos decks de controle, principalmente com a introdução do Teferi nas listas, com um total de 5 cópias entre as 16 listas, claramente um predador natural de 5-Color Humans, que desapareceu, e no SCG Open sua primeira cópia aparecia em 21º lugar. A quantidade de respostas, e em sua maioria fazendo 2 para 1, faz com que os Humanos não consigam atingir uma massa critica para terminar o jogo de forma rápida, mesmo com todos as cartas que “impedem” o jogo.

E então, qual seria o “predador” natural desses decks, obviamente, os decks de Big Mana, Tron em suas milhares de versões, a mais “atual” sendo a MonoGreen, que com a explosão de acesso a mana coloca uma ameaça grande de mais todo turno para os Controles lidarem, e uma hora ou outra, uma dessas ameaças vai ficar no campo de batalha e o jogo vai mudar drasticamente.

Claro que essa é a minha analise, e eu espero que os Controles apareçam bastante no GP São Paulo, não seria a minha escolha, acho que é preciso muita dedicação e treino com o deck, saber o que enfrentar e como enfrentar, seja na versão UW ou na versão Jeskai. São muitas opções, são muitas pequenas decisões todos os turnos, e em cada lista, quais cartas usar 1, quais usar 4, e quais não usar, o que colocar no Sideboard, e por ai vai. A carta que eu mais gosto alias desses decks é um terreno, que faz meu coração bater mais forte e eu acho que é a carta que mais ganhou força com essa dita ascensão:

Celestial Colonnade, por Eric Deschamps


O que eu espero no GP São Paulo são os “pet decks”, aqueles decks que a galera tem jogado a muito tempo, e acaba não trocando por nada, as vezes também pela limitação financeira, e mudam apenas cartas especificas para combater o que está ganhando a nível internacional, como por exemplo Grafdigger’s Cage voltar a aparecer nos sideboards impedindo o Dredge, ou cartas realmente esquecidas como Blessed Alliance e Spellskite para combater a doença phyrexiana.

Tivemos um outro artigo aqui do Pedro, entendedor de Modern muito mais do que eu, falando do que esperar no formato, e eu acabei decidindo incluir esse “pet decks” como algo a tomar nota.

Fora isso tudo que eu citei, eu espero que o GP São Paulo tenha uma organização incrível, tem MUITO evento paralelo interessante, inclusive a chance de conseguir jogar um Draft de Unlimited, que deve ser a sensação do final de semana, a presença do “The Professor” do canal Tolarian Community College, e provavelmente alguns Platinum Pros devem vir jogar também, há informações de que o PV não deve jogar, ainda mais que ele nem gosta tanto do formato, e deve ficar só nos comentários, mas nem por isso não devemos sentir faltas dos famosos brasileiros, Thiago Saporito, Obama, Bertu e claro, o campeão mundial, Carlos Romão. Posso garantir para vocês, que o campeão mais sexy de qualquer GP, João Lelis, também estará lá, e claro, eu também, me aventurando nesse formato que eu acho superdifícil de jogar, montar, prever e as vezes até entender, que é o Modern.


Nos vemos lá e boa sorte!!!!

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Aconteceu na Liga Arena - 25/06/2018 à 01/07/2018

Resumo da semana! Aqui nesse periódico semanal você conhecerá os campeões da semana na loja mais animada do vale do paraíba, sempre com muita diversão e baboseira que só esse jogo que tanto amamos pode nos proporcionar.







CAMPEÕES DA SEMANA





MAGIC: QUARTA MODERNA (27/06/2018)
Campeão: Pedro Henrique

Deck list:

Main deck:


Sideboard:





YU GI OH (27/06/2018)
Campeão: Cleber Souza




MAGIC: LIGA BRAWL (28/06/2018)
Campeão: Ricardo Naldi



RANKING ATÉ O MOMENTO





FOTOS QUE NÃO MUDAM NADA NA NOSSAS VIDAS





































DO FUNDO DO BAÚ




FIM!!



quinta-feira, 28 de junho de 2018

A Evolução do Modern e o que Esperar do GP São Paulo 2018.

