terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Report Campeão - PPTQ Kyoto

Saudações, jogadores! Meu nome é Marco Aurélio, sou membro da Equipe Liga Arena e hoje tenho a felicidade de trazer para vocês um report do PPTQ – Kyoto realizado no último final de semana (18/02) em São José dos Campos, no qual consegui ser campeão e garantir a vaga para o RPTQ Hour of Devastation. Seguindo os moldes dos últimos reports realizados pela Equipe L. A., primeiramente farei uma análise simples do deck que utilizei ressaltando os motivos de cada escolha. Vamos a ele:

B/G Delirium
Main Deck (60 Cartas)
6 – Floresta
7 – Pântano
_______
23 Terrenos

_______
37 Magicas

Sideboard (15 Cartas)


Com a ascensão do Mardu no Pro Tour Aether Revolts, os decks de CopyCat foram empurrados para fora do metagame Standard, e assim o ambiente ficou infestado por Mardu Veículos e B/G Constrictor, seu predador natural, fazendo então com que o B/G Delirium passasse de um deck mediano, para algo muito bem posicionado no ambiente, já que possui match justa contra Mardu e favorável contra o Contrictor. Na semana anterior ao evento, treinei exaustivamente essas partidas, me fazendo chegar a essa configuração do Delirium.

Vamos à análise rápida dos cards separadamente.

É a principal criatura do deck. Costumo dizer que o deck basicamente possui o “plano de Grim Flayer” e o “plano de Ishkanah” porque são as principais jogadas do deck e o que faz toda a mecânica girar. Esse bicho se não respondido e caso conecte uma única vez no começo do jogo, cria uma vantagem absurda por sua seleção de cards e possibilidade de habilitar o delirium com muita rapidez. No PPTQ ele me fez ganhar muitos jogos onde no combate, conseguia habilitar o Delirium, fazendo ele ficar maior que os bloqueadores e triggar sua habilidade por ser atropelar. Por esse e mais 1001 motivos, justifica-se o uso do play set de Flayer.


Novamente a aranha se encontra bem posicionada no T2. Criando 4 bloqueadores de uma vez, essa carta tem o poder de estabilizar o jogo para o Delirium. É a carta que te permite virar o jogo quando se está muito atrás na partida. Muitas vezes, combinada aos efeitos de voltar criaturas do cemitério, você precisa resolver mais de uma no jogo para conseguir estabilizar. Por diversas vezes você precisa fazer jogadas “ruins” mas que te permitirão resolver uma Ishkanah com delirium no turno 5. Dependendo da partida, se não o faz, você perde. Por isso ela é a pedra basilar do deck, justificando o uso de 3 cópias.


São, concomitantemente, as piores e as mais necessárias cartas do deck. Enablers que te garantem o delirium – é por esse motivo que elas estão aí. Ainda assim, o deck possui algumas jogadas interessantes por causa dessas cartas, como os casos supracitados do delirium rápido para o Flayer no combate através do Receptáculo e o retorno de Ishkanah/Gearhulk/Balista para sobreviver.

No early game te garante o drop land e no mid-late game, é tutor. O deck certamente só é forte por conta dessa carta, te permitindo ter uma mini tool-box para as mais diversas situações.




Antes de encerrar essa pequena análise, não poderia deixar de citar a balista. Com o banimento de Emrakul, the Promised End no Standard, alguns jogadores de Delirium acreditavam que não haveria substituto à altura, e que o deck morreria por não ter mais nenhuma jogada impactante no late-game. Bom, de fato não existe e provavelmente nunca existirá substituto para Emrakul, já que de tão errada que a carta era, precisou ser banida. Mas de alguma forma, a Balista supre essa necessidade do deck. O Delirium passou a ser um deck mais justo pós-banimento e faltava uma jogada forte quando se tem muitas manas no fim do jogo e se compra um Atravessar Ulvenwald. Ela ainda mostra certa versatilidade por ser útil também no começo do jogo, punindo as criaturas de resistência 1 (como as do Mardu Veículos). Além disso tudo, habilita delirium com facilidade, mata planinauta e pode encerrar a partida quando o oponente está com pouca vida. Enfim, parece bastante coisa para uma carta só.

