quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Blitz da Terra em Chamas

(by tio_helio)









A primeira coisa a dizer é que eu queria um deck monored que usasse Terra em Chamas no main, mas eu não gosto do “vermelhão” (o big red).

Se fosse para jogar de big red, jogaria com o RG do Brian Kibler e mandaria as Terra em Chamas passearem no side, por falta de espaço e de sinergia.

Pois bem, passaram os dias e estava com o deck mais ou menos fechado na minha cabeça. Como a pool de cartas vermelhas está deveras limitada, apesar de centrada em poucas edições, sabia que eu tinha as cartas para montar o que quer que eu fosse montar.

Estava fechando o carrinho e resolvi sapear as listas do Mol para ter certeza de que não estava esquecendo nada. E não é alguém tinha acertado a lista que eu queria, fazendo 4-0 num daily event da vida inclusive com teorias polêmicas e tudo mais? Então... Toda temporada de posts tem que ter um monored...


O que é Blitz? (Ele vai falar de monored de novo! Fala alguma coisa que eu não sei dessa vez, por favor...)



Muita gente vê esses decks chamados Naya blitz, Gruul blitz, monored blitz e não sabe de onde vem esse Blitz. Onde está o Evandro Mesquita? As aves gorjeiam a dois passos do paraíso? Não. “Blitz” é a forma encurtada de Blitzkireg. (Ramones? Também.)

Em alemão, Blitzkrieg quer dizer guerra relâmpago. Normalmente é um ataque rápido, surpresa, que tem um efeito devastador. Foi uma manobra alemã que surgiu em 1939, na invasão da Polônia. Erradamente, passaram utilizar o termo para designar qualquer guerra com essas características. (fonte: Wikipédia). Mais erradamente, começaram a usar blitz para denominar batidas policiais surpresa e decks de Magic cheios de criaturas que começam a bater no sujeito e ele vê de onde vieram.

Eu prefiro chamar o deck de Slight, porque eu não curto colocar Segunda Guerra Mundial no meio dos meus hobbies porque, sei lá, né? Mas, tá aí a explicação. E ajuda a explicar porque, não, Rubberbelt Raiders é tosco comparado com Hellraider. (Haste, cadê?)

O que nós queremos? Várias criaturas, atacando o mais rápido possível e causando dano. Qual era o problema? O Thragtusk ou a Sphinx's Revelation do outro lado que minimizava nosso blitz, porque o cara ganhava montões de vida.

Daí entra Terra em Chamas. Se o cara virar uns 3 ou 4 terrenos não básicos para fazer o Thragtusk ou Sphinx's Revelation, isso vai nos dar uma janela de oportunidade, reequilibrando o campo de batalha.

Depois disso, com Hellrider na mesa, causaremos 1 de dano apenas virando criaturas. Isso é um midgame. O lategame não é aquilo que faça os espectadores dizerem: “Nossa, mas que lategame lindo você tem!” - parafraseando Chiquinha - Mas é um lategame, coisa que o Rg Blitz praticamente não tinha, diriam alguns.


Criaturas






Burning-Tree Emissary (Emissário da Árvore Flamejante): Tem gente, pasmem, tirando emissário do deck porque ele não tem ímpeto, não voa, não atropela, não nada... Ele só adiciona duas manas pra você. Só. “Entra em jogo de graça”.

O problema é que o deck não é verde e vermelho e tem alguns cards que se beneficiariam muito de duas manas vermelhas. Nem tudo é perfeito...

Ash Zealot (Zelote das Cinzas): Essa é a razão para você ficar puto da cara com o seu emissário. São as velhas máximas: Não suporto aquela garota!/Minha namorada tem ciúme da minha ex ou colega de faculdade!

Por custar duas manas, ter ímpeto e iniciativa, é qualquer coisa de bom. É bem blitz e lá na frente a gente vai ver que falta um pouco de espaço para removal. A segunda parte dele é situacional, mas é útil.




Firefist Stiker & Lightning Mauler (Golpeador Punho de Fogo e Esmagador de Relâmpagos): Batman e Robin da curva dois. Se eles continuarem fazendo “tantas” cartas vermelhas boas, em outubro não teremos mais dúvida de quantos Strikers usaremos.