Por Pedro Henrique

Olá pessoal meu nome é Pedro Henrique e esse é apenas o meu segundo artigo aqui no blog, jogo Magic desde 2002 na época do bloco de investida, mas só entrei no cenário competitivo em 2012. Desde de então tenho voltado a minha atenção principalmente para o formato Modern tanto por afinidade pelo formato quanto pela disponibilidade que tenho para jogar torneios aqui na Liga Arena.

Do dia 6 a 8 de julho acontece o maior evento de Magic em terras tupiniquins, o GP São Paulo, único GP do ano no Brasil o que só deixa o evento ainda mais esperado. Assim como no ano passado o formato do evento principal será o moderno, o que é um atrativo a mais para mim. Nesse artigo vou falar um pouco sobre a evolução e estado atual do metagame do Modern e o que eu espero encontrar no evento.

Nos últimos tempos o formato sofreu grandes mudanças, desbans esperados e inesperados, surgimentos de novos deck e alternância constante nos tiers 1 do formato. A primeira mudança de nota para se entender o formato atual são os banimentos do Trol de Túmulo Golgari e Sonda Gitaxiana em janeiro do ano passado. O primeiro voltou para a lista de banidas depois de um desban errôneo e desnecessário em minha opinião, o que diminuiu muito a força do Dredge que por alguns meses estava dominando o formato. Já o segundo fez vários jogadores deixarem de lado o Infect que também era considerado um deck problemático além de acabar com rei do formato na época Death's Shadow Aggro já que a interação que a Sonda tinha com a Sombra da Morte, Tornar Imenso aliada com a informação que sonda fornecia não poderia ser substituída.



Também em janeiro tivemos o lançamento de Revolta do Éter que presenteou o Modern com Empurrão Fatal, a mais nova remoção premium do formato que hoje rivalizam em power level com os consagrados Raio e Caminho para o Exílio. Essa carta teve impacto imediato e a partir de então quando pensamos em criaturas jogáveis temos que lembrar do famoso “Morra para Raio” e também “Morre para Push”. Logo em seguida quem achou que tinha se livrado do absurdo que era uma criatura 5/5 ou até mesmo 12/12 por uma única mana viu o surgimento e ascensão do Jund e Grixis Shadows.


Lista: Brad Nelson – 1º Lugar SCG Baltimore Open – 28/03/17

19 LANDS


16 CREATURES


25 INSTANTS and SORC.


SIDEBOARD





Lista: Josh Utter-Leyton - 1º Lugar – GP Vancouver – 19/02/17

18 LANDS


13 CREATURES


23 INSTANTS and SORC.


6 OTHER SPELLS


SIDEBOARD





Versões que embora não fossem tão explosivas eram muito mais consistentes do que o deck anterior, por alguns meses a versão Grixis foi considerado o bicho papão do formato e já que mais parecia um deck Legacy jogando no formato moderno. Junto com esses dois novos tiers 1 o Eldrazi Tron surgiu formou a tríade que dominou o Modern por vários meses. Vale ressaltar que no meio dessa mistura de criaturas gigantes por custos baixíssimos e eldrazis vindo ao jogo muito antes do esperado nosso grande João Lelis se sagrou campeão do GPSP de 2017 com um deck rogue que poucos conheciam ou estavam preparados para jogar contra: o Bant Coralhem.



Lista: João Lelis – 1º Lugar – GP São Paulo – 13/08/17

23 LANDS


27 CREATURES


7 INSTANTS and SORC.


SIDEBOARD




Um midrage muito consistente que joga com várias criaturas resilientes e que geram valor como Cavaleiro do Relicário e Rastreador Incansável, esse último que é considerado pelo nosso campeão a melhor criatura do jogo :p além do diferencial de possuir um combo que pode matar logo de turno 3 com a interação entre o cavaleiro e a Retirada para Elmo de Coral que gera um atacante com algum tipo de evasão e tão grande quanto o número de terrenos em seu deck.