O restante do deck acaba sendo redundância em efeitos de remoções e efeitos de retorno do grave – ou as duas coisas, como no caso de Liliana, The Last Hope. Deck dissecado, vamos ao fatídico torneio de sábado. Ao todo, foram 24 jogadores disputando a vaga para o RPTQ.

Rodada 1: 4C CopyCat
É um dos piores matchs para o Delirium pela incompatibilidade de planos. Ele pretende fazer pressão com as criaturas na mesa e eventualmente combar. Nesse caso, se eu tento estabilizar a mesa com Ishkanah, morro na volta, o que torna o match bem problemático.
Jogo 1: Ele começa lento, mas eu compro só criaturas e nenhuma remoção. Em dado momento do jogo, ele tem a opção de combar, mas não o faz, me dando um pouco mais de tempo. Mesmo eu lidando com uma Saheeli, ele acaba resolvendo a segunda, e acaba combando do mesmo jeito.
Jogo 2: Pós-side o meu plano passa a ser agredir e descartar sua mão. Keepo uma mão com Dríade, Flayer e Tracker, mas sem nenhum descarte. Como estava na play, arrisco partir para a agressividade, o que acaba dando certo.
Jogo 3: Compro a segunda parte do side e acabo resolvendo 1 Transgredir no começo, exilando o gato. Tomo Negate no Lost Legacy e resolvo o segundo Transgredir no meio do jogo. Meu oponente acaba ficando com uma mão cheia de Saheelis e uma na mesa com 6 marcadores. Compra o gato, mas eu respondo com Grasp. A essa altura já tinha um Tracker 7/6 e o oponente concede.

Rodada 2: Aloyr (4C Marvel CopyCat)
Enfrentar um cara da equipe em um evento grande já é muito ruim, em um bad match então, chega a ser desanimador. De uma forma geral, os jogos foram bem injustos.
Jogo 1: Sei que não tenho muito o que fazer no game 1, exceto torcer para não vir nada de bom na ativação do Marvel. Não foi o que aconteceu no game 1, tomei um Ulamog que me desnorteou tanto que nem contei o 10 de dano dele atacando (fato engraçado porque o juiz chamou nossa atenção de que não registramos os 10 de dano do ataque). Enfim, Ulamog é game.
Jogo 2: O plano de side aqui é o mesmo para o match anterior. Nesse jogo, pressiono com Dríade e Tracker. Ele tenta estabilizar no final com Deep-Fiend, mas não compra praticamente nada depois disso. Eventualmente o eldrazi morre e consigo encerrar a partida antes dele conseguir resolver o Ulamog que estava em sua mão.
Jogo 3: Nesse jogo Aloyr compra muita land (e eu comprovo isso com Transgredir a Mente). Demônio e Tracker pressionam, ele ativa Marvel, mas não encontra nada e acabo ganhando.

Rodada 3: B/G Constrictor
Treinei bastante contra B/G e não parecia ser um match ruim se devidamente respondido – matar a Constritora Sinuosa é essencial nessa partida. É um game focado em trocas e gosto bastante de jogar esse estilo de game.
Jogo 1: Ganho no dado e começo com Flayer seguido de remoção na cobra. O jogo se desenrola com o clássico 1 para 1. Ele mata meu primeiro Flayer, que reponho no turno seguinte. Eu faço Ishkanah, mas ele não encontra o Verdurous Gearhulk, me dando tempo para pressionar suas criaturas menores. Liliana me ajuda muito nessa partida repondo a Ishkanah para vencer.
Jogo 2: Eu faço mulligan, keep uma mão com 2 lands e zico.
Jogo 3: Na play e com Grim Flayer? Keep. Nesse jogo fico bem à frente e me lembro de em um mesmo turno fazer Demônio, buscar Ishkanah com Atravessar e conectar com Grim Flayer. Meu oponente compra muito mal e acabo levando a partida.

