sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Debutando o Monored



                Que eu não tenho mais jogado com decks de controle e venho preferido os decks agressivos todos que têm jogado comigo já sabem, e já até escrevi um artigo sobre isso, explicando o motivo, mas mesmo jogando com decks agressivos eu nunca havia cedido aos impulsos do bom e velho Monored Deck Wins. Já havia jogado de Monored antes, nos tempos de Cicatrizes de Mirrodim e Innistrad eu joguei algum tempo com um Metal Red (uma espécie de Big Red baseado em artefatos que, quando matava, o fazia com Fênix de Kuldotha e/ou Koth of the Hammer), mas não era o famoso Red Deck Wins. Então, porque isso agora?

                Como eu já havia discutido antes, acredito que, quando uma nova edição é lançada e ainda não temos certeza do que iremos enfrentar, o melhor é sempre utilizar um deck agressivo, uma vez que um controle é perigoso, já que não existe certeza sobre o que deveremos controlar. Ledo engano, pelo menos no final de semana passado, tendo em vista que o Magic profissional teve uma inundação de decks de controle (o que se deve, acredito eu, ao fato de que várias das cartas mais importantes dos decks agressivos terem caído – principalmente as criaturas com ímpeto – à esperança de menor utilização dos Burning Earth, já que não haviam mais as Check Lands, à cartas coringa como Hero’s Downfall e à vontade latente de vários jogadores de poderem finalmente jogar com um deck não agressivo, após a temporada passada). Porém, sem ter pensado em nada disso, eu resolvi jogar de Monored (graças ao Juninho que me mandou a lista e ao Baby que disse que o Sátiro Bebe-fogo era a pior carta de edição, coisa que eu estava disposto a provar ser mentira). Vamos à lista:


21 Montanha
01 Mutavault
04 Sátiro Bebe-fogo
04 Equilibrista da Corrente do Clube da Sangria
04 Emissário da Árvore Flamejante
04 Rakdos Crackler
04 Zelote das Chamas
04 Víndice dos Boros
04 Golpeador Punho de Fogo
04 Fanático de Mogis
03 Maaka da Faixa de Escombros
02 Martelo de Púrforo
01 Habilidades do Inconsequente

                Como podem ver o deck, apesar de ser totalmente voltado à agressividade, não possui nem uma mágica de dano direto (até tem o Fanático de Mogis, mas falaremos sobre ele mais tarde). A ausência dessas mágicas de dano direto fazem com que a melhor máquina de fôlego dos atuais Red Deck Wins, a Fênix de Chandra, ser uma carta dispensável no deck, não contando com maneiras de voltar à nossa mão. Com isso levanta-se a questão: Porque não utilizar nenhuma carta de dano direto?

                Vou responder o que me fez desistir de utilizá-las (isso não significa que isso seja verdade absoluta, relutei muito em aceitar a sua não utilização, e acho que o deck pode ainda comportar algum número entre 4 e 6 cartas de dano direto, apesar de eu preferir como está). Não as utilizo porque as cartas mais problemáticas que o deck pode enfrentar, que são os Loxodontes e o Barão de Sangrento de Vizkopa não são destruídos pelas mágicas de dano existentes, e guardar uma carta dessas para usar como remoção, contra um deck que utilize Manto de Tatu, nos faria deixar de ser agressivos quando mais devemos sê-lo, no início do jogo. Sem contar que com menos permanentes a melhor carta do deck, Fanático de Mogis, fica pior. Esses foram os motivos que me fizeram desistir das mágicas de dano, mas não culparia ninguém por utilizá-las.

                Com isso, temos um deck lotado de pequenas e rápidas criaturas, Víndices que, como sempre, fazem um belo estrago em uma mesa e a carta que serve como “cola” para o deck, a já citada Fanático de Mogis. O potencial dessa carta é assustador. Um início onde não se perde land drops e sem nenhum turno ocioso pode nos render fáceis 6 de dano direto, seguido de um batedor com 4 de poder, caso o Martelo esteja em jogo, e isso é MUITA coisa para um deck que já começa a tirar pontos de vida do oponente no segundo turno. O Fanático é a carta que trás o que o deck perdeu com a queda de Innistrad, uma forma de vencer o jogo rapidamente, antes mesmo de um Veredito ou qualquer outra remoção global. Outra carta que temos para nos ajudar nisso são os Martelos de Púrforo, que, com sua habilidade estática, faz com que nós possamos nos recuperar de qualquer remoção global que por ventura venhamos a tomar, para não falar do quão roubado é fazer turno 3 Martelo, turno 4 Fanático. Isso enquanto nossa mesa já está cheia de criaturinhas punindo nossos oponentes desde cedo. Lembrando que, caso o deck perca seu gás, o que invariavelmente acontecerá caso o oponente consiga prolongar o jogo, o Martelo fica como única carta capaz de criar um virtual card advantage, e por isso não deve ser retirado contra nenhum deck, com exceção do mirror (e muitas vezes nem mesmo nele).

