quinta-feira, 29 de junho de 2017

Retrospectiva Equipe Liga Arena


Saudações, jogadores! Cá estou eu mais uma vez para falar sobre o nosso jogo favorito. Dessa vez será um artigo mais sucinto e descontraído, com doses de saudosismo e regado àquele sentimento de dever cumprido. Trata-se do meu último artigo do ano – e vocês já vão entender o porquê disso – então nada mais justo do que fazer uma retrospectiva dos últimos acontecimentos relacionados à Equipe Liga Arena, além de expressar minha visão acerca desse projeto que tanto gosto.
Magic é um jogo essencialmente individual. Isso não é um defeito, é apenas a característica do jogo. Embora existam formatos onde é possível que se faça uso de um estilo de jogo coletivo, na maioria esmagadora dos casos, é só você contra um outro jogador. Destaco essa ideia de oposição para dizer que é muito difícil que, nessas circunstâncias, você consiga criar um espírito de equipe entre as pessoas no universo do magic. Geralmente se você joga sempre com um grupo de pessoas na sua loja local, você está competindo contra elas também, embora possam existir vínculos estabelecidos verdadeiramente em função do jogo.

A ideia de competitividade traz à tona questões inerentes a esse processo, como a rivalidade e a necessidade de vencer para se sobressair. Por conta disso, tentar ir contra essa lógica e criar um time de magic, é uma tarefa extremamente difícil e que envolve o esforço de cada um de seus membros. Se um jogador de uma equipe de magic consagra-se como campeão de um grande evento, geralmente as pessoas não vão dar crédito à equipe que ele pertence (muitas vezes até esquecemos que ele faz parte de uma equipe), mas logo parabenizamos o indivíduo pela conquista e por todas as façanhas que aquele jogador conseguiu. Mas é sobre esse outro lado que eu quero me ater nesse artigo: sobre o quão importante é ter um grupo de jogadores com o mesmo objetivo que você e que pode te ajudar a alcançar tais metas de uma maneira que você poderá se sentir pertencente a um grupo que atua junto nas competições.

A grande sacada de ter uma equipe é conseguir transcender o aspecto meramente individual do jogo e passar a vê-lo como um “esporte” que também pode ser coletivo. Cabe aqui ressaltar que o magic não existe só na partida de um campeonato (ali você estará realmente sozinho), mas também nas concepções de decks, na leitura do metagame, nas discussões de jogadas, nos treinos e em todo o resto que envolve o magic competitivo e que não precisa ser uma tarefa individual. Na verdade, é bem mais produtivo quando você passa por essas etapas com a ajuda de outros jogadores. Claro que isso faz parte de uma mudança de cultura e pensamento, já que estamos todos inseridos naquele viés egocêntrico que citei há pouco, e que vai perpassar o “não vou revelar meu deck ou minha estratégia porque são todos meus oponentes” até o “vou compartilhar isso com o grupo, para que eu possa tomar as melhores decisões”. Nem todos conseguem fazer a transição entre essas duas vertentes, mas ao fazer parte de uma equipe, você só tem a ganhar passando por esses processos coletivamente.

Dito isso, gostaria de destacar alguns momentos vivenciados pelo nosso time, a Equipe Liga Arena. Obviamente que muitas divergências acontecem nesse tipo de projeto, mas prefiro colocar aqui o que, na minha opinião, deu muito certo nesse um ano que integrei a Equipe L.A. Sim, eu estava nela desde sua fundação, em meados do ano passado (ou pelo menos em sua refundação, já que quando houve a primeira equipe da Liga eu estava afastado do magic) e posso falar de uma notável evolução no que se refere a maturidade da equipe até os dias de hoje.

Circuito Ligamagic

            Muitas foram as conquistas dos jogadores que compuseram (e alguns ainda compõem) a equipe. Provavelmente vou acabar esquecendo algum feito notável por aqui, mas dentre os mais relevantes, indubitavelmente está o CLM. Nós simplesmente fizemos top 16 (Aloyr) e top 32 (Eu) no Standard, ficando a 1 ponto de entrar na premiação por equipes desse dia, e levamos a porra toda no Modern! Sendo o Lelis campeão do evento no qual eu tive a felicidade de fazer top 4 e ajudar a equipe a ganhar o troféu de MELHOR EQUIPE do segundo dia! Tá aí um troféu que não é qualquer loja que pode ostentar – foi o ápice da Equipe L.A.



