quinta-feira, 6 de julho de 2017

A Influência de Amonkhet no Modern (parte 2)


Vamos continuar nossa busca por cards de Amonkhet que prometem mexer com o nosso amado Modern! Quem perdeu a primeira parte, eu falei sobre 10 cartas de Amonkhet que têm potencial para adentrar o concorridíssimo mundo do Modern, hoje vamos às outras 10!

Este é um dos mais antigos conhecidos da galera, que já vem tentando usá-lo nas listas de Living End desde o início dos spoilers de Amonkhet. É uma carta com potencial muito grande no deck, podendo ser a resposta que todos esperavam para vencer o affinity, que é um deck que quase consegue ignorar seu Living End caso tenha um Ravager em campo, sacrificando todas as criaturas para que todas voltem com a mágica. O deck usava alguns cyclers de duas manas, e esse era obviamente bastante melhor que qualquer outro utilizado, e o deck realmente adotou o Arquidemônio no início, mas então algo aconteceu. O deck voltou aos holofotes, levando alguns campeonatos, fazendo top 8 com uma frequência que não se via já há alguns anos, mas, mais e mais, o Arquidemônio foi sendo deixado de lado. O motivo disso? As duas cartas que veremos à seguir. Mas vocês me perguntam, os dias do Arquidemônio no modern se foram? Acredito que não. Acredito que ele ainda é uma carta bastante promissora que há de ressurgir no momento certo dentro da casca que temos hoje no deck Living End. Sem contar que seria presença garantida num deck que eu aposto minhas fichas que há de surgir, usando também o Living End, mas com um corpo de controle, deixando de lado o Cascade. Mais sobre esse possível deck no decorrer do artigo.



Vou falar sobre essas duas cartas juntas porque o que há a ser dito de uma vale para a outra. 

Lembra que eu disse que o Arquidemônio não é mais utilizado no Living End? Então, essas duas cartas são o motivo. Antes o deck não era capaz de ter uma velocidade e consistência muito grande porque muitas vezes nós tínhamos apenas uma ou duas criaturas no turno 3, momento ideal para se resolver um Living End. O deck muitas vezes falhava em encontrar um dos cyclers mais baratos e acabava reciclando apenas uma criatura no turno 2, ou não conseguia o segundo terreno para reciclar uma criatura que, de outra maneira, apenas iria ocupar espaço na sua mão. Isso mudou com a chegada desses dois monstros de além da Hekma. Com eles nós totalizamos nada menos que 20 cartas capazes de serem cicladas no turno 1. Com isso, a chance de se possuir três monstros no cemitério no turno 3 são muito maiores, sem contar que compramos mais cartas, uma vez que reciclamos mais, aumentando assim a chance de encontrarmos um dos 7-8 cascades do deck e diminuímos a chance de perder land drops. E não é só isso, cada um desses monstros é maior que qualquer cycler de uma mana que tínhamos antes, vantagem em dobro! O fato de o Dentócero não morrer para raio também é uma vantagem e tanto, bem como o Horror, que pode fazer frente até mesmo um possível Griselbrand vindo do cemitério do seu oponente, e não se engane, muitas vezes você poderá vencer um deck injusto como o Instant Reanimator mesmo com o flagelo de Innistrad do outro lado do campo, apenas porque seu horror é capaz de bater com 7 ou mais de poder.


Outro cycler de apenas uma mana que possui um poder/resistência consideráveis e que pode ser trazido com o Living End, no entanto, nas cores erradas, infelizmente. Ou na cor certa? No momento, não existe espaço para o azul no Living End, Jund parece ser a melhor combinação de cores para o deck, mas uma outra carta pode e, eu espero vai, fazer o Living End se liberar do cascade e passar a ser jogado da sua mão, com possibilidades de acontecer no turno 3, quando necessário (afinal, se você está jogando modern, não importa qual seja o plano de jogo do seu deck, você tem que ter a possibilidade de roubar algumas vitórias cedo no jogo, ou então seu deck não está montado certo. Não adianta quantos pró-players optem por jogar de UW control, por exemplo. Aceitem, eles estão errados. Assim como você que quer copiar isso. Esse é um formato Eterno, o que significa que se você não vai tentar vencer alguns jogos “out of blue”, seu deck não é bom o suficiente. Simples assim). Acredito num deck control UB que tenta vencer de As Foretold + Living End. A vantagem dessa configuração é que você se liberta de ter que usar apenas cartas de custo inferior a 3 no deck, podendo jogar numa configuração similar aos draw-go da vida, ciclando criaturas como essa Esfinge, ou o Arquidemônio, enquanto enche a mão de respostas. Quando a hora certa chegar, você casta seu Living End via As Foretold e pronto, ai está sua mesa, cheia de voadores e com um demônio capaz de mandar de volta para o cemitério tudo o que o Living End trouxe junto. Esse deck é uma das minhas apostas para daqui algumas temporadas, espero vê-lo jogando e, se um dia você enfrentar um oponente que recicle uma esfinge no turno um, saiba que isso é provavelmente o que está te esperando, mais cedo ou mais tarde.


Bom, como dito sobre a carta acima, minha aposta para essa carta é um UB Control/Living End (Control the End? Living the UB vibe? LUBV?). Mas essa não é a única possibilidade. Permitir que cartas como Living End, Ancestral Vision e Restore Balance de graça é incrível! Claro que não é uma carta que você queira comprar mais de uma durante uma partida, ou que deva ser usada apenas com sua proposta original em mente. Você está jogando o formato errado se seu plano para essa carta é, após um turno, usar um cantrip e depois tentar anular uma ou outra mágica de graça. Você tem que tentar fazer as mágicas roubadas! E poucas cartas no Magic são tão roubadas quanto um Balance. Poder resolver um por uma mana a mais com a vantagem (e ai sim, isso se torna uma vantagem) de poder jogar algumas mágicas de graça enquanto seu oponente nada pode fazer por não ter terrenos, isso sim é modern! Essa carta tem um potencial assustador e ela vai estourar no modern um dia.


