segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Filosofando o Magic

 
Filosofando o Magic: Zumbi Nerd, Maria do Bairro e outras coisas legais – spoilers de Dark Ascension

                                                                                       Por: Tio Helio


Nariz de Cera

Sabia que o símbolo de Innistrad representa duas garças estilizadas? (A garça é um símbolo de Avacyn – ver carta Garça Lunar). Eu imaginava que era um garfo torto, uma hidra, sei lá... Parece mesmo a cara de um daqueles passarinhos de origami.

Fonte:  http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_Magic:_The_Gathering_sets

(Nesse link estão explicados todos os símbolos das expansões. O de Shadowmoor é a coroa do Reaper King, caso você não queira clicar no link).

E com essa informação relevantíssima, comecemos 2012.

Daqui pra baixo temos vários spoilers de Dark Ascension. Coisas lidas no site da wizards e no fórum da salvation, em sua maior parte.

Zumbi Nerd

Daí que fizeram mais um lich legal em Mtg – Havengul Lich. Na verdade, como ele tem alto fator de “matabilidade” (nenhuma proteção, morre para Dismember ou incinerar se vier via Heartless Summoning, etc.), ele não é bom o suficiente para entrar no meu conceito de lich (juntar a habilidade do Dralnu, Lich Lord com a imortalidade Phylactery Lich + subtipo lendário daria um lich ideal). Por isso, pra mim, considerar o novo lich um zumbi nerd está de bom tamanho.

Sexta feira treze passada eu tinha escrito um artigo inteiro sobre o lich (era um artigo mesmo, daqueles que citam regras por números, textos do gatherer, etc.). Daí teve uma queda de força... Claro que eu não sou J.C. e não tinha salvo (só J.C. salva... haha...). Eu ia reescrever o troço, mas eu fiquei tão enjoado com o assunto que resolvi dar uma passada por Dark Ascension como um todo.

Para descer o bicho precisa pagar 3UB – sim, é uma carta que custa cinco. A gente dá um desconto pra ela porque os UBs e Espers da vida usam criaturas com custo de mana convertido 6-7.

Resumidamente: No texto do lich está escrito que, quando você ativa a habilidade dele pagando 1, você pode jogar naquele turno uma mágica de criatura alvo de um cemitério – parte preta da carta. Quando você joga a mágica de criatura, o lich copia as habilidades ativadas dela – parte azul da carta (habilidades ativadas são aquelas que têm “alguma coisa:” – custo de mana, símbolo de virar, “sacrifique uma criatura”, etc. antes da habilidade) (não, a criatura não precisa entrar em jogo para o lich copiar as habilidades). Isso serve para, através do Lich, você poder usar a habilidade ativada com virar da criatura reanimada sem ímpeto no turno em que você joga a mágica.

Esse lich até entra num Esper ou UB (se alguém jogar de Esper ou UB...) reaproveitando snapcasters, eventuais criaturas aggro no cemitério do oponente (especialmente no Solar Flare, jogando contra um UW, por exemplo).

O Havengul Lich não é lendário #todos_jogador_de_commander_chora, mas é um Wizard. E ser Wizard sempre faz a turma do Riptide Laboratory olhar para ele...

Onde eu li sobre o Lich (clica que é link):  Liga Magic ; Salvation ; WoTC


Bom é o Sorin, o resto é... porcaria.

Primeiramente, essa seção tem um SPOILER de enredo do tamanho do mundo. Pra dar tempo de quem quiser pular essa seção fazê-lo, um fato sobre Sorin. Ele é um planeswalker e seu nome vem da Argentina. Significa que a pronúncia de seu nome não é “Sôrin”, que nem o jogador de futebol, ele chama “Sóhrin”. (Eu ouvi isso num coverage da Star City Games, não sei se a pronúncia está correta, mas eu achei mais legal assim).

Ok. Spoiler: Sorin criou Avacyn. Sim, ele “fez” um arcanjo. O vô do Sorin criou os vampiros de Innistrad, mas os humanos começaram a morrer depois. Por questões de controle populacional, Sorin criou um arcanjo para proteger os humanos, enquanto o Jace deckava alguma criancinha por aí. Se isso não faz dele um quase Nicol Bolas zoado (o antigo era bom), não sei o que faria. Karn, Bolas e Sorin aparentemente são os caras “tier 1” entre os neo-walkers.