Mauler dá ímpeto e Striker é útil com batalhão. Gosto mais de Mauler por causa da sinergia com Emissário e pelo fato da habilidade do Striker poder ser obtida com Habilidades de Inconsequente. Pessoalmente, considero batalhão, por acaso, ruim e ímpeto, por acaso, bom. O cara usa dois de cada, mas dá pra arriscar ir só com Mauler.


Rakdos Crackler & Stromkirk Noble (Rakdos Estridente e Nobre de Stromkirk): A turma que começa o ataque. Eles custam uma mana e normalmente levam os bloqueadores e alguma remoção. Talvez até causem algum dano. Ou bastante, se o cara não lidar com eles.

Se você não quiser comprar Noble por questões de rotação, pega Legion Loyalist porque o Noble normalmente morre antes de ganhar do cara sozinho. Se você olhar só o preço, o Noble é mais barato porque o pessoal já está atrás de Loyalist e o preço tá subindo.


Hellrider (Ginete do Inferno): Hellrider é excelente por causa da habilidade que causa um de dano só pelo fato de você atacar com uma criatura. Além disso, ele tem ímpeto.

É importante notar que não está escrito no card “ataca todo tuno se estiver apto” ou “deve atacar no turno que entrar em jogo sobre seu controle”. No último mundial (o de 2013), Kibler usava o Hellrider como se encantamento fosse de vez em quando, porque a habilidade de causar um de dano quando você declara o ataque já é interessante por si só.

Hellrider tem ímpeto. Cuidado com o ímpeto do Hellrider, para não virar suicídio.


Boros Reckoner (Víndice de Boros): Tem monoreds que não estão usando reckoner, mas nesse deck ele faz sentido. Você usará 4 slots de mágicas com Terra em Chamas então, sim, você vai precisar da habilidade do víndice de Boros, provavelmente como removal, simplesmente por falta de slots.

Além disso, Víndice de Boros é, sozinho, um reforço de argumento. Lembre-se que ele custa 3 manas vermelhas para baixar, tá...


Com quantos Mutavaults eu vou?


"4". 4? Quatro Mutavault (Caverna Mutável) é o “certo” em qualquer deck monocolorido. Eu gosto de 3, mas se você gosta de ficar separando as coisas em “certo” e “errado”, o certo é quatro em qualquer deck monocolorido. Só que vamos acabar usando dois.

Vamos lembrar: tem 4 Víndice de Boros no deck, além de um punhado de coisas com duas manas vermelhas no custo de execução que você quer descer logo – “tipo” Zelote. Sabe “não vai rolar 4 Mutavault”. Não vai rolar 4 Mutavault. Se tivesse 3 Víndice de Boros no deck, quem sabe rolasse 3 mutavault.

Se você colocar Fênix de Chandra no lugar de Víndice de Boros, dá para jogar com 4 Mutavault, mas enquanto existir Pillar of Flame no T2 eu não vou nem por a mão em Fênix de Chandra.

A título de informação adicional, no quase fim do Extended (ok, uns anos antes do fim do Extended – mas foi o fim pra mim porque foi meu último deck extended), existia um monored que matava de Explosão de Metralha, que usava Terrenos Artefato, com 2 Darksteel Citadel e 2 Blinkmoth Nexus. Dava ódio zicar com aquele deck e desde aquela época eu não gosto de jogar com decks vermelhos com quatro terrenos que adicionam manas incolores (sem frasco do éter). Por isso eu me dou ao direito de gostar de 3.

Dois é a conta em outros decks que usam Mutavault por causa do valor intrínseco da carta. (Se você for da turma Budget que quer porque quer cortar Mutavault, vai lá, né? Você é livre...).

(Não tem muito a ver com o deck, mas é bom ter 4 Mutavaults em casa para não ser obrigado a jogar sempre com terra em chamas no main e não ficar com o Monored capenga, caso sua lista fique manjada e você queira mexer no deck, se você joga numa loja pequena. Nesse caso, é bom algumas cartas, mesmo que você não jogue com elas – ou pelo menos fechar os playsets “a vá”).

O resto dos terrenos é Montanha mesmo.


Outras mágicas


Burning Earth (Terra em Chamas): Vamos ser filósofos. Grande parte dos jogadores considera Magic um hobby. Cada deck tem suas fraquezas, cada estratégia tem suas fraquezas, cada cor tem suas fraquezas.

