quinta-feira, 5 de julho de 2018

E faltam apenas dois dias ...

Por Julio De Biasi

Fala galera, mais uma vez, eu Julio De Biasi, estou aqui para escrever um artigo para vocês através da Liga Arena, hoje é segunda feira, depois do jogo do Brasil e estou sentado aqui lendo as “desculpas” (leia-se razões) da WotC banir duas cartas, e pasmem, no Legacy.

Pois é, a partir de hoje as cartas Gitaxian Probe e Deathrite Shaman estão banidas no formato. É uma novidade que assusta alguns, beneficia outros, mas não estamos aqui para falar disso, e se você esta interessado em ler as desculpas... cof cof... razões da Wizards, segue o link.

E então o que sobre desse anúncio para o Grand Prix São Paulo? Bom, basicamente é o que estavam todos treinando até o momento, nada mudou, todas as cartas que já estavam válidas continua, só o que está mudando constantemente é o metagame do Modern.

Quem me conhece sabe que eu não sou o maior fã do formato, mas devido ao GP esse ano no Brasil ser nesse peculiar quesito, eu comecei a pesquisar muito sobre o mesmo, principalmente sobre os top8 dos eventos recentes, e isso acaba sendo um trabalho bem árduo.

O maior circuito independente mundial tem feito quase todos seus Opens nesse formato, e isso gera uma quantidade de listas absurdas. É um formato de gato e rato, onde a cada semana temos um deck que se sobressai, deck A e ai seu predador natural, deck B, aparece na semana seguinte fazendo com o que deck A nem chegue perto do top8, ai aparece o deck C contra o B, e o top8 seguinte é uma mistura de C e A, e por ai vai. Claro, sempre tem aquela lista que aparece do nada, quando todos já tinham esquecido que ela existia, e esse final de semana não foi diferente, navegando num mar de Teferi, Herói de Dominária e Jaces, o Escultor de Mentes, um pequeno Dredge esteve presente no top8 e claro, levou o caneco no Grand Prix Barcelona:


Dredge, por Matti Kuisma
Campeão GP Barcelona, 30-Junho – 1-Julho 2018.

20 Terrenos
19 Criaturas
4 Narcomoeba

18 Instantâneas e Feitiços
3 Conflagrate
3 Outras Mágicas

SIDEBOARD


E falando no menino de Dominária haviam 8 cópias dele dentre os decks do top8 e outros 9 Jaces de acompanhante, em 3 UW Control e 1 Jeskai Control, este ultimo pilotado pelo finalista do Mundial de 2017, Javier Domingues. Ainda nesse top8 tinham cópias singulares de Burn e Death Shadow, e claro, o bicho papão do formato, Matt Nass, digo, o deck do Matt Nass, KCI, que foi finalista.

Do outro lado da lagoa, nos Estados Unidos, estava acontecendo o SCG Tour Open Atlanta, e era modern também.

O top8 foi a volta de um antigo conhecido, mas não tão antigo assim, já que ele teve uma vitória no SCG Invitational na mão de outro jogador, e esse deck era o Infect.


Infectpor Zan Syed
Campeão SCG Open Atlanta, 30-Junho – 1-Julho 2018.

19 Terrenos
Forest

15 Criaturas
26 Instantâneas e Feitiços
2 Outras Mágicas

SIDEBOARD

 
Essa lista não trazia nada muito fora do convencional, 2 Rancor não é algo tão inovador, o que mais me surpreende nessa lista são os 4 Invisible Stalker do sideboard.

O top8 nesse evento ainda tinha 2 Trons, 1 Hollow One, 1 UW Control, 1 Burn, 1 KCI e na final, um Titan Shift.

Isso mostra para mim, uma certa ascensão dos decks de controle, principalmente com a introdução do Teferi nas listas, com um total de 5 cópias entre as 16 listas, claramente um predador natural de 5-Color Humans, que desapareceu, e no SCG Open sua primeira cópia aparecia em 21º lugar. A quantidade de respostas, e em sua maioria fazendo 2 para 1, faz com que os Humanos não consigam atingir uma massa critica para terminar o jogo de forma rápida, mesmo com todos as cartas que “impedem” o jogo.

E então, qual seria o “predador” natural desses decks, obviamente, os decks de Big Mana, Tron em suas milhares de versões, a mais “atual” sendo a MonoGreen, que com a explosão de acesso a mana coloca uma ameaça grande de mais todo turno para os Controles lidarem, e uma hora ou outra, uma dessas ameaças vai ficar no campo de batalha e o jogo vai mudar drasticamente.

Claro que essa é a minha analise, e eu espero que os Controles apareçam bastante no GP São Paulo, não seria a minha escolha, acho que é preciso muita dedicação e treino com o deck, saber o que enfrentar e como enfrentar, seja na versão UW ou na versão Jeskai. São muitas opções, são muitas pequenas decisões todos os turnos, e em cada lista, quais cartas usar 1, quais usar 4, e quais não usar, o que colocar no Sideboard, e por ai vai. A carta que eu mais gosto alias desses decks é um terreno, que faz meu coração bater mais forte e eu acho que é a carta que mais ganhou força com essa dita ascensão:

Celestial Colonnade, por Eric Deschamps


O que eu espero no GP São Paulo são os “pet decks”, aqueles decks que a galera tem jogado a muito tempo, e acaba não trocando por nada, as vezes também pela limitação financeira, e mudam apenas cartas especificas para combater o que está ganhando a nível internacional, como por exemplo Grafdigger’s Cage voltar a aparecer nos sideboards impedindo o Dredge, ou cartas realmente esquecidas como Blessed Alliance e Spellskite para combater a doença phyrexiana.

Tivemos um outro artigo aqui do Pedro, entendedor de Modern muito mais do que eu, falando do que esperar no formato, e eu acabei decidindo incluir esse “pet decks” como algo a tomar nota.

Fora isso tudo que eu citei, eu espero que o GP São Paulo tenha uma organização incrível, tem MUITO evento paralelo interessante, inclusive a chance de conseguir jogar um Draft de Unlimited, que deve ser a sensação do final de semana, a presença do “The Professor” do canal Tolarian Community College, e provavelmente alguns Platinum Pros devem vir jogar também, há informações de que o PV não deve jogar, ainda mais que ele nem gosta tanto do formato, e deve ficar só nos comentários, mas nem por isso não devemos sentir faltas dos famosos brasileiros, Thiago Saporito, Obama, Bertu e claro, o campeão mundial, Carlos Romão. Posso garantir para vocês, que o campeão mais sexy de qualquer GP, João Lelis, também estará lá, e claro, eu também, me aventurando nesse formato que eu acho superdifícil de jogar, montar, prever e as vezes até entender, que é o Modern.


Nos vemos lá e boa sorte!!!!

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