Rodada 4: U/R Emerge
Eu tinha visto esse cara jogar do meu lado e enquanto embaralhava, estava pensando em como vencer esse match. Cheguei à conclusão de que teria que contar muito com a sorte porque tudo o que meu deck tenta fazer, o deck dele faz mais cedo e com mais eficiência.
Jogo 1: Meu oponente ganha no dado e começa de uma forma assustadora. Faz Reunião Catártica no turno 2, descartando um Advanced Stitchwing e um Prized Amalgam. Nesse momento precisava muito habilitar delirium para tentar resolver uma Ishkanah para me manter vivo. Passo o meu turno 3 e tudo que estava no grave volta. Ele me ataca com 6 no turno 4, passa e faz um Elder Deep-Fiend, impossibilitando qualquer jogada. Foi o início mais forte que eu já vi no Standard. Parecia que eu estava jogando contra um deck de outro formato, rs. Consigo resolver uma Ishkanah que não é nem de longe o necessário para estabilizar a partida. Vou fazendo alguns blocks de sobrevivência e vou a 1 de vida. Em um determinado ponto da partida, tinha uma Ishkanah, 6 tokens de aranha e uma Balista com 4 marcadores. Meu oponente faz Kozilek’s Return e limpa a nossa mesa. Compro uma Ishkanah do topo enquanto ele não compra o burn que precisava para me matar. Acabo vencendo uma partida que já tinha dado como perdida.
Jogo 2: meu oponente faz mulligan a 5 e ainda encontra alguma resistência, mas ele não encontra nenhum enabler a tempo e acabo levando o match.

Rodada 5: Como já estava garantido para o top 8, dei ID e passei em 1º lugar. Devo dizer que o benefício de começar todos os jogos foi extremamente importante.

Quartas de Final: B/G Constrictor
Acabo enfrentando o Roudiney, o mesmo da rodada 3 do torneio. O mais legal é que ele profetizou isso na rodada 3, quando disse ao sair da mesa que nos veríamos no top 8.
Jogo 1: Começo sem Flayer dessa vez, mas com algumas remoções e 1 Tracker. Ele lida com ele e eu compro outro em seguida que fica bem forte na mesa. Meu oponente parou na quarta land e depois que eu busquei um Noxious Gearhulk com Atravessar Ulvenwald, ele recolhe.
Jogo 2: Jogo muito bom. Não me recordo de todos os detalhes, mas foi um jogo cheio de reviravoltas e houve uma jogada decisiva. Em dado momento da partida, eu controlava um Noxious Gearhulk e uma Dríade Nodosa (sem delirium) e do outro lado da mesa tinha uma Bristling Hydra e 6 marcadores de energia. Eu precisava muito de delirium, pois tinha 2 Atravessar Ulvenwald na mão e poucos pontos. Penso muito e resolvo não atacar. Meu oponente resolve o seu próprio Noxious Gearhulk e mata a Dríade. Ele ataca com a Hidra e eu troco no meu Gearhulk. Isso me faz ter delirium e eu volto de Ruinous Path no Gearhulk com despertar e no outro turno, Atravessar + Ishkanah para selar a partida.

