sexta-feira, 5 de abril de 2013

Top 5: Techs para o ambiente T2...


Saudações, discípulos de Urza...

Rafael Mattos 
Meu nome é Rafael Mattos (ou como o meu DCI indica, Rafael Garcia :P) e sou conhecido pelo pessoal do Magic como Rato. Jogo desde 1997, e tenho como melhor resultado o top 64 no GP São Paulo de 2012, além de top 1 em pré-releases e torneios daqui da região. E estarei quinzenalmente escrevendo  nesse espaço, sobre nosso tão amado jogo.

Desde o ano passado, temos a oportunidade de ter uma loja em nossa cidade (Aparecida-SP), do mais alto nível (antes havia a necessidade de deslocamento até São José dos Campos para jogar torneios sancionados), onde conseguimos recentemente o nível Core, e teremos torneios de grande atratividade e rendendo boa pontuação (caso de Regionais Legacy, Pré-releases, GPT´s, Etapas do Circuito Liga Magic, assim como o nosso tão querido circuito interno da loja).

Esse fato nos fez ter uma visão mais ampla do Magic competitivamente, já que o fato de contar com torneios semanais, e um pool de jogadores freqüentes, possibilitou a criação de uma equipe de treinos, e uma transição gradativa do perfil de jogador casual para o de jogador competitivo.


Dessa forma, chegamos ao ponto que abordarei nesse meu primeiro texto no blog.

Sabe aquele jogador que teima em querer mudar algo em uma lista já consagrada por algum pró-player? Eu sou esse jogador. Não que seja por egocentrismo exacerbado ou simplesmente por me achar melhor deckbuilder do que um Kiebler ou um Saito da vida. Mas eu acredito que ao entender o funcionamento de uma determinada lista, um jogador atento ao ambiente, pode aparar algumas arestas (como aquela criatura que só estava na lista pois TODA lista do ambiente usa, mas ela não tem todo seu potencial aproveitado nessa lista em particular, podendo dar  lugar a outra mais sinérgica), ou adequar a lista de forma a ela estar preparada para o ambiente que se espera encontrar em determinado torneio (isso já demanda uma boa leitura dos decks que se espera encontrar).

Dessa forma, tentarei apontar as 5 cartas mais inesperadas (algumas nem tanto assim) para serem usadas nos decks tier 1 do atual ambiente T2. Por comodidade, farei uma lista para cartas a serem usados nos decks agros e outra de decks control/midrange/combo. Primeiramente, postarei a lista para os decks agros. Se o texto tiver um bom retorno, eu coloco posteriormente a lista para os decks que matam depois do 5º turno.

Agro Decks (Naya-turn-4-or-nevermore, Jund Experiment, Aristocrats, Monored, RG Saito…):

1 – Faith´s Shield



Você jogador de agro, que sente a necessidade de ter uma vida social entre as suas partidas para poder comer, ir ao banheiro e interagir com o ambiente. Tem tido dificuldades para manter aquele seu drop 1 (Champion of Parish, Experiment One, Stromkirk Noble), cheio de marcadores (e pronto para devorar a vida de seu oponente), longe daquelas remoções broxantes de 1-2 manas (Searing Spear, Orzhov Charm, Tragic Slip, Dreadbore, Abrupt Decay, Izzet Charm)?

Aí está a solução. Você pode até argumentar “Mas, Rafael, larga a mão de ser noob! Essa carta fede”. Pois bem, vamos imaginar a seguinte situação: você abre de mana Champion of Parish. O oponente vai lá e marotamente baixa shock land virada, vai (poupando os pontos de vida, já vislumbrando o removal no turno seguinte).

Aí, vc dá draw, baixa o land do turno e comba para Burning Tree Emissary + Lightning Mauler, dando 7 de dano na fuça do oponente. O oponente, baixa um land random desvirado (que gere mana preta) e aquele Arbor Elf que te deixa na dúvida se é para acelerar o Thragtusk ou se é para te chumpblockar.

