terça-feira, 20 de agosto de 2013

Uma breve história do tempo


João Lelis

                Meu primeiro card game não foi o Magic. Foi, como deve ter sido pra maioria das pessoas, o Mico-Loco, mas divago... O primeiro deck que eu comprei foi o pré-construído do Yu-Gi, seguido do pré-construído do Pégasus. Um tempo depois vieram o pré-contruído do Joey e dois boosters de uma edição que eu jamais lembrarei, mas que me trouxe uma das peças necessárias para se montar o Exódia! (Como os iniciados devem ter percebido, jamais tive um Dragão Branco de Olhos Azuis...). E foi assim, com Yu-Gi-Oh, que eu entrei para o mundo dos card games. Mas o que me fez mudar para o Magic?


O Magic tornou-se minha opção por duas razões bastante diferentes entre si. Uma pragmática – como jogar Yu-Gi-Oh se ninguém mais do meu círculo de amigos joga (aquelas cartas falsas com textos aleatórios não contam) – e outra, por assim dizer, ideológica. A primeira vez que eu vi uma partida de Magic eu estava no primeiro ano no colegial, era um embate entre um monogreen e um GW. Lembro de ter ficado maravilhado com o texto das cartas – não aqueles relevantes, como textos de habilidades, que até então não me diziam nada, mas sim com aqueles textos em itálico, que citavam nomes como Urza, Yawgmoth, Llanowar, Yavimaya, Phyrexia, Dominária, Otária, Urborg, Barrin, Teferi e mais uma infinidade de outros – e esses textos, muitos deles épicos (como não querer saber quem foi Barrin ao ler o texto do Obliterar de Invasão?), me fizeram ter vontade de saber mais sobre aquele mundo. Quem eram aqueles personagens? Que lugares eram aqueles? Porque, ou pelo que, eles lutavam? Posso dizer que essas histórias foram o que me fizeram começar a me interessar realmente por esse jogo. E foi por causa delas que eu comprei minhas primeiras cartas, um deck pré-montado de Mirrodin – Ecos do Sacrifício – e um booster dessa mesma edição.
Mas qual não foi minha decepção ao perceber que não apenas o layout das cartas havia mudado (não parecendo mais com antigos tomos, mas sim algo tecnológico, limpo e chato), como também – e isso era muito pior – os textos em itálico (flavor texts) estavam extremamente sem graça. Se era para ter um texto genérico qualquer eu podia ter ficado com Yu-Gi-Oh, que pelo menos eu já “sabia” jogar. Mas foi ai que eu abri meu booster e encontrei uma Torre de Opulência, que foi o suficiente para me fazer meu interesse voltar!

Apesar desse interesse na história eu sempre gostei de competições, e quando a loja da minha cidade (a saudosa Comando Games) começou a organizá-los eu comecei a participar avidamente, não comparecendo em apenas um em cerca de dois anos! E foi nesse período que tudo se transformou, o bloco de Kamigawa chegou e eu, como o bom otaku que era na época, esperei ansiosamente por essa edição, e qual não foi minha alegria ao ver que as novas cartas transbordavam flavor!  Cada carta um fragmento de uma história épica, a cada booster um personagem dessa história... Era um mundo de heróis lutando contra seus próprios deuses, enquanto eles enfrentavam seu inferno pessoal eu estava no paraíso! Não me importava que os jogadores mais experientes dissessem que as histórias antigas eram muito melhores (hoje eu concordo com isso, mas até aquela época a única história que eu conhecia com alguma propriedade era a de Mirrodin, que, diga-se de passagem, é horrível), que a edição era péssima (eu jogava com um deck de Myr até então, o que fazia qualquer coisa parecer melhor) ou que compensava mais abrir boosters do bloco de Mirrodin ao invés desses (afinal, apenas em Campeões de Kamigawa eu podia abrir um Kokusho ou uma Extração Craniana!). O que eu queria era tirar uma carta que me dissesse algo, que me contasse uma história.

Agora vocês podem me perguntar, e eu com isso? Essa introdução foi para apresentar para vocês, jogadores iniciantes, e até para os mais velhos, as grandes histórias desse grande multiverso em que se passam as histórias do magic. Para tanto, esse artigo será interativo. Perguntem o que quiserem sobre as histórias do Magic que eu, ou qualquer outro que tenha interesse (estou falando de você, Aires) tentará responder. Fiquem à vontade para perguntarem o que quiser e, caso haja interesse o suficiente, podemos tentar pedir para o Ricardo transformar a área de histórias do blog e algo mais interativo, colocando um espaço para perguntas.