Semifinal: Julio (Mardu Veículos)
Nós estávamos bem contentes porque acreditávamos que nos enfrentaríamos só na final. Quando fomos pareados, deu uma desanimada, mas sabíamos que isso era possível no fim das contas e pelo menos um membro da equipe já estava na final.
Como disse no começo do report, treinei muito o match contra Mardu e sabia exatamente o tipo de mão que eu queria ter. Mãos com Fatal Push ou Grasp são essenciais nessa partida.
Jogo 1: Começo a partida e faço mana, vai, até o quarto turno.  Mas no terceiro turno dele, ter a resposta certa para o Coração de Kiran foi fundamental. Ele faz Motorista Veterano e tripula o Coração, deixando-o 5/5, mas eu tenho Fatal Push e consigo lidar com a ameaça. Ele resolve outro Coração e eu, outra remoção. O jogo não se desenvolve muito do lado dele e eu acabo levando o game 1.
Jogo 2: O início do jogo 2 é uma réplica do primeiro. Ele faz Motorista tripulando Coração, e eu respondo com Fatal Push. Eu faço Grim Flayer e Julio o segundo Motorista. Faço Kalitas, Traidor de Ghet e ataco com o Esfolador, me fazendo manipular o topo. Ele faz Thalia, Cátara Herege. Eu resolvo uma Gavinhas Esfoladoras (que infelizmente não cria tokens de zumbis com o Kalitas) e ainda continuo um tempo sem delirium e com Atravessar Ulvenwald na mão. Ele resolve mais um Motorista enquanto eu ataco com Kalitas. Finalmente habilito o delirium e busco uma Balista, dando 1 de dano no Motorista Veterano e fazendo uma token de zumbi. No turno derradeiro, Julio faz uma Avacyn mas eu tinha poder de combate para letal.

Final: B/G Energy
Jogo 1: No primeiro jogo, se eu não tivesse começado, certamente perderia. Ele resolve um elefante no turno 2 que é respondido por um Fatal Push. Conecto um ataque de Flayer e tenho uma decisão difícil para tomar. Vejo 1 Liliana e 1 Flayer no topo, se os colocasse no cemitério, teria delirium para buscar Ishkanah, e fazê-la no próximo turno. Ou poderia não ter tanta pressa e deixar a Liliana no topo, que certamente me ajudaria na partida. Aposto no clock rápido e opto por buscar a Ishkanah. Acabo comprando só land depois disso (já tinha 3 na mão), mas contando com os ataques e as ativações da aranha, consigo exatamente o dano letal. Não fosse isso, morreria na volta.
Jogo 2: Foi um jogo digno de final mesmo. Bem difícil, demorado e cheio de reviravoltas. Não me lembro muito do início, mas em dado momento da partida fui fortemente pressionado por 2 Greenbelt Rampager, 1 Constritora Sinuosa e 1 Verdurous Gearhulk – cada um deles com 2 marcadores +1/+1. Depois de um Apetite pelo Antinatural salvador no Hulk, vou a 5 de vida, fazendo a Ishkanah morrer e voltar com Grapple with the past. Passada a pressão, resolvo cada criatura aos poucos enquanto vou desenvolvendo minha mesa – e meu oponente só compra lands. Ele faz uma Balista com 4 marcadores (e eu com 5 de vida!), mata meu Tracker, e eu ataco para letal na volta. Mais um turno e não daria.


Depois de tantas tentativas, finalmente ganhei um PPTQ! Agradeço a todos que contribuíram para esse desfecho. Ao meu irmão Felipe, que treinou a maioria dos matchs comigo em casa numa tarde ensolarada; aos parceiros de equipe –  Aloyr, Julio e Lelis – pelos treinos e discussões relevantes que me fizeram elaborar um plano de jogo para cada match do ambiente e a toda galera da Liga Arena pelo apoio e vibração. E que venha o RPTQ!



segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Report da Final do 8º CLM - Marco e Júlio





Boa noite amigos da Liga Arena. Pra quem ainda não sabe, meu nome é Marco Aurélio, membro da Equipe Liga Arena desse semestre, leitor assíduo de todo conteúdo teórico relacionado à MTG e aficionado por baralhos midranges. 













Hoje o nosso redator-chefe, suporte e papagaio de pirata – Baby – nos incumbiu de fazermos um report geral da Final do oitavo Circuito LigaMagic, onde a Equipe L.A. participou do , e cá estou para falar sobre as minhas percepções do evento e da viagem de uma forma geral.


O que dizer de um final de semana que nos garantiu a premiação de Melhor Equipe do CLM no domingo, e ainda de quebra consagrou um dos membros da equipe como campeão da porra toda? Na verdade, muita coisa. A começar, gostaria de dizer que a experiência de jogar em equipe, e ter pessoas torcendo por você e com você a cada partida, transcende completamente o magic competitivo e o transforma em um esporte coletivo. Esse, em minha opinião, foi o maior ganho que essa viagem nos trouxe. Se você pretende jogar competitivamente, ter uma equipe me parece fundamental. Não que você necessite disso pra fazer bons resultados, mas fazer parte de algo maior do que você torna isso muito mais fácil.


