sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Top Cards de Hora da Devastação para Modern - parte 2/2



Bom, galera, vamos voltar à nossa busca por cartas com potencial para o Modern de Hora da Devastação. Esse artigo chega um mês atrasado, e algumas das 6 cartas que vou apresentar hoje até mesmo já fizeram seu debute no formato, aparecendo em algumas listas por ai, mas essa pausa foi por um bom motivo, então relevem. 

Não viu a primeira parte? confira...
Top Cards de Hora da Devastação para Modern - parte 1/2.

Vamos ao que importa!



Essa carta lembra muito uma que já vê algum jogo em alguns baralhos “fringe” da vida, o Retrair. Ela custa 1 a mais, está numa cor um pouco menos propícia para combos de storm e utilização maciça de artefatos, mas traz a tão necessária redundância para baralhos do tipo. Explicando: quantas vezes você não vê uma carta extremamente forte no que faz, mas que, contra todas as expectativas, não joga. A explicação para esse fenômeno está na falta de redundância, muitas vezes. Lava Spike seria uma carta péssima, não fosse o fato de ela ajudar na redundância de um baralho que pretende vencer sem interagir com a mesa. Memnito e Ornitóptero também são criaturas bastante ruins, mas têm a função de gerar redundância na presença de artefatos na mesa. Até mesmo um dos principais decks do Modern atualmente, UR Storm, só tem a força que tem por conta da redundância de efeitos de diminuição de custo, causada pela entrada do Baral, para fazer companhia ao Goblin Eletromancer. E é isso que eu acredito que essa carta vem trazer ao Modern, um efeito parecido o suficiente com Retrair para talvez fazer com que o Cheerios possa vir a se tornar uma força real no formato, galgando um Tier 2 ou quem sabe até mesmo Tier 1.



Fechando as cartas duplas da edição, vamos falar de uma das cartas que mais causou furor ao sair no spoiler. O efeito é forte, e o fato de parecer encaixar perfeitamente no plano de um dos decks mais fortes no formato fez várias pessoas prenunciarem o ban do Death’s Shadow, que sabidamente não aconteceu. Porque?

Não é muito simples explicar isso, mas vou tentar mostrar o que eu acredito que tenha acontecido, e, com isso, dar-lhes um vislumbre sobre como eu vejo o Modern e onde o Grixis Death’s Shadow se encaixa nele:

 O Modern, para quem olha para ele algumas vezes por ano, apenas durante a temporada, parece uma selva. São 20+ decks com chances reais de vencer, atacando por ângulos muito diferentes, o que torna um inferno tentar se proteger de tudo. E, se você não pode se proteger, atacar é a saída correta. No entanto, as pessoas continuam querendo ter algum controle sobre esse pandemônio, eles não aceitam que o formato não quer que você tenha qualquer tipo de controle sobre a mesa, elas insistem que tem que haver um sentido, e um dos poucos decks que conseguiam colocar ordem em parte dessa bagunça é o BGx, sendo o Jund a principal figura desse tipo de deck, mesmo que vez por outra o Abzan tome seu lugar. E, se você não está disposto a treinar infinitamente com o mesmo deck injusto, aceitando que as vezes seus oponentes vão ser mais injustos que você e você vai perder, você acaba optando por tentar jogar justo, olhando para vários ângulos ao mesmo tempo. Ou seja, você pode tentar se esconder atrás de descartes nos turnos iniciais enquanto uma criatura gigante e undercoasted cria um clock de 5 turnos. Acontece que muitas vezes, mesmo com um escudo de descartes, seus oponentes conseguiam passar pelas suas defesas nesses 5 turnos, e você perdia. Daí o que acontece? Você vai ficar de mimimi, dizendo que o side não veio, e que o Modern é um formato que é definido pelo seu side e se ele vem ou não.

O side no Modern é sim muito importante, e isso se deve ao fato de que decks injustos jogam normalmente com um único ângulo de ataque, se você consegue lidar com aquilo, não existe muito mais o que se possa ser feito, mas se a única maneira de você vencer um deck é contando com o side, e isso é válido para vários momentos em um torneio, então o seu deck é um problema. Com isso em vista, alguém decidiu que era hora de o Jund passar a adotar um estilo de jogo mais injusto. Ele seria quase o

 mesmo deck, com a diferença que o clock passaria de 5 turnos para 1 ou 2. E pronto, de repente você tem finalmente um BGx forte. Death’s Shadow se tornou a sensação do momento, enquanto que vitórias instantâneas eram conseguidas com uma Fúria de Batalha Temur, e o deck conseguia (olha ela de novo!) redundância na forma de Atravessar Ulvenwald e um deck “diminuto” através da utilização de Mishra’s Bauble e Aparição de Estrada (e tem gente que ainda tem a pachorra de querer usar mais de 60 cartas...). Mas nesse momento algo inusitado aconteceu. 