Pulando para fevereiro desse ano, o formato sofreu o que muitos classificaram na época como a maior mudança desde os banimentos em massa pós Pro Tour Filadélfia no primeiro ano de vida do Modern. Elfo Tranças-de-Sangue e Jace, o Escultor de Mentes foram livres da lista de banidas. A justificativa da Wizards foi que o Modern havia ganho Power Level suficiente para acomodar o icônico Planeswalker que até então nunca tinha visto a luz do dia no formato e que o elfo era uma medida preventiva contra um possível domínio do próprio Jace uma vez que ele é uma resposta muito eficiente a qualquer Planeswalker, inclusive seu par de desbanimento, além de fortalecer os Midrages do formato que estavam a algum tempo esquecidos no metagame. A comoção na comunidade foi enorme, mas no final das contas o Jace que era o mais temido dos dois não teve o impacto esperado e dificilmente é visto em tops 8 de grandes eventos, atualmente ele é até mesmo preterido em algumas listas de Jeskai a mais nova adição do formato: Teferi, Herói de Dominaria. Já o elfo teve um pequeno vislumbre no topo ao levar o Jund a deck mais jogado, contudo esse domínio durou pouco e logo o Jund voltou a ser só mais um deck justo no formato. A verdade é que por mais que eu goste do Modern não há como negar que é um formato degenerado no qual as respostas são muito mais fracas do que o potencial de fazer jogadas roubadas e isso nos levas aos dois decks mais novos do ambiente: Humanos e Hollow One.



O Humanos já existe a algum tempo mas com o lançamento de Ixalan e a impressão do Território não reivindicado e do Pirata de Aeroveleiro o deck ganhou um power level enorme, uma vez que agora conta com 12 terrenos que viram para qualquer cor e mesmo sendo um deck praticamente só de criaturas conta com uma capacidade de disrupção enorme na forma do novo pirata, Mago Interferidor e Thalia, Guardiã de Thraben, além de ser um super agroo capaz de finalizar a partida muito rapidamente. Conjurar uma criatura de três cores como Ginete de Mantídeo no terceiro turno ou até mesmo no segundo com ajuda do Nobre Hierarca é algo quase trivial para esse deck. Outras criaturas como Campeão da Paróquia e Tenente de Thalia tem o potencial de superar rapidamente em tamanho Tarmogoyfs, Eldrazis, Sombras da Morte que até então eram as maiores criaturas do formato. Provavelmente ascensão dos Humanos foi o que derrubou do topo o Grixis Shadow e os Eldrazis a pouco citados.



Lista: Collins Mullen – 1º Lugar – SCG Cincinnati Open – 22/10/17

20 LANDS


36 CREATURES


4 OTHER SPELLS 


SIDEBOARD





Já o Hollow One também é um deck que surgiu com uma impressão recente, o Oco, que dá nome ao deck e cria jogadas tão degeneradas como colocar 4, 8 ou mais de poder nos turnos inicias do jogo em casos excepcionais até mesmo no turno 1. O deck abusa da mecânica de descarte com cartas até então nunca usadas no Modern como: Inquisição Ardente e Sabedoria Goblin. Esse é só um dos ângulos de ataque do deck já que também utiliza a sinergia de descartes com criaturas que voltam do cemitério como: Terror Sanguinário, Fênix do Rastro Flamejante e criaturas enormes com esquadrinhar, como Pescador Gurmag. O deck tem se mostrado muito consistente mesmo com a aleatoriedade dos descartes que utiliza.





Lista: Ken Yukuhiro – 3º/4º PT Rivals of Ixalan – 03/02/18

18 LANDS

1 Arid Mesa
3 Blackcleave Cliffs
3 Blood Crypt
4 Bloodstained Mire
2 Mountain
1 Scalding Tarn
1 Stomping Ground
1 Swamp
2 Wooded Foothills

24 CREATURES

4 Bloodghast
4 Flameblade Adept
4 Flamewake Phoenix
3 Gurmag Angler
4 Hollow One
4 Street Wraith
1 Tasigur, the Golden Fang

18 INSTANTS and SORC.

4 Burning Inquiry
2 Collective Brutality
4 Faithless Looting
4 Goblin Lore
4 Lightning Bolt

SIDEBOARD

2 Ancient Grudge
2 Big Game Hunter
2 Blood Moon
1 Collective Brutality
2 Fatal Push
3 Grim Lavamancer
3 Leyline of the Void