Falando da carta do Sorin: Ele custa 4 no total, o que o torna jogável . Ele tem 3 de lealdade e 3 habilidades.

Com a primeira habilidade (+1), ele coloca uma ficha. Depois de Fateseal/Brainstorm, a coisa mais legal que um planeswalker pode fazer é colocar uma ficha – ainda mais se essa ficha tem lifelink. É uma ficha 1/1 que, se equipada, não faz feio.

Com a segunda habilidade (-2), ele coloca um emblema, dando +1/+0 para todas as suas criaturas. Você pode descer o Sorin, colocar um emblema e ele ainda fica vivo para colocar fichas se o oponente deixar. Não é a estratégia modelo, mas se você estiver com uma mesa carregada com Mirran Crusader + Hero of Bladehold, pode ser mais útil do que uma ficha de vampiro.

Por fim, com a terceira habilidade (-6) – que é uma das habilidades de planeswalker mais monstruosas até agora, na opinião deste que vos escreve - ele destrói até 3 outros planinautas e/ou criaturas e os coloca de volta em jogo sob seu controle.  Sim, você pode usar isso nos seus planeswalkers para resetar seus pontos de lealdade, nas suas criaturas para desencadear habilidades, ou para pegar emprestado planeswalkers e/ou criaturas do oponente.

As cores (BW) são clássicas, o que agrega valor a carta.

Onde eu li sobre o Sorin: WotC


A melhor carta da edição (muito provavelmente)


Thalia, Guardian of Thraben – ou Thalia, Maria la del Barrio.

Pra quem não lembra, Thalía é o nome de uma artista que fez a famosa novela Maria do Bairro, que passou no SBT mais de uma vez. Se o povo chama Stoneforge Mystic de Lady Gaga; Thalia, Guardian of Tharben no meu coração sempre será Maria do Bairro. Não sei a história da personagem (da Wizards, a da Maria do Bairro eu sei), mas na música da abertura da Maria do Bairro temos a seguinte passagem:

“De su barrio querido se fué / Pa' poder comer” (Saiu de seu bairro querido/Pra poder comer).

Eu olho a arte da carta, eu lembro desse trecho da música – tudo a ver com o clima de horror de Innistrad. Só por isso, total melhor carta da edição.

O que ela faz? Bem, ela custa 1W e as mágicas que não são de criaturas custam 1 a mais. Além disso, ela é uma criatura lendária (commander) 2/1 com iniciativa.

A habilidade dela: corta combos de storm (ou pelo menos detona as contas sensivelmente) no modern; ela volta para mão com Karakas no legacy e ela é um humano 2/1 iniciativa que atrasa o day alheio em um turno, boa para passear no main deck do standard. Além disso, ela acaba com a palhaçada do gut-shot-de-graça e faz Dismember custar absurdos dois (hmm... ainda overpowered).

Resumidamente: é uma carta de sideboard contra control que pode ser usada em main deck nos decks aggros sem muito prejuízo (depois você pode trocá-la por um Canonist/Abolisher do sideboard se necessário). Um monstro, que praticamente confina o Storm no legacy (precisava fazer umas contas contra ANT e TES).

As cartas boas que custam dois são muitíssimo melhores do que as cartas boas que custam 3, 4 ou 5, por isso muito provavelmente essa carta vá acabar sendo uma das mais fortes da edição, todos os formatos considerados.

Onde eu li sobre essa carta: Salvation
Abertura de Maria la del Barrio em HD: YouTube (Coloca em 0:13... Até a fumacinha é igual)


Lobisomens

Estou vendo os lobisomens novos e não estou gostando. A impressão que dá é que Mayor of Avabruck, Reckless Waif, Instigator Gang e Kruin Outlaw, junto o lobo incomum que dá bônus para os lobisomens e os mantém transformados (o Immerwolf, de Dark Ascension ) já fazem bem o serviço. Huntmaster of the Fells é bom depois de um day, mas não sei se ele entra bem no deck. Das cartas que estão sendo badaladas, é a que eu acho menos útil. Embora ele cause dois de dano, ele não ajuda tanto assim no beatdown.

Ok, a Chapéuzinho Vermelho e a Vovó são os lobisomens mais legais de todos. (Pensando bem, talvez o Huntmaster of the Fells seja o caçador... É, até que ele é legalzinho).

