quinta-feira, 26 de outubro de 2017

Top Cards de Ixalan para Modern - parte 1/3





Ixalan já está aí há um tempo, mas ainda não tínhamos começado a falar sobre o impacto dela no Modern. Ainda!


Separei 17 cartas da nova edição que eu acredito ter algum potencial no nosso amado formato, e falarei sobre todas em 3 artigos diferentes. Este é o primeiro.


Ashes of theAbhorrent: 


Essa carta sofre de um problema muito simples, quando pensada como um grave hate. Ela tem o mesmo custo e é da mesma cor do melhor grave hate já printado pela Wizards, Rest in Peace. Rest in Peace é o que você quer quando precisa se focar no que vem do cemitério do seu oponente, e, se sua única preocupação é essa, então não é necessário sequer olhar para a carta nova. Então vamos nos focar não tanto no que Ashes faz, mas no que ela não faz. Ela não remove as cartas dos cemitérios, ela apenas impede habilidades como de criaturas com dredge, flashback, torna nosso querido e odiado Snapcaster numa carta com potencial mínimo e ainda te garante alguns pontinhos de vida aqui e ali. A vantagem dessa carta é poder ser utilizada com criaturas como Tarmogoyf, Cavaleiro do Relicário e Lodo Necrófago sem qualquer perda para o seu lado. Não acho que será usada tão cedo, mas se o for, pode esperar que alguma dessas 3 criaturas a fará companhia.

Settle the Wreckage: 


Não gosto dessa carta no T2, quando foi lançada, achei que seria fogo de palha e que seu lugar, se houvesse um, seria no Modern mesmo. Ironia das ironias, passei a utilizá-la no meu deck T2 desde o lançamento, uma vez que era o que eu precisava para conter as mãos mais rápidas do MonoRed e ajudava bastante contra Temur também, sem contar que o fato de remover as criaturas a tornava uma remoção justa contra Scarab God. Mas tudo isso apenas porque meu deck T2 é o UW Approach, que se comporta muito mais como um combo do que como um controle, de modo que fornecer terrenos e limpar o deck do oponente, potencialmente melhorando suas compras futuras era algo que eu podia me dar luxo. Agora vamos ao ponto, por que o Modern? Essa carta pode ser o que o jogador de UW precisa para lidar com ameaças de um deck como o Eldrazitron, affinity, Living End e Infects (ainda existem?) da vida. Seus oponentes não têm muitos terrenos básicos no deck, isso quando têm, e o Modern não tem muitos mana sinkers (com exceção do Eldrazitron). Então uma resposta instantânea pode ser o que o UW precise, podendo finalmente jogar com remoções globais e Spell Queller no deck.

Carnage Tyrant: 


Por ora, a maior decepção do T2, onde esperava-se que ele se tornasse O predador do formato (mas ainda há muito tempo para isso acontecer, não se enganem) esse tirano pode vir a aparecer em sides de decks verdes que jogam grande, como o RG Valakut, servindo como uma kill condition alternativa. A questão é se ele é ou não melhor do que Vingançade Gaia. Eu acredito que sim, e vocês?

Rampaging Ferocidon: 


Uma criatura com um potencial gigantesco mas que parece custar uma mana a mais do que o formato permite para esse efeito. O burn não se permite chegar ao terceiro turno com 3 fontes de mana sempre, sem contar que no terceiro turno a expectativa é estar tão próximo da vitória que uma criatura 3/3 sem ímpeto está longe de ser o que você precisa. Mas, caso o Soul Sisters aumente de popularidade, ele seria uma excelente opção de side para qualquer deck com vermelho.

Entrancing Melody: 


Sim, eu acredito que essa seja a carta mais forte para o Modern em toda a nova edição. Não será a mais utilizada (todos sabem qual será...), mas eu acredito piamente que esta será a adição mais relevante ao Modern vinda desse mundo de piratas e dinossauros. Ela é simplesmente MUITO forte. É um Fios de Deslealdade melhorado. Primeiro, ela não sofre de um dos maiores problemas da anterior. É um feitiço, e, portanto, intangível uma vez resolvido. Você não precisa se preocupar com Abrupt Decays e Qasalis, a menos que seu oponente blinke a criatura, ela será sua até deixar o campo de batalha. Dito isso, o custo x pode ser ligeiramente mais pesado se seus planos forem roubar um Tarmogoyf, mas a possibilidade de ir além disso, roubando criaturas maiores, é um diferencial e tanto. Lembrando sempre que quando você toma o controle de uma criatura ao invés de simplesmente matá-la, você está gerando card advantage virtual, já que com apenas uma carta você tirou uma criatura do lado oposto e adicionou uma do seu lado. Essa carta é vantagem demais e eu acredito que vá ver jogo em muitos sides por aí. Imagine num mirror de Grixis DS você ser capaz de simplesmente roubar o DS alheio... Essa é minha maior aposta para a edição!

Me despeço por aqui e até o próximo...

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