Ah, sim, já estava me esquecendo. Preciso falar sobre os torneios que disputei. Joguei os dois CLMs; Standard e Modern. No sábado (T2), fiquei em 25º colocado, fazendo um resultado de 5 vitórias e 3 derrotas, onde pilotei o já conhecido B/G Delirium, deck do qual eu já estou jogando há alguns meses e que tenho bastante conhecimento a respeito.  Pra quem tiver curiosidade sobre a lista: Clique aqui

Bem, e no Modern... Foi o resultado mais surpreendente que eu já tive em mais de 10 anos de Magic. Fiz TOP 4 jogando de Affinity e 6-1-1 no suíço! Quem me conhece sabe que eu não sou um grande adepto do formato e que jogo pouco Modern, mas é o que dizem: quando é dia, é dia. Pra quem tiver curiosidade sobre a lista: Clique Aqui


Seguem os matchs que enfrentei:
Round 1: Merfolks – WIN
Round 2: Abzan Company – WIN
Round 3: Affinity – WIN
Round 4: R/G Valakut – WIN
Round 5: Sun and Moon – LOSE
Round 6: R/G Valakut – WIN
Round 7: Eldrazi Tron – WIN
Round 8: Ad Nauseam – ID
Quartas de final: Naya Nahiri – WIN
Semifinal: R/G Tron – LOSE


Resolvi falar de forma bem sucinta os principais pontos, afinal, bastante reporte ja foi feito até mesmo pela equipe. Nos próximos artigos pretendo abordar minha vitória no PPTQ final de semana, algumas questões relacionadas à estratégia de jogo e teoria em MTG competitivo. No mais, espero que vocês tenham tido a noção do quão especial foi esse CLM pra mim. Um viva ao nosso grande campeão. Parabéns Lelis!!!

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Fala galera, meu nome é Júlio De Biasi e como membro da Equipe Liga Arena venho deixar minhas impressões sobre o que foi a 8ª Final do CLM.

O que significa participar da FINAL do CIRCUITO LIGAMAGIC?

Para os jogadores brasileiros significa jogar no maior torneio independente no país, que só fica atrás em números de um Grand Prix.



Nos dias 4 e 5 de Fevereiro esse evento ocorreu pela 8ª vez, e posso dizer que foi excelente. Eu já participei de algumas edições, e também já trabalhei na parte de cobertura do evento algumas vezes. A organização fica a cada vez melhor. Os juízes então, cada vez mais atenciosos e preparados, ainda mais quando o evento tem todas as listas de baralho registradas previamente na internet e a parte de conferencia de listas fica tão mais fácil.


Nessa edição eu tive a chance de acompanhar a equipe da qual faço parte, Equipe Liga Arena! (obviamente), e foi sensacional. Para a FINAL STANDARD tínhamos dois jogadores extremamente talentosos da equipe jogando, Aloyr jogando de 4 Color-Saheeli e o Marquinhos, jogando de BG Delirium (lista própria baseada na temporada passada), e como eles representaram, ambos foram caminhando com reais chances de top8, mas infelizmente depois de duas derrotas as chances ficaram apenas no top16, não fossem eles se enfrentarem na ultima rodada, acredito que ambos teriam feito top16 e também garantiriam o segundo ou terceiro lugar em equipe, mas coube ao Aloyr garantir o 12º e começar o final de semana representando nossa equipe. 


E também tínhamos o Carlos Alexandre, que lutou bravamente em todas as rodadas com uma lista de UR Fevered Visions

Na porção MODERN melhor ainda. Tínhamos então 3 jogadores pela loja, e novamente, 2 pela equipe. Pretiano, João Lelis (que vale lembrar que ficou em 17º no PPTQ de sábado), e mais uma vez o Marquinhos! Os baralhos eram Naya Burn, Knightfall Bant e Affinity respectivamente.