Eu, pessoalmente, já passei meus lobisomens de Innistrad para frente. Razão: Embora o deck talvez jogue agora ou pós-rotação, você nunca sabe o que vai acontecer no jogo (vira ou não vira). Num o meta com muito control, pode ser que eles joguem (ou nem isso, agora que o povo descobriu gut shot/probe), mas na aggrolândia (standard) fica complicado.

Magic é um jogo que muda a cada partida, nunca dá pra ter certeza absoluta do que  vai acontecer (frases cafonas). O problema com os lobisomens não é a falta de certeza, mas sim a certeza da dúvida (frase não tão cafona, para compensar).


Fichas

Sorin + as cartas brancas que fazem fichas possibilitam tanto um deck de fichas quanto um deck de vampiros + humanos (onde as fichas brancas de humano serviriam para sacrifício). Ainda não vimos tudo, mas acho que as fichas estão mais interessantes em Dark Ascension do que em Innistrad.


Style Points

Curse of Exaustion: 2WW, Aura Curse incomum. O jogador encantado só pode fazer uma mágica por turno. Alternativa budget para parar combos.

Thraben Doomsayer: 1WW, criatura rara. Vira para colocar uma ficha de humano 1/1. Fateful Hour (mecânica conhecida como “é cilada, Bino”): Se você tiver 5 de vida ou menos, suas criaturas tem +2/+2. Go tokens!

Deranged Outcast: criatura rara, 1G para descer. 1G, Sacrifique um humano: coloque 2 marcadores +1/+1 na criatura alvo. Isso é um rogue, o resto é conversa. Colocar marcadores +1/+1 na criatura alvo para evitar que ela volte do inferno com a mecânica Undying também é estiloso.

Crushing Vines: Comum, 2G. Destrói o artefato alvo ou a criatura alvo com voar. Típica carta de side que pode acabar entrando no main deck em alguns lugares onde as pessoas jogam de Delver Blade (“tipo”, no mundo inteiro).

Artful Dodge: Feitiço azul comum, U, Flashback U: a criatura alvo é inbloqueável nesse turno. Boa pro pessoal do Infect.

Call of the Kindred: Aura azul, 3U. No início da manutenção você olha as cinco cartas do topo do seu grimório (só isso já tava bom). Você pode colocar uma criatura que compartinhe um tipo de criatura com a criatura encantada (tipo Delver Flipado e Snapcaster Mage). Coloca o resto no fundo do grimório. É que é aura (= card disvantage se não for rancor/angelic destiny) e custa caro, mas isso depois de um brainstorm da vida... Enfim, a carta azul mais verde que existe.

Curse of Echoes. Curse azul, 4U, rara. Quando o jogador encantado faz um instant/feitiço, os outros jogadores podem copiar a mágica e escolher novos alvos para a cópia. Tomara que ninguém jogue com isso, porque custa 5 e tal... Senão isso vai ser broken num UB da vida, contra um monored da vida.

Curse of Fortunes: Curse preta, 4B, rarar. No início da sua manutenção, você pode procurar uma curse diferente das curses encantando o jogador alvo (senão vira bagunça) para encantá-lo. Isso viabiliza um deck de curses.

Undying Evil: B, Instant comum preta. A criatura alvo ganha Undying até o final do turno. Divertido.

Forge Devil: R, criatura comum, 1/1. Quando ele entra em jogo, dá 1 de dano em você e 1 de dano na criatura alvo.

Hellrider: 2RR, criatura rara, 3/3. Ímpeto. Quando uma criatura que você controla ataca,  Hellrider dá 1 de dano no jogador alvo. Legalzinho.

Mondronen Shaman/Trovolar's Magehunter: 3R, Lobisomem raro vermelho, com aquela história de vira e desvira. Na face noite (o lado legal), toda vez que um oponente faz uma mágica, leva dois na fuça.

Strangleroot Geist: GG, 2/1, Espírito verde incomum. Ímpeto, Undying. Sabe bicho aggro e bom verde, que anda em falta... É esse cara aqui.

Vorapede: 2GGG, Inseto 5/4, Mítica Verde, Vigilância, Trample, Undying. Essa coisa joga animal num UG delver, usando Call of the Kindred num delver transformado e colocando insetos do grimório para o jogo.

Drogskol Reaver: 1UW, espírito incomum, 2/2. Os outros espíritos (as fichas, lembra...) ganham +1/+1 e tem hexproof. Fichas de espírito 2/2 com hexproof carregando espadas, é isso? É.