Chegando ao metagame atual acredito que o Humanos e o Hollow One sejam os dois melhores deck do formato, contudo ambiente já começou a se adaptar. Nas últimas semanas vimos o Jeskai voltar ao topo já que conta com um pacote de remoções premium contra o Humanos e tem um jogo descente contra o Oco, com acesso a remoções globais e que exilam com o sempre eficiente Caminho para o Exílio e o recém-chegado Assentar nos Destroços. Outro novo deck que vem se destacando é o Mardu Piromante que em minha opinião toma o lugar do Jund como melhor midrage do Modern, mesmo que o último conte agora com o temido Elfo recém desbanido. Esse é um deck que venho acompanhando a evolução e testando desde seu surgimento e posso dizer que tem um potencial enorme pois tem o mesmo plano de jogo já consagrado pelo Jund mas que consegue “roubar” o oponente já que utiliza Lua Sangrenta de main deck e também possui uma card selection/card advantage na forma de Pilhagem Infiel e Almas Penasdas. O seu late game também extremamente forte já que conta com o pacote insano de Folião do Caos em conjunto com Comando De Kolaghan. Pro Player’s de renome como Gerry Thompson e o brasileiro Thiago Saporito obtiveram ótimos resultados com o deck mostrando que é mais um arquétipo que veio para ficar.



Lista:Gerry Thompson – 2º Lugar – PT Rivals of Ixalan – 03/02/18

20 LANDS

4 Blackcleave Cliffs
2 Blood Crypt
4 Bloodstained Mire
4 Marsh Flats
3 Mountain
1 Sacred Foundry
2 Swamp

8 CREATURES

4 Bedlam Reveler
4 Young Pyromancer

29 INSTANTS and SORC.

2 Collective Brutality
1 Dreadbore
4 Faithless Looting
2 Fatal Push
4 Inquisition of Kozilek
3 Kolaghan's Command
4 Lightning Bolt
4 Lingering Souls
1 Manamorphose
1 Terminate
3 Thoughtseize

3 OTHER SPELLS

2 Blood Moon
1 Liliana of the Veil

SIDEBOARD

1 Anger of the Gods
2 Collective Brutality
1 Fulminator Mage
1 Ghost Quarter
1 Liliana of the Veil
2 Molten Rain
2 Nihil Spellbomb
3 Surgical Extraction
2 Wear / Tear



O Modern é conhecido por ser um formato extremamente diverso e isso nunca foi tão verdade como agora mais de uma dezena de decks podem ser considerados tiers 1 e 2 e outras dezenas de rogues roubam a cena de tempos em tempos. É também um formato em constante mudança, novos decks ou evolução de antigos pipocam a todo tempo em torneio de expressão. É impossível falar de todo o metagame em apenas um artigo, mas acredito que pude dar uma pincelada em alguns dos principais decks e como o ambiente evoluiu para chegar ao o que é hoje.

Finalmente, os principais decks que eu espero encontrar no GPSP e que recomendo levar em conta quando for montar seu Sideboard são: Humanos, Hollow one, Jeskai Control, Affinity, RG Valakut. Mesmo esperando que estes sejam os principais decks do torneio o mais dominante deles não deve chegar a 10% do ambiente, portanto é possível que você jogue as 15 rodadas do torneio sem enfrentar nenhum deles. Daí a importância de montar o seu deck e side de forma a cobrir de forma mais ampla possível o ambiente preferindo cartas que respondam um grande numero de decks a efeitos muito específicas.




Por fim, minha escolha para o torneio deve ser o RG Valakut, um deck que costuma aparecer bem mais aqui no Brasil do que no cenário internacional, talvez porque seja um deck relativamente barato para o formato. Jogo a bastante tempo com ele e já obtive alguns resultados relevantes, minha escolha não se deve ao posicionamento do deck no ambiente, mas sim a minha familiaridade com ele. Acredito que o Mardu Piromante, outro deck que possuo, atualmente é um deck melhor posicionado do que o RG, contudo sei que não possuo a experiencia necessária com esse deck para obter um resultado relevante. Esse talvez seja o maior conselho para o Modern, jogue comum deck que você domine e conheça a mecânica de todos ou pelo menos de todos os tiers 1 e 2 do formato. O Modern é um formato que costuma premiar aqueles com um conhecimento profundo do seu próprio deck e sobre aqueles que você vai enfrentar. Nesse formato acredito que mais importante do que ter talento é ter conhecimento.