Daqui para frente é tudo história na verdade, pois a equipe foi sensacional, estavam todos X-1 até a 5ª rodada, e um deslize apenas fez com que Pretiano lutasse pelo top16 ao invés de top8. E na ultima rodada, apenas o empate foi suficiente para garantir 2 lugares no top8 para nossa equipe, João e Marquinhos, e não só isso, mas também garantiram o primeiro lugar no Ranking por equipe.



Não preciso dizer que a sensação no torneio foi o Knightfall Bant 100% FOIL do querido Lelis que combou para cima de um Tron na final para tornar-se campeão da 8ª FINAL do CIRCUITO LIGAMAGIC (MODERN) !!!!

Essa equipe é sensacional, todos os seus integrantes (inclusive você Baby!!!! Que jogou absurdos com o GW no PPTQ de domingo) e todos os companheiros da loja que foram e mostraram que estamos preparados e que os treinos vão nos trazer ainda mais resultados!


Parabéns Equipe Liga Arena! 

Até a próxima.


quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Report 8º CLM Standard - Aloyr


Olá pessoal.

Aqui é o Aloyr novamente, e vou falar um pouco sobre o que foi jogar a final de CLM.

Primeiramente devo dizer que fiquei muito orgulhoso do meu resultado, e mais ainda de toda a equipe.  Conseguimos uma premiação em décimo segundo lugar no standard (a minha) e fomos campeões no modern, com o Lelis em primeiro e o Marquinhos em terceiro/quarto.

Além disso conseguimos o prêmio de melhor equipe!!! E isso foi sensacional. Estou certo que posso falar por todos quando digo que fiquei absurdamente feliz e orgulhoso. Insistimos muito e ter uma equipe e treinamos duro para termos resultados.
Foram horas incessantes de discussões, brigas e buildagem para todo o lado.
Parabéns a todos desta equipe, e temos muito a crescer ainda.
Agora chega de jabá e vamos para o que interessa.



Standard CLM


Standard, como só quem joga sabe, é um ambiente altamente hostil a iniciantes. E desta vez não poderia ser diferente.
Tínhamos um torneio com mais de 150 participantes e devo dizer que não era um torneio realmente fácil, afinal, todos os 150 eram pessoas que conquistaram a vaga em sua loja a partir de torneios de nível competitivo, no qual vencedores passavam.
Então talvez pensar assim não seja totalmente correto, mas estavam os melhores, ou próximo disso, de cada loja disputando um prêmio, porém não vi nenhum jogador muito famoso, ou os populares “pró-players” como são chamados, para a nossa sorte inclusive.

O evento foi bem organizado. Houve alguns problemas com relação a emparelhamento de participantes, já que vários não puderam jogar e tinham de ser retirados. Fora isso, tudo muito claro.
Eu havia escolhido para esse torneio o deck “Four Collor Saheeli”, que consiste num mid-range com espaço para um combo destruídor de saheeli + felidar guardian. Como adoro combos, natural que eu escolha um deck desses para jogar.

A diferença do meu deck estavam em algumas cartas específicas que foram selecionadas afim de combater o ambiente, e funcionaram muito bem.

A primeira delas que posso falar é o Selfless Spirit, que funcionava muito bem contra qualquer tipo de remoção.


A segunda a que eu mais gosto, o terrível Elder Deep-Fiend. Aliás, esse bicho conseguiu fazer milagres na mesa. É forte contra decks explosivos e uma proteção absurda contra controles. Fora ser um plano B para qualquer eventualidade.





Enfim, foram bons planos, funcionaram bem e por pouco não consigo entrar no top 8.