Grafdigger's Cage: Artefato Raro, 1. Criaturas não podem entrar em jogo do grimório ou cemitério. Jogadores não podem fazer mágicas do grimório ou do cemitério. Isso é devolper no time de design. Galera no legacy olha para esta carta. Adeus, Birthing Pod.

Sem Wasteland, sem Bob, sem Goyf (especula-se a reimpressão dessas cartas num futuro próximo).

Conclusão

Esse é um resumão do spoiler de Dark Ascension (eu gosto de ver o spoiler na salvation, porque tem RSS para por no google reader e a visualização é mais rápida e conveniente – link.) Vale lembrar que:

- Não teremos cartas dupla face em Avacyn Restored (especula-se que na história não vai ter mais noite, ou seja, sem lobisomens flipando no limited). Quem quiser montar deck de lobisomens, aparentemente vai ter que se virar com isso (eu vou é montar um deck de lobos casual...) Como a temática de Avancyn restored não exatamente parece ser benéfica para os vampiros, receio que eles estejam no mesmo balaio (aquele onde só a ficha do Sorin “joga pra caramba” - e eu não esqueci do Stromkirk Noble).

- Aparentemente, as tribos que jogarão serão, não necessariamente nessa ordem: Humanos, Wizards, Insetos (porque o delver é humano wizard/humano inseto) e espíritos. Com o lord dos espíritos que dá hexproof, Honror of the Pure e Intangible Virtue dá pra fazer uma coisa até meio budget (tentarei fazê-lo).

A edição é pequena e não vai ser tão jogada em Limited quanto as outras edições (Avacyn Restored é draftado separado). Isso significa que essa edição é muito parecida com Worldwake no quesito preço. Temos uma carta estilo Stoneforge-rara-que-todo-mundo-quer (Thalia), o artefato raro que todo mundo quer (Grafdigger's Cage) e outra carta estilo Jace (Sorin – embora as cartas citadas de Dark Ascension não sejam tão boas quanto as citadas de Worldwake, muito menos na comparação Sorin/Jace).

Dealers sabem disso e pessoas comprando na pré-venda sabem disso também (tanto que já vi site suspender a pré-venda de Sorin e Havengul Lich em inglês). Esteja atento a esse detalhe antes de comprar ou vender cartas avulsas de Dark Ascension.

Acho que é mais uma edição que vai fazer sucesso: Chapeuzinho Vermelho, Vovozinha e Maria do Bairro na primeira semana! Quem precisa de Jace? Talvez quem sonhe em jogar Standard de control puro novamente (não é o meu caso, logo, isso não foi uma crítica velada à WotC).

O que eu achei da edição. Achei legalzinha... Pro standard, achei pior que Innistrad. As criaturas legais parecem feitas na medida pra levar dismember, muitas cartas que poderiam ser legais custam cinco (e carta que custa cinco costuma virar calço de geladeira na casa de jogador de magic), muitos problemas...

O deck de tokens Sorin + Elspeth promete (tem um artigo batuta no Star City Games, com decklist pra semana que vem e tudo – link). O problema é que não vejo vindo no horizonte alguma coisa atropele delver blade/UW Humans (que é o sonho de muita gente, hoje em dia).

E o deck budget de espíritos? Exemplo:

22 Terrenos (O que você tiver de 4 Seachrome Coast, 4 Glacial Fortress e 2 Moorland Haunt – se você não tiver nada, coloca uns Evolving Wilds pra não dar BO)

4 Drogskool Reaver (DKA)
4 Delver of Secrets (ISD)
4 Gather the Townsfolk (DKA)
4 Moorland Haunt (ISD)
4 Lingering Souls (DKA)

4 Honor of Pure (M12)
4 Intangible Virtue (ISD)
4 Mana Leak (M12)
3 Vapor Snag (NPH)
3 Equipamentos (o melhor que você tiver entre espadas, pike, coisas...)

SB:
Leonin Relic Warden, coisas que destroem artefatos, Dismember, Oblivion Ring, remoção global, aquelas coisas de sempre...

Por fim: Feliz ano novo atrasado aí pra todo mundo!