No seu turno, você ataca com tudo novamente, esperançoso para repetir o ataque do turno anterior e reduzir á míseros seis os pontos de vida dele. Eis que ele, marotamente, dá block no Mauler, e recebe o resto. E após o combate, joga aquele Tragic Slip infame visando o seu Champion of Parish 3/3.

E então... Você simplesmente paga duas manas e manda ele enfiar o removal no... cemitério, e mantém seu bixo intacto para acabar com os pontos de vida dele no turno seguinte.

O card, por oferecer proteção contra cor, protege também contra Azorius Charm, coisa que o Giant Growth não fazia. Fora que pode te dar a evasão necessária para aquele bixo cheio de marcadores, pronto para finalizar perante aquelas fichas chatas vindas de um Lingering Souls. Te ajuda também na batalha de atrito contra outros agros, mantendo um bixo na mesa por um turno a mais. E sem contar que tendo 5 ou menos pontos de vida, você estará roubando seu oponente na Hora Fatal.

Eu já cheguei a usar 2-3 de main, e não me arrependi.

2 – Divine Deflection



Tá legal. Leiam a carta primeiro, eu aguardo, pois sei que a maioria sequer lembrava da existência dela.

Agora, vamos voltar um pouco no tempo. Standard, bloco de Kamigawa (para o regozijo do meu parceiro Lelis). Temos o ciclo de Shoals, cartas raras que podiam ser pagas por um custo alternativo, ao removermos uma carta da mão que fosse da mesma cor da mágica conjurada (vocês devem lembrar-se do Shoal vermelho, que tocou o terror infectando bundas até o 2º turno, até ser banido do Modern). O Shoal branco jogou bastante na época. Por possibilitar uma vantagem gigante em combate, na época que o dano ainda ia pra pilha.

Hoje temos a Bola de Fogo branca instantânea.

Ela possibilita algumas jogadas bacanas: prevenção de dano em remoções globais (Mizzium Mortars, Bonfire, Rolling Temblor...), tricks de combate (block em um bixo, previne o dano que ele causaria e redireciona para outro bixo), Prevenir aquele dano maroto do Boros Reckoner...

Mas algo que me deixa bastante feliz, é quando estamos naquela fase em que esgotamos nossas ofensivas após deixar o oponente na red zone, o control já te pôs contra a parede e te chamou de lagartixa. E você só está esperando a hora da morte, após topdeckar o 9382º land seguido no seu deck de 20 terrenos. Eis que o oponente vira aquelas 5 manas e manda o terror das menininhas: Thundermaw Hellkite, já batendo aqueles cinco de dano inapeláveis.

Você, sutilmente, vira 6 manas e joga a Fireball branca, e finaliza a partida...

Isso já ocorreu com Thragtusks (onde os 5 de vida salvariam o oponente da derrota, e redirecionei o dano do block do Tusk para o oponente), Obzedat (voltando do além e batendo com ímpeto) e com Lilianas vadias que insistem em nos fazer sacrificar bixos.

Carta versátil, que já utilizei satisfatoriamente em MD e hoje não saio de casa sem ela no sideboard.

3 – Selesnya Charm



“Peraí, Rafael... Mas Selesnya Charm é bom” – reclamariam os reclamadores...

 Eu sei, que é! Mas ninguém mais usa...

E entendo algumas razões, já que  mágicas de duas manas coloridas nos agros do ambiente, e que não possam ser jogadas com a mana gerada pelo Burning Tree Emissary, são mágicas ruins. Mas a versatilidade é o charme desse Charm(!).

- +2/+2 e TRAMPLE. É bom colocar em caps lock, para relembrar. Essa evasão pode ser a diferença entre finalizar o oponente, ou morrer na volta. Fora que o pump também é bem vindo na hora de proteger de Burns nos pobres bixinhos.

- Exila a criatura com poder maior ou igual a 5. Thragtusks, Anjo da Serenidade, Thundermaw Hellkite, Obzedat... São alguns dos futuros possíveis passageiros para o limbo. Mas temos algumas situações condicionais onde o Charm também pode atuar como agente de viagens: Champion of the Parish bombado, criaturas pumpadas por um Kessig Wolf Run, Falkenrath Aristocrat com marcador +1/+1...