Criatures - 22
4
1G
4
3W
3
1W
4
1UG
3
5UU
2
3UW
1
3GG
1
1W



Spells - 12
3
1R
2
R
4
G
3
G
Planeswalker - 4
4
1UR
Lands - 22
4
T
4
T
3
T
2
T
2
T
4
T
1
T
1
T
1
T

Sideboard - 15
2
U
2
1U
2
3WW
2
2RW
3
2R
1
1W
1
3GG
1
1W
1
3GG



1° Rodada - GW Tokens

De cara peguei o que eu considero o pior dos matchs. O baralho GW tokens consegue fazer muita pressão na mesa, numa mistura de PW, criaturas fortes e o famigerado Heart of Kiran.
Perdi a primeira sendo atropelado pelo veículo, Gideon e afins. Nos outros matchs, puxei negate, que fez toda a diferença, e aumentei o número de Felidar Cub do deck, contra Authority of the Consuls (Todos os decks com branco tem um no side contra combo).
O resultado foi que o adversário nos outros 2 jogos confiou muito em Authority of the Consuls e meu felidar cub entrava, quebrava o encantamento e eu combava! E foi isso. Final, 2 a 1.



2° Rodada - Mardu Veículos


Esse foi um match muito complicado. Não havíamos treinado contra este deck e esta negligencia pode ter custado esta partida.
Comecei perdendo a primeira graças a pressão do Heart of Kiran. Na segunda, puxei kozilek return e felidar cub no match e consegui combar e na terceira o jogo perdurou muito, com mais de 25 minutos de duração.
Fiquei com 1 de vida e dependendo do combo. Fiz uma jogada errada, não matando uma Depala na mesa antes dela virar e dando todo o card advantage que o Mardu precisava. Basicamente eu não lembrei que da habilidade da Depala ao virar e matei ela apenas após isto.
Bem, magic pune erros, e este gerou minha derrota. Final, 1 a 2

3° Rodada - Esper Aetherflux Reservoir

Bem, devo dizer que eu realmente não sabia contra o que estava jogando até eu fechar o combo no Reservoir e causando 50 de dano depois. Bem, o deck não é bem posicionado contra o ambiente e achei ousado o jogador tentar jogar com o mesmo. Sinal que não testou contra os matchs certos.
primeiro jogo. O deck também é um combo que consiste em voltar as cartas para a mão e descer de novo, ganhando quilos de vida com o
O jogador afirmou que era uma boa escolha contra o Mardu veículos (que tinha aparecido muito fortemente no PT, o torneio que aconteceu na sexta). Mas convenhamos que não adianta seu deck ganhar apenas de um tier 1 do formato. Enfim, combei rápido nos jogos, ficou 2 x 0.

4° Rodada – Mardu Reanimator

Obvio que este também não era um deck presente no meta. Então joguei muito na defensiva nos jogos. Eu realmente só me toquei do que estava contra porque me lembrei de uma conversa que tive com um amigo meu na loja sobre este deck específico.
Era um deck interessante, todavia altamente arriscado e cheio de problemas.
Bem, o primeiro jogo ganhei sem precisar combar. Simplesmente baixei bichos e bati.
O segundo puxei negate e dispel e fiquei tentando manter a estratégia. Porém o adversário montou a mesa (já que bater é a estratégia mais lenta) e ganhou.
Na terceira eu foquei em colocar toda a pressão na mesa que conseguisse e comprar o máximo possível, ganhando nos cards de compra e apostando no Selfless Spirit. A estratégia deu muito certo e no final ele ficou sem cartas na mão relevantes para suportar os ataques. Vale lembrar que levei um “lost legacy” neste match e fiquei sem saheelis.  Final 2 a 1



5° Rodada - GW Tokens


Mais um bad match. Desta vez não tive tanta sorte. O oponente veio com mãos absurdas e as balistas destruíram no jogo. No jogo 1 fiquei muito próximo de perder, não perdi por que o deck teve um comportamento totalmente atípico. Com um Elder Deep-Fiend que me salvou de um Heart of Kiran e Avacyn, a volta foi fazendo 3 cópias do mesmo com 3 Saheeli e batendo 20 (devo dizer que foi ótimo)