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

COMPARANDO O LE MAGIC: BRASIL E FRANÇA

COMPARANDO O LE MAGIC: BRASIL E FRANÇA

 André Rangel   "Brock"





O Começo e o Recomeço

Fala galera! Esse é meu primeiro artigo aqui para o Arena Magic então gostaria de começar me apresentando. Meu nome é Brock, mas alguns insistem em me chamar de André, tenho 22 anos e comecei a jogar magic com uns 14 anos, acho que como a maioria aqui jogava cm os amigos da escola, não sabia o que era shield, T2, Legacy. Só sabia que era mana Raio em você, mana Incinerar em você e, finalmente, mana MAIOR CARTA JÁ IMPRESSA:


                                  véééi, 3 manas = 6 de dano, Ball Lightning > Q tudo no Magic

Mas, também como deve ter acontecido com muitos de vocês, o tempo passa, outras coisas vão aparecendo e tomando o tempo que era do magic e a gente acaba deixando o jogo adormecido. Eu disse adormecido, por que a maior verdade que eu conheço é: Não existe ex-jogador de Magic. Então, um dia eu chego na casa do meu grande amigo Fausto, para uma habitual mesa de D&D (Sim, a nerdice nunca adormeceu) e ouço a seguinte frase: ”Cara, baixei Magic Online, Muito louco!”  Foi o estopim, e sob a má influencia de Francisco Ferreira (Vulgo Chico da Meia-noite) o magic recomeçou, conheci um pessoal  MUITO massa que organizava uma tal de Liga Arena e devo admitir que dessa vez sim, eu vi o magic de verdade e gostei muito do que vi e do que joguei!

Só que atualmente, ando meio afastado dessa galera, pois faz seis meses que me mudei para Grenoble, sul da França, onde atualmente estudo engenharia (Já avisei sobre a nerdice) e isso é o que nos leva ao motivo desse artigo:


                          Vocês podiam ter me avisado que era foda entender a matéria aqui né

Brasil X França

O Magic:

Não posso afirmar que o jogo seja mais popular aqui que no Brasil, mas uma coisa eu posso dizer: no Brasil o jogo permanece Underground!

Aqui na faculdade você encontra uma rodinha numa mesa jogando Magic, coisa que eu nunca tinha visto na minha faculdade do Brasil, e acho que dificilmente vou ver, assim como eu vi pessoas com camiseta Gideon Jura, Mirran-Phyrexia e outros desenhos relacionados ao Magic fora de campeonatos de Magic.
Sem mana, sem chocolate O_o,  nem todas são boas...

Eu atribuo essa maior exposição, e possível maior número de jogadores a economia local. Um booster da ultima coleção no Brasil custa 10, 12 reais, aqui a gente paga 3, 3 e 50 euros. Tá certo que se você fizer a conversão o preço não sai tão diferente, mas o ponto é uma criança brasileira tem q pedir deilão para o pai, enquanto aqui o moleque pode juntar umas moedas e ir à loja comprar um, isso estimula a abertura de lojas (aqui na cidade tem 3, está para abrir a quarta), essas lojas são pontos de FNM, isso atrai mais jogadores e a Wizards fica rica o ciclo continua. Mas, como não estou aqui para fazer um protesto contra impostos, passemos ao próximo tópico.


               O segundo pela metade do preço? Não rola isso ai nas singles também não Wizards?

Os formatos e os decks:

Antes de escrever esse artigo fiz algumas perguntas para o pessoal que joga aqui e todos disseram que o formato mais jogado na França, assim como no Brasil, é o T2. Porém o povo parece jogar por que tem que jogar se quiser participar de FNM, e outros eventos Wizardisticos, tanto que a maioria não se importa em jogar com os decks tier 1 do formato.

Tem muito deck rogue, muita lista própria, muito deck tier 1 incompleto, e muito mas muito mesmo deck com cartas que os caras gostam!! A filosofia é mais ou menos assim: “Essa carta é podre, mas eu acho ela legal e tem um cobinho legal com essa outra carta podre... Já sei vou colocar elas no meu T2”. É claro que você encontra os bons decks do formato(que, diga-se de passagem, são vários depois dessa ultima expansão) mas se você vier jogar T2 aqui prepare-se para ver coisas que você nunca achou que ia ver num Contructed.

Outro formato bastante popular aqui é pauper! Tem torneios regularmente de pauper classic e algumas variações como o peasant (pode ter até 5 incomuns nos decks) e até o, pasmem, pauper T2! O peasant eu me lembro de ter pelo menos ouvido falar no Brasil, ao contrário do pauper t2, o que é uma pena porque ambos os formatos são muito divertidos! Um campeonato de pauper T2 é certeza que você vai rir muito, fazer jogadas absurdamente estranhas e tudo isso só juntando os restos daqueles drafts do mês passado!