Então, vamos às perguntas!


9 comentários:

  1. ainda jogo yu-gi
    mas foi assim que mudei pro magic tb pelas historias artes na cartas

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  2. olá...

    Eu sempre quis saber mais a fundo a história do bloco de Tempestade e da tripulação dos Alísios (Greven e Vathi também).

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  3. Li alguns dos livros (o ciclo dos artefatos e o Investida) que contam desde o Urza se tornando um planeswalker, a criação do Karn, a morte do Barrin a la Vegeta versus Majin Boo, até o início da corrupção do Karn. Mas não cheguei as partes de Time Spiral a Darksteel e as edições mais recentes não são em Dominaria, então queria saber em que pé está a história atualmente.

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  4. eu queria saber de kamigawa completa

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  5. Parabéns pelo texto, Lelis!

    Meu primeiro Card Game (sem contar jogo do Mico e Uno) foi Heróis e Vampiros, um jogo online que a Globo lançou pra promover uma novela sobre vampiros. Não era um jogo muito complexo ou sofisticado, mas o flavor agradava a molecada da época, especialmente jogadores de Vampiro a Máscara como meus colegas e eu. Mais alguém jogava ou lembra desse jogo?

    http://www.mastersofcards.com.br/ojogo/herois-e-vampiros/3

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  6. Conepa, quando comecei a jogar o único site de cartas q conhecíamos era a Uponline e foi lá que eu li as primeiras histórias de Magic, exatamente sobre o bloco de Tempest.
    Qual não foi minha surpresa quando, anos depois, conheci o próprio cara q havia escrito essas linhas!
    Segue o link:
    http://www.uponline.com.br/lenoticias.php?id=51

    Com relação às perguntas, seria mais fácil se perguntassem coisas mais precisas, como quem foi não sei quem, ou pq tal coisa aconteceu, pq contar a história de um bloco inteiro seria uma tarefa para uma tarde inteira de cervejas!

    Com relação à Dominária, o último bloco que passou por lá foi o de TS, que acontece cerca de, se não me engano, 200 anos após Investida (mas posso estar errado). O q acontece é q o surgimento de Karona é a gota q fez o copo transbordar. Após inúmeros eventos catastróficos em Dominária (a utilização do Gilex Golgogiano, q destroi Argoth e faz Urza se Ascender, a sobreposição de Rath, a retirada de fase do continente de Jamuraa, os eventos temporais em Tolaria, a utilização do obliterar, a invasão phyrexiana...) o plano entra em colapso, fazendo com que o continente de Jamuraa comece, lentamente, a voltar de fase, mesmo que o espaço físico q ele ocupava antes não exista mais. Isso cria inúmeras fendas temporais, causando os problemas vistos em TS. Para fechar essas fendas temporais, Teferi (o responsável por tirar o continente de fase) volta para tentar consertar os problemas e descobre que apenas o poder de uma centelha poderia fechar uma fenda temporal. Por isso ele volta como uma criatura e não um planinauta. Ele usa sua própria centelha para fechar uma dessas fendas.
    Após todos os eventos e todas as fendas temporais fechadas existe uma mudança na natureza da própria centelha, fazendo com q os planinautas, antes verdadeiros deuses no mundo do Magic, passassem a ser simples magos com o poder de viajar entre planos (eles agora são mortais, envelhecem, comem...) e foi por isso q apenas após TS os planinautas passaram a sair em cartas.

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  7. envelhecem, COMEM ... hahahaha
    jace safadão ! hahaha

    muito bom o texto ....
    quem é que não tem a sua frase flavor favorita???

    que no momento a minha é "He who hesitates is lunch" (Aquele que hesita vira almoço) na carta Enlarge de M14 ...

    ou "quando matar cinco não é o bastante" na carta Hex de Ravnic City of Guilds

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  8. O deck GW que vc viu jogar pela priemira por acaso era o meu? nao lembro se tinha mais alguem de GW.... Lembro que vc entrou com aqueles marvados decks de Artefato (oq fez eu dar uma parada na epoca por causa dos decks apeloes)... Comecei no COTEL tb, eta lugarzinho para ter jogos (até a Tia T tentar pega-los)

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