E o que as pessoas, essas pessoas, fazem? Em vez de buscar a diversão e relevar as pequenas fraquezas, elas buscam a perfeição – ou tapar buracos da color pie com outras cores. Em vez de abraçar um par de cores que é o tema de Ravnica, elas querem jogar com várias cores e focar em terrenos não básicos para fazer isso. Elas se divertem assim, competindo. Você se diverte assim, trolando o ponto em comum das estratégias.

É até bom, dizem que Theros vai ser focado em estratégias monocoloridas. Quem sabe você não faz o pessoal pensar um pouco em jogar de White Winnie? :p

Madcap Skills (Habilidades do Inconsequente): O famoso “dois pra um” – ou Aura. Estou seriamente pensando em tirar isso e colocar Mizzium Mortars, mesmo assim, essa carta é boa, principalmente por entrar de graça com Emissário.

Essencialmente, ele transforma uma criatura sua que já é inútil no late game em algo que pode finalizar o jogo, pois a criatura só poderá ser bloqueada por duas ou mais criaturas. Por esse motivo você só usa dois. Em regra, você não quer colocar isso num Stromkirk Noble no começo do jogo.

(Se você tinha alguma dúvida, você é o beatdown. Se você é desses que prega que “não é porque estou de monored que eu sou o beatdown, então você, assim como eu, está pensando na turma que usa aqueles bichos com resistência 4 e olhando para seus Mizzium Mortars carentes, na pasta...).

Pillar of Flame (Pilar de Chamas): Mata bichinhos, remove bichinhos. Útil no começo do jogo. Pilar é a razão de eu não olhar na cara da Fênix de Chandra antes de outubro.


Sideboard


Nunca netsideie. (Porque, pelo menos por aqui tem gente de grixis, esper, etc... No mol e na SCG as pessoas perguntam).Temos os suspeitos de sempre:

Electrickery (Eletrotruque): Mata fichinhas voadoras do mal.


Searing Spear (Lança Cauterizante): É mais um removal, mas eu provavelmente gostaria de ter meus Mizzium Mortars por perto, em algum lugar das 75, para lidar com os bichos com 4 de resistência.

Skullcrack (Quebra-crânio): é o que temos pra hoje quando o cara vai ganhar vida com o manto de tatu fajuto ou com o primeiro Sphinx's Revelation. Não saia de casa sem ele. Falando nisso, o Manto de Tatu Fajuto é e sempre será o problema do monored até o ano que vem.

Volcanic Strength (Força Vulcânica): Dá travessia de montânha e deixa sua criatura fora da área de alcance dos bolts. Acho digno, bonito e respeitável. Pode ficar. Além disso, se der mirror, tem que sair as quatro Burning Earth XD.


Decklist


Xanzure (4-0)
20 Mountain
2 Mutavault

4 Ash Zealot
4 Boros Reckoner
4 Burning-Tree Emissary
2 Firefist Striker
4 Hellrider
2 Lightning Mauler
4 Rakdos Cackler
4 Stromkirk Noble
4 Burning Earth
2 Madcap Skills
4 Pillar of Flame

Sideboard

3 Electrickery
4 Searing Spear
4 Skullcrack
4 Volcanic Strength


Conclusão


Achei o deck relativamente barato, além de não perder muita coisa na famosa rotação (que é uma coisa que sempre perguntam). Pode não ser a coisa mais tradicional do mundo (“Aff, cadê os 4 mutavault mano?”), mas é justamente o que eu estava pensando em fazer, exceto pela quantidade de removals – Víndice + Burning Earth + Ash Zealot e parte da base do RG Blitz.

Ter um midgame interessante e usar Burning Earth no main foram os motivos que me fizeram ir atrás dessa lista. Quero saber quem mais vai usar Burning Earth em decks Blitz daqui para frente, porque achei que ela tem possibilidade de acrescentar uma consistência interessante para o deck.



No mais, é isso aí. Eu só queria um guide no T2, mas a Wizards nos deu “tipo um Preço do Progresso” que custa quatro. O jeito é usar, né? E torcer para vir uma carta do tipo “Jogadores não podem ganhar vida” em Theros...

























Nenhum comentário:

Postar um comentário