quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Top Cards de Hora da Devastação para Modern - parte 1/2


Nossa busca por cards com potencial para o Modern continua com a nova edição, Hora da Devastação!

É isso, Nicol Bolas chegou destruindo tudo e não deixou muita coisa com o que trabalharmos, mas vamos tentar. A seguir listarei as cartas que eu acredito que tenham alguma chance no Modern, seguidas de um comentário sobre minhas expectativas.

Começamos com...


Carta de custo alto, mas que pode ser o que faltava para os decks de Ideal Durador precisavam para sair do limbo e alcançar uma posição mais notória no formato. Um tier 3, ou, quem sabe, até mesmo um tier 2. De simples, a carta não tem nada. Humildade sempre foi o terror dos juízes, e aposto que não existe um sequer que torça por essa carta. Diferentemente de Humildade, apenas as criaturas do oponente serão afetadas, o que faz com que o jogo se torne muito mais simples. Com isso, apenas resolver o primeiro Ideal Durador deve ser o suficiente para nos proteger o suficiente para que as engrenagens do deck funcionem e te tragam a vitória!


Essa carta veio para causar! Ela subverte as regras do jogo em um nível poucas vezes antes visto. Pode ser usada como peça de combo, side contra Infect (ainda existe?), ou simplesmente para ajudar criaturas com imortal/persistir se tornarem ainda mais chatas. E lembra do deck de Ideal Durador sobre o qual falamos há pouco? Então, agora ele tem uma maneira ainda mais legal de sobreviver até resolver o feitiço. Você baixa uma dessas, uma Morte Vida Phyrexiana e pronto, está tão imortal quanto um Finks acompanhado de uma Melira. O interessante é que, diferentemente das outras maneiras de se combar com as criaturas com persistir, Solenidade funciona também com imortal, aumentando o pool de criaturas a serem usadas para roubar seu oponente. A interação com marcadores temporais então, nem se fale, mas como as cartas relevantes com custo de manutenção cumulativo pertencem ao Legacy, esse assunto fica para quando o Kahl resolver escrever para a Liga Arena. Carta forte que deve deixar sua marca não apenas no Modern, mas em todos os formatos eternos.


 Tenho um amigo que odeia o Modern. Ele até joga o formato, mas não se sente bem ao fazê-lo. Não há o que se fale para ele que o demova desse sentimento. Cito esse amigo por conta de uma história que ele conta sempre que ouve alguém tentar defender o formato. “Estava eu assistindo uma partida na loja onde trabalho, RG Valakut vs UB Mill. Jogara os dados, o jogador de RG venceu e optou por começar jogando. Ele estourou uma fetch, buscou por uma shock RG, suspendeu um Buscar pelo Amanhã, e passou a prioridade. Ao fim desse turno, o jogador de UB conjurou uma Armadilha deArquivo, e entre as cartas deckadas estava um Valakut. Ainda no turno do oponente ele conjurou uma Extração Cirúrgica tendo o Valakut como alvo, e o jogador de RG concedeu. Foi isso, o jogador de UB venceu antes mesmo de chegar em seu primeiro turno.” Nós estamos acostumados a ignorar cartas de Mill, mas até quando? A cada uma ou duas edições sai uma carta nova e interessante para essa estratégia, quanto tempo até que o deck realmente ganhe força e comece a aparecer nos competitivos da vida? Acredito que essa ora ainda não chegou, mas quando chegar, Sanidade Corroída provavelmente estará presente.


Eu adorei essa carta quando a vi no spoiler, ela se tornou minha preferida da edição no ato. Não há como não compará-la à Facção Vendillion. Mesmo corpo, mesmo custo de mana convertido, ambas voam e têm lampejo. O problema é que Facção faz sua habilidade e agride ao mesmo tempo, enquanto que o Obstrucionista tem que escolher entre um e outro. O fato é que o Obstrucionista gera card advantage, afinal você impede um efeito do oponente sem mudar a quantidade de cartas em sua mão, mas a boa do Modern hoje não é card advantage. Formatos rápidos como o Modern não dão tanto valor à quantidade de cartas em sua mão, o importante é o “tempo”, e isso a Facção te proporciona bastante. A carta continua boa, é ainda minha segunda favorita da edição, mas acredito não existir um espaço certo para ela ainda. Mas que venha o futuro!


Um tutor de lands que pode colocar em jogo dois terrenos não básicos ao mesmo tempo? Quero! Não vejo a habilidade de colocar dois zumbis sendo relevante no Modern, mas a carta em si é poderosa demais. Ela entra um turno antes de um Titã Primordial, e pode muito bem trabalhar em conjunto com o mesmo nos Valakuts da vida. Sem contar em como é fácil fechar um urzatron com a mesma, sendo uma praticamente garantia de conseguir roubar em quantidade de mana. Guarde suas cópias, feche o set foil, eventualmente elas estarão por ai!


Muito se falou sobre Última Misericórdia de Oketra ser um excelente side contra burn. Eu discordo bastante disso. Claro que resolver uma sem ser respondido por um Quebra-crânio é quase certeza de vitória, mas as chances de se conseguir isso são muito remotas. As coisas já são diferentes com A Vida Continua (que nome... estranho). Por uma mana, em velocidade instantânea você já pode “anular” os melhores Burns de seu oponente. Se uma criatura tiver morrido, aí então as coisas melhoram muito para o seu lado, sendo normalmente mais do que o suficiente para levar a partida para um ponto em que sua superioridade de cartas seja o suficiente. Muitos decks usavam Alimentar o Clã no side, acredito que A Vida Continua seja bem melhor. Em qual das duas vocês apostam?

Com isso termino a primeira parte do artigo com as cartas que têm potencial para o Modern. No próximo artigo trarei mais algumas, e entre elas, a que eu acredito que pode mudar o formato completamente!

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