                O Emissário serve para nos dar velocidade onde o deck falhar. Caso não tenhamos um Emissário, um Martelo ou um Fanático nas mãos, realmente não devemos ir com essa mão... Essas são as cartas que te darão a velocidade necessária para que sua estratégia de ignorar o card advantage e simplesmente punir nosso oponente dê certo. Já os Maakas estão ali porque ninguém os espera, simples assim. Praticamente ninguém lembra dessa carta, o pensamento é mais ou menos esse: se não tem verde não tem Bloodrush, e é esse tipo de pensamento que devemos punir! Normalmente eles serão usados no game um e depois sairão no pós side, a menos que estejamos jogando contra decks com Loxodontes. Já os Víndices estão no deck porque são lindos com o Fanático e poucas criaturas conseguem ter um poder tão grande enquanto do nosso lado da mesa. Jamais saia de casa sem eles!

                As outras cartas do deck são auto explicativas. Criaturas com poder considerável e que entram em jogo cedo para sangrar nosso oponente durante o início do jogo. E o Mutavaul está ali para bater, sendo utilizado como terreno bastante raramente.

                Falando agora sobre o Sideboard, não sei se esse seria o side utilizado por mim novamente, mas gostaria de falar sobre os motivos que me levaram a escolhê-lo.

04 Quebra-crânio
03 Terra em Chamas
02 Habilidades do Inconsequente
02 Cintilador Mental
02 Ato de Traição
02 Morteiros de Mizzium

                Os Quebra-crânio estão ai para lutar contra Revelações da Esfinge, criaturas com lifelink e prevenções de dano. Servem bastante bem ao seu propósito e costumam pegar seus oponentes de surpresa, normalmente, quando bem utilizadas, selando uma vitória. Costumam entrar no lugar dos Maakas, uma vez que adicionam os mesmos 3 de dano contra um deck com poucas criaturas, porém com o bônus extra.

                Terra em Chamas não precisa ser explicado, um bem encaixado é game, pura e simplesmente. O único segredo é saber o momento certo de usar e isso só se aprender jogando.

                Habilidades do Inconsequente é uma carta magnífica contra os GW da vida. Ela consegue deixar suas criaturas maiores que um Loxodonte e ainda impedem parcialmente o bloqueio, são um must have, só não estão no main deck porque existem remoções pontuais demais no ambiente.

                Os Cintiladores entraram ai por falta do que colocar, mas se mostraram bastante relevantes contra decks de controle, causando 2 ou 4 de dano durante uma partida e punindo Vereditos. Sua iniciativa também os faz serem importantes contra decks com muitas criaturas.

                Ato de Traição é a surpresa contra decks agressivos. Por mais agressivo que um deck seja, o seu normalmente o é mais, ao menos no início. Sendo assim, muitas vezes tudo o que precisamos é tirar um bloqueador quando os outros decks estabilizam o jogo ou causar um pouquinho a mais de dano. Uma carta que faça ambos não pode ser ruim num cenário desses!

                Já os Morteiros estão ai para tirar aquelas criaturas odientas que são os Loxodontes e os Barões. Use sem dó!

                Bom, esse é o deck, consegui minha vaga na final da Central Magic utilizando ele, fazendo um bom 5-1, sendo a única derrota vingada na final. Aproveitem o poder do vermelho e #chupababy!




4 comentários:

  1. Esses martelo main deck!

    Boa lista e bom artigo, curti!

    ResponderExcluir
  2. Poxa tava falando em joga de monored com o Ricardo na quarta e falando das possibilidades de um mono assim tipo o seu hehe. Agora não vou precisar pensar tanto eheheh

    Curti o artigo, parabéns amigo

    ResponderExcluir
  3. Quando saiu esse minotauro da devoção sabia que seria a melhor carta dos decks reds, e teve vários falando que não veria nem side... IMO esse bicho é bem mais forte que o Hellrider, custava perder para hellrider, agora perco quase sempre para esse bicho...

    ResponderExcluir
  4. Esse deck tem umas mãos iniciais bem absurdas... Dia desses, jogando contra um, ele abriu T1 Firedrinker, T2 Burningtree+burningtree+ ash zealot, T3 Boros, T4 Fanatic. Não tem como dar resposta pra tudo isso sem um sweeper. Mutilate podia ter voltado em m14 ! hahaha

    ResponderExcluir