O deck ganhava de quase tudo, mas perdia para os BGx normais, por apresentar um ângulo de jogo que um deck justo podia lidar, ainda que fosse capaz de lidar com qualquer deck injusto do formato. Surgiu um ponto em quem a decisão correta ao escolher um deck era: BGx se esperasse um ambiente cheio de Jund DS, ou Jund DS se esperasse um ambiente cheio de decks injustos. Essa questão se resolveu na forma do Grixis DS, que tem um match bom contra ambos decks e continua conseguindo “roubar” vitórias num shell de controle. Um deck com a proposta de jogar justo, mas que pode muito bem vir em sua forma injusta e ganhar num instante. O Grixis era tão consistente que pôde até mesmo deixar de lado as Fúrias de Batalha Temur e contar com o clock normal do deck. E foi nesse ambiente que Claim/Fame surgiu.

Toda essa história foi para explicar o porquê de Claim/Fame não ter visto jogo, e a resposta é que ela é uma carta excelente em matches justos, como contra os BGx da vida, no entanto, o próprio surgimento do Grixis DS forçou a saída desses decks do ambiente, então algo que servia apenas para ajudar num match naturalmente favorável não tem razão de ver jogo. O formato tem sua nova Fun Police, após a queda do Twin, e essa Fun Police não precisa de fama para jogar. Mas, tendo em vista toda essa rotação, será que Claim/Fame não é a carta que os BGx DS não precisam para atacar os Grixis DS? Talvez sim, talvez não... Por via das dúvidas, ela está aqui na lista.



É, está aí uma criatura e tanto! A possibilidade de poder colocar alguns desse em campo no primeiro turno existe e não pode ser descartada, mas acredito que ainda não seja agora que ele vai ver jogo. Essa é outra carta que causou furor no início, mas sofre do problema do dia nesse artigo, falta de redundância. Ela tem um efeito excelente, que te faz querer montar um deck em torno, mas não adianta ter um deck com a possibilidade de fazer duas delas e dois Vengevines no mesmo turno, se isso for acontecer apenas em 1 a cada 5 jogos. Vengevine e Hollow One estão por aí, só esperando novas criaturas, de olho a cada nova edição, quando a carta que elas precisam para jogar sair. Até lá pegue 4 de cada foil e não acredite em combos milagrosos, pois, como disse Emrakul “Ainda não é a hora”.



Dois terrenos e tanto em uma mesma edição, ta aí algo que não acontece sempre! Hostile Desert tem um corpo bastante bom, em um formato em que terrenos são o tipo de carta mais fácil de serem colocados no cemitério. O problema nesse caso é que decks que usam fetchs normalmente o fazem para ajustar cores, então um terreno que só gera mana incolor não parece uma boa ideia, mas ele está aí, só esperando sua hora de brilhar, afinal um manland que não entra virado é algo a sempre se ter em mente. Já Scavenger Grounds tem visto algum jogo por oferecer um hate de cemitérios em main deck e que funciona perfeitamente em decks como Eldrazi Tron, de modo que você pode ter uma saída tutorável desde o game 1 contra Dredge e Grixis DS. Peguem os seus e guardem, eles vão se tornar staples do formato!

E por último, minha favorita da edição, que é...
   


É, parece que a Azusa, após tanto procurar, finalmente encontrou seu lugar. As duas juntas permitem o sonho molhado de qualquer jogador de LD, poder, literalmente, acabar com todos os terrenos de seus oponentes num instante. Se ambas estiverem em jogo no turno 3, basta um Ghost Quarter para você poder destruir 3 terrenos do seu oponente por turno, e, como o modern não é um formato famoso pela quantidade de básicos... Sério, adicione qualquer carta que dificulte a busca e está pronto o deck. Eu fico só imaginando algo utilizando essas duas, Lotus Cobra, CoCo, Faithless Looting, Batedora da Tribo Sakura, Cavaleiro do Relicário, Karoo lands, Courser of Kruphix e Retreat to Coralhelm, só para não perder o costume... Só preciso conseguir as Azusas foil para começar a trabalhar nisso! Quem sabe se até o Pró Tour eu já não estou com algo utilizável. Esperem e verão!

Com isso terminamos de falar sobre Hora da Devastação nesse espacinho de Modern. Próximo mês devemos falar sobre Ixalan e Optar pelas cartas mais importantes para esse formato lindo.

Até lá!



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