Uma das criaturas mais hypadas da edição, sendo considerada como o novo Delver por alguns e tal, mas não é para tanto. Delver foi um erro, aceitem isso. Ele nunca deveria ter existido, nem como raro, muito menos como comum, e a maior prova disso é ver que essa carta, que é tão inferior ao Mago/Inseto, ainda tem potencial para um formato tão seleto quanto o modern. O problema maior do desse abutre é que diferentemente do Delver, você não pode fazê-lo no turno 1 e proteger ele até a vitória. Você não vai fazer ele no turno 1, aceite isso. Se você o faz no turno 1 é porque você está jogando com um deck ruim, ou o deck pode até ser bom, mas você optou por jogar errado com ele. Sacrificar uma Balista (ou algo que o valha) apenas para garantir uma criatura que morre para todas as remoções do formato no turno 1 não é um plano muito inteligente, simplesmente não é. Mas ainda assim ele tem o potencial de ser uma criatura decente de turno 2-3, e trocar com um Gurmag Angler, um Cavaleiro do Relicário, um Death’s Shadow ou qualquer Alien incolor monstruoso é algo a ser levado em consideração nesse formato. Ele pode sim vir a ver jogo. Ele é forte. Mas ele não é um Delver. E deem graças por isso.


Ele não é um elfo. Sim, isso é uma das piores coisas sobre essa criatura/hate que mal conheço e já considero pacas. Ele não vai roubar o lugar dos elfos que fazem o mesmo efeito de entrar no campo de batalha que ele nos decks de elfo. Mas em todos os outros decks, ele vai fazer isso e mais. Ele tem o custo perfeito para decks com CoCo, e sua habilidade estática é muito bem vinda, seja impedindo que alguns artefatos cumpram sua função no turno em que entram, seja somente atrapalhando os planos de defesa do seu oponente, essa criaturazinha deve começar a aparecer em alguns sides aqui e ali.


Cycle Lands:



Sim, cycle lands. Estou citando terrenos que entram virados num artigo sobre modern, e devo dizer que me sinto um pouco mal por isso, mas elas devem aparecer eventualmente aqui e ali. O modern é um formato rápido. Muito rápido. Acredito que até o ano passado ele só perdia em velocidade para o Vintage, deixando o Legacy bem para trás. Hoje o Legacy chega perto dessa velocidade, talvez seja um empate. Sabendo que esse formato é tão rápido, utilizar um terreno que entra virado é quase uma heresia. Se o payoff de esse terreno entrar virado é apenas gerar duas cores então... Você estaria queimando numa estaca se aqui fosse a Espanha e o século fosse outro. Mas, ainda assim, um terreno duplo que pode ser buscado por uma fetch e que tem lá seu valor em um jogo longo (quando digo jogo longo estou falando de uma partida que se estende por muitos turnos, e não de um mirror de burn entre o Pretiano e o Pedro).



 Muito se falou sobre esse planinauta, quando de seu spoiler. Que ele era forte demais, que a Wizards cagou o jogo, que o Gideon devia ser morto, que ele seria banido... Bom, confesso que faço parte dos que acharam que ele era forte demais para existir. Não no T2, nunca criei muita expectativa para ele num formato que não era quebrado pela simples presença de Treasure Cruise e DDT. A casa dele não é o Standard, de modo algum. Ele nasceu para o modern. É uma carta difícil e que traz algo muito diferente para o jogo. Efeitos assim costumavam custar uma ativação completa do Urzatron quando eu era menino, e acredito que assim deveria ter continuado, mas aqui estamos, 3 manas para só termos que proteger um Gideon, qualquer Gideon, e não perdermos o jogo. Aqui é que entra o problema, se temos a possibilidade de não perder o jogo, o que vamos fazer com isso? Algo grande, espero. Mas aqui mora o problema, o que fazemos com um deck preparado para fazer algo grande por não poder perder o jogo, no tempo em que ainda podemos perder o jogo? Ou seja, se você quer aproveitar o potencial total do seu Gideon, como você faz para não ficar com uma pilha inútil de cartas nos momentos em que ele não está presente? Ou seja ele é uma carta ótima mas, como não é uma carta óbvia, precisa de tempo até construir sua casa. Eu aposto nele numa versão de Esper com Snapcaster, Dádiva Retirada (minha carta preferida de todos os tempos, não que alguém se importe), Graça do Anjo, Titã do Sol, Unburial Rites e alguns pactos azuis e pretos. Ele é forte demais e traz possibilidades novas demais para não jogar esse formato lindo. Ele tem uma habilidade de zero de lealdade que diz: Estou roubando enquanto um Gideon permanecer em jogo. Como algo com essa habilidade não jogaria?



 Termino essa análise com a mais óbvia das cartas. Ele não só tem potencial para o modern como esse potencial já foi colocado em prática e vem ganhando mais e mais espaço dentro do formato. A possibilidade de um combo de mana infinita com duas cartas de duas manas é demais. O fato de ele permitir vários outros combos, com Finks e outros persists da vida é o suficiente para mostrar que essa carta não veio para brincadeira. Esperem para ver ele dando as caras por ai por um bom tempo, então preparem seus Raios, Paths e Fatal Pushs e não passem o turno para seu oponente sem deixar uma mana aberta!


É isso, essas 10, junto das 10 do artigo anterior são as cartas que eu acredito terem o maior potencial para ver jogo no modern, e vocês, quais são as cartas em que vocês apostam suas fichas?

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