- Fichinha instantânea 2/2 com vigilância. Já comi muitas bundas com essa fichinha. Ela é perfeita pra ser pareada com Double Strike ou com Ímpeto. Ela é perfeita para te fazer voltar daquela remoção global. Ela é perfeita para ser feita, naquela hora que o seu oponente já tava escolhendo o alvo da habilidade do Huntmaster flipado dele.

4 – Vexing Devil



“Ô, senhor pseudo pró-player com um mísero pró point: Tá de sacanagem, né?”.

Posso prever os comentários dizendo “Parei de ler no Vexing Devil...”.

Mas o Vexing Devil passou a ter um valor maior desde que foi lançada a habilidade da guilda Simic: Evolve.

Temos cartas como Gyre Sage e Experiment One, que clamam por bixos maiores, para evoluírem. O problema é que normalmente esses bixos maiores, tem um custo de mana mais alto, ou então depois de umas evoluidinhas, os bixos maiores não são tão maiores assim que as crituras simic.

Vexing Devil resolve esse problema. Ele é quase um feitiço que diz “Evolua as suas criaturas com habilidade de evolve. O oponente escolhe: Você coloca uma criatura vermelha 4/3 sobre seu controle no campo de batalha ou O oponente toma 4 de dano”.

Ele encaixa como uma luva no Naya com Domri Rade e no Jund Experiment. E ainda usaria o bixo como um dos drops 1 de um monored ou RG agro, já que o ambiente está tão rápido que esses 4 de dano a mais fazem a diferença em determinados matchs.

Talvez não um set, mas 2-3 são tentadores em uma dessas listas.

5 – Kessig Malcontents



Já que vocês tiveram a pachorra de chegarem até aqui, então leiam com atenção a razão pelo qual coloquei a incomum de Avancyn Restored aqui na lista.


O deck é o Naya Blitz. Que chamo carinhosamente de “nayaagroturn4ornevermore”. É dessa forma que podemos descrever o deck: se o seu oponente não estiver com bem menos do que 10 pontos de vida no turno 4, só rezando ou o seu oponente zicando.

O deck normalmente leva entre 24-30 criaturas do tipo humano. É bastante comum termos 3 criaturas do tipo humano na mesa, no turno 3. O que causaria 4 de dano, quando nossos amiguinhos descontentes entrarem em jogo (contando ele próprio). Ele ainda pumpa o Champion of Parish, e é um ótimo companheiro de aventuras para o Lightining Mauler que não combou com o seu BFF da árvore flamejante.

Não esqueçamos que por ter o poder 3, ele ainda pode evoluir aquele(s) Experiment One 2/2 e ele não poderá ser anulado, ao ser castado via Cavern of Souls (que deverá estar nomeada para “humano”, ou então você nem deveria estar jogando com o deck).

Atualmente uso dois dele no topo da curva de meu Naya, e ele ajuda tanto no embate contra agros e mirrors (principalmente quando o oponente está no play e um pouco a frente na race) e é uma máquina de punir controls ao entrar no turno 3.

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Bom pessoal espero que tenham gostado de minhas dicas, e saibam que não tenho a intenção de encontrar algumas dessas cartas em decks nos top 8 dos WMCQ´s e PTQ´s por aí afora. Mas é uma visão de como podemos olhar cards que não vem sido utilizados em listas, mas que podem cair como uma luva para te ajudar a fechar aqueles 60 cards, ou te dar opções no sideboard.

#Chupababy

2 comentários:

  1. eu axei otimo parabens segue um pouco daquilo que pensava sobre essas cartas só tinha esquecido da fireball branca xd

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  2. Prevejo pessoas usando a hashtag em 2023 sem saber onde ela nasceu...

    Bem legal o texto! Acho muito mais legal ter uma postura "participativa" (incluindo cards, mexendo no SB, etc) do que simplesmente netdeckar MOL ou listas do SCG e tentar usá-las no meta nacional.

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