Mas a sorte acabou por aí. Mesmo eu puxando Negate e Felidar cub para garantir o combo, não veio ele nesse match e na terceira fiz o favor de ir com uma mão de apenas um terreno. Eu ainda não considero este um erro, uma vez que eu tinha Oath of Nissa na mão e ainda um Servant of Conduit. Mas mesmo que fosse com uma ótima mão, não haveria como lidar com uma balista lotada de marcadores de um Verdurous Gearhulk. Enfim, 1 a 2

6° Rodada - UB Control Dynavolt

Este jogo foi curioso. Eu estava com a moral pra baixo depois de ter perdido o ultimo jogo e estava
certo que iria perder. Ainda mais que fiz várias jogadas erradas graças ao desânimo. Mas não houve grandes problemas no match. O deck jogou sozinho e bateu absurdos no UB. No segundo jogo, eu puxei negate e Dispel. Tive a capacidade de tomar um lost legacy com tendo mana pro negate e tendo ele na mão. Mesmo assim, baixei um quantidade massacrante de criaturas e garanti o jogo.
Este match mostrou como Dynavolt é frágil. É uma boa kill condition mas precisa de mais que apenas ela num deck para jogar. Enfim, final 2 a 0

7° Rodada - BW Control

Um deck curioso e mais uma vez, fora do meta-game. Devo dizer que meu oponente era uma pessoa muito bem humorada e bacana e foi realmente prazeroso jogar este match. Gostaria muito que o magic tivessem mais jogadores assim, que tornasse o ambiente pesado competitivo em algo mais próximo da diversão.
O deck do meu oponente não era realmente preparado para o meu. Estranhamente não tinha boas condições de finalizar o jogo. Não havia criaturas potencialmente fortes nele e ele não tinha muitas cartas para arrancar cartas da mão. Por fim, jogo 1 muito tranquilo. Jogo 2 puxei a técnica velha contra decks estranhos, dispel e felidar cub. A peculiaridade deste jogo foi simplesmente a presença de 3 Authorityof the Consuls, o que fez o jogo prolongar bastante, mesmo com minha presença de mesa.
Enfim, ficou 2x0




8° Rodada - BG Delirium

E enfim, a última e derradeira rodada, e esta foi especial.
No final enfrentei ninguém menos que o nosso companheiro de equipe, o Marquinho.
Ficamos potencialmente felizes com isso, afinal tínhamos o mesmo resultado (estávamos 5-2) e não estávamos nem um pouco a fim de perder para alguém aleatório no evento.
Bem, apesar dos pesares, esses jogos foram muito rápidos. Para quem conhece o combo, sabe que ele tem potencial para terminar o jogo no turno 4 se não for bem respondido, e foi exatamente isso que aconteceu, em praticamente os 2 jogos. O primeiro a a balista que iria responder o combo foi morta por um choque e combei na volta. No segundo jogo, puxei negate, dispel, nahiri, porém combei no turno 5, afinal estava com 2 copias de cada parte do combo. Apenas esperei o turno 5 para ter certeza que o Marquinho teria de gastar recursos e não voltar com algo problemático na mesa. Porém não houve respostas.
Final, 2 a 0.

Impressões e conclusões

Bem, como podem ver no meu report, meus erros levaram a eu ficar fora do top 8, mas mesmo assim estou muito feliz com o resultado, por algumas razões.
Primeiro, porque consegui visualizar exatamente o que fazer em cada jogo que eu tive, e cada erro que cometi também. Isso mostra que evoluí como jogador.
Segundo, porque foi provado que o treino e o esforço levam a vitória. Ano passado meu resultado tinha sido um terrível 1-3 drop, cuja única vitória foi um jogador que não apareceu. Este ano consegui ir até o final com um excelente 6-2.
Terceiro, porque jogamos que nem gente grande, esforçados e buscando o prêmio ferozmente.
Jogar magic, assim como tudo na vida, é se jogar de cabeça, não ter medo de decepções e ter humildade para ouvir as pessoas que te querem bem. E equipe é união, então todos se esforçam para todos irem para frente.

 Valeu gente, até a próxima :D.