Grand Prix Travels

Nós conseguimos conquistar todos os GPTravels da Liga Arena! Eu e Julio carimbamos a passagem no primeiro GPTravel e Aloyr conquistou o segundo! E nesse quesito posso dizer que foi uma experiência incrível para mim, já que foi através dessa conquista que tive a oportunidade de conhecer o sul do país e de quebra participar de um dos maiores eventos de MTG do Brasil, o Grand Prix Porto Alegre. Pude experienciar, mesmo que em uma escala bem menor, o “play the game, see the world” apregoado pela Wizards, uma vez que nunca tinha viajado de avião na vida – coisa que o magic me proporcionou neste ano.

Grand Prix Porto Alegre

          
  Confesso que esperava mais desse evento para a equipe, mas resolvi colocá-lo aqui porque acredito que ele demarca uma evolução dos jogadores da Liga Arena. Esse foi o segundo GP do qual eu participei – o primeiro foi o GP São Paulo, em 2015. E pela experiência que eu tive, ele nem se compara ao anterior. No primeiro GP, eu não aspirava absolutamente nada e meu desempenho foi tão ruim que não me recordo mais, nem chegando a fazer day 2 no evento. No GP Porto Alegre, eu e Aloyr fizemos day 2 e mesmo não conseguindo um resultado tão expressivo no evento, fazer day 2 foi um objetivo conquistado. Nessa mesma viagem, o Julio quase fez top 8 em um PTQ, ficando a uma vitória da classificação. Fora que a viagem como um todo foi sensacional!

Preliminary Pro Tour Qualifiers

            Outro ponto que a Equipe L.A. se saiu muito bem no último semestre, foi em relação aos PPTQs. Eu, Aloyr e Julio conseguimos ganhar PPTQs nas últimas temporadas, garantindo nossa participação nos RPTQs. Foi a primeira vez que ganhei um PPTQ e não por acaso foi fazendo parte de uma equipe de MTG. Pra mim, o diferencial em relação às outras tentativas (bati inúmeras vezes na trave), foi o conhecimento do metagame naquela época, e nisso a Equipe L.A. me ajudou demais!

Regional Pro Tour Qualifier

            Falando do RPTQ, também quase conquistamos algo grandioso através do Julio. Meu desempenho foi horrível no torneio, mas o Julio ficou em 9º lugar! Sendo que o top 8 garantiriam a vaga para o próximo RPTQ e o top 4 ganhariam passagens para Kyoto, no Japão. Esse é um campeonato de altíssimo nível e o fato do Julio ter chegado tão perto dessa conquista é algo extremamente importante para o desenvolvimento da equipe. Acredito que se mantivermos o nível, será em breve que conseguiremos a vaga para o Pro Tour. Houve ainda vários eventos importantes que a equipe conquistou na região (como as Preliminares para a Final Liga Arena, Aniversário da Liga Arena, Classificação para o próximo Circuito Ligamagic, dentre outros), mas que resolvi não os detalhar devido à extensão do artigo.

E agora?

Bom, chegamos em um momento de transição da equipe – ou como costumamos usar no magic: de rotação. Como vocês sabem, apenas os 4 primeiros colocados no ranking semestral da Liga Arena, formam a equipe vigente do semestre. Como eu não consegui alcançar essa posição, me despeço da Equipe L.A. nesse segundo semestre de 2017. Fica aqui minha gratidão por fazer parte desse projeto que me fez evoluir bastante como jogador e que de quebra, estreitou os vínculos com a galera da loja, me fazendo ter a sensação de dever cumprido. Meu desejo é que a Equipe L.A. perdure por muitos anos e que apesar das adversidades, esse projeto só amadureça e fique cada vez mais forte – E quem sabe eu não consigo voltar ano que vem? Haha. Agradeço a todos que leram não só esse, mas meus últimos artigos postados aqui nesse espaço. Até mais! 



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