Continuando a linha de formatos mais casuais o Commander também merece um destaque, tem sempre alguém jogando/procurando cartas para montar seu deck. Acho que em todo lugar a tendência é a mesma o formato é muito divertido e permite uma infinidade de decks, só pode ser bom!

Mas caras têm paixão mesmo é pelo legacy! Quase todos os jogadores têm um deck no mínimo decente e toda tarde que você vai à loja que eu freqüento ta rolando legacy em pelo menos uma mesa.

Lembro da primeira vez que eu fui lá, tinha dois caras jogando e um molequinho, que devia ter uns 13 anos, esperando com seu deck na mão. Perguntei: -- Posso ver? As três primeiras cartas que eu vi no deck do moleque eram:

 
                                   Mano? Véii? Vc nunca ouviu falar de Ball Lightning não?

 Sobre o Modern eu não posso falar, quando eu saí do Brasil o formato estava se estabelecendo e aqui ele simplesmente não existe, nuca vi ninguém jogando e nem mesmo falando do formato.
Os jogadores

O perfil dos jogadores não muda muito em relação ao Brasil. A maioria é nerd (não neguem), homem, o que faz as namoradas (Não é pq a gente é nerd que não tem namorada )acharem que FNM é uma invenção de Deus para combater arma demoníaca chamada Futebolzinho com os amigos, ou seu equivalente Frances: happyhour no pub.

Na faixa etária vai desde a criançada até o pessoal mais velho, com exceção que aqui talvez o mais velho seja um pouco mais velho mesmo. Enquanto no Brasil a faixa etária dos jogadores mais velhos é a idade do Aloyr 30-40 anos, aqui já joguei partidas contra adversários de cabelos brancos!

A diferença mais gritante que eu pude notar é o nível de competitividade dos jogadores. Não sei se o pessoal do Brasil com quem eu jogava é q era mais focado em competição, mas o povo aqui me parece mais descontraído. “Putz, errei aqui... Não tem problema, pode voltar a land p mão” ou coisas parecidas são bem mais comuns de se ouvir aqui do que eu me lembro do Brasil.

Resumindo

Para concluir moçada só posso dizer que apesar de todas as diferenças apontadas o principal no jogo se mantém: A diversão de jogar cartas e camaradagem entre os jogadores! Não importa se você não lembra como se fala tal palavra, se você não entendeu a piada, ou tem uma que ninguém vai entender, quando você baixa a primeira land o gelo foi quebrado!

Tenho aula de segunda a sexta em período integral e jogo FNM durante 4 horas e posso garantir que fiz muitos mais amigos e converso muito mais com os jogadores do que qualquer um na minha sala.
Fico contente em poder dizer que o nosso hobby tem esse efeito e fica a dica quando vierem para essas bandas é só me dar um toque que falta de Magic vocês não passam =D

quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Willy Edel o homem que virou carta



 
Depois de três meses de reflexão e muitos debates com Fernanda, sua mulher, Willy Edel decidiu reunir a família para comunicar a novidade não muito palatável. Aos 27 anos, filho dos sonhos de nove entre dez famílias, ele vinha sendo promovido rapidamente na Shell e conciliava o emprego com dois mestrados concomitantes, em estatística e em engenharia de produção. Achou melhor ser direto: "Pai, mãe: recebi uma proposta de patrocínio para ser jogador profissional de Magic e vou aceitar."

O pai, que já comemorara bodas de prata como funcionário da Petrobras, temeu pelo pior e perguntou o que isso queria dizer. "Só que eu vou trancar as faculdades e pedir demissão", ouviu. Para os desinformados, Magic é um jogo de cartas, e o pai tinha culpa nesse cartório. Durante a adolescência do filho, recompensara a aplicação nos estudos com pacotinhos de Magic comprados com regularidade em bancas de jornal.

Antes que o homem começasse a amaldiçoar em voz alta o fiasco do seu programa de incentivos, Willy se apressou em informar: "Eles me garantem o mesmo salário e bancam todos os gastos nos campeonatos, além do dinheiro dos prêmios." A conta era promissora. Mesmo dando duro na Shell, Willy conseguira participar de alguns campeonatos internacionais e, nos seis meses anteriores, acumulara o equivalente a quatro anos de trabalho. "E é só por um tempo, depois ele volta fácil pro mercado de trabalho", explicou Fernanda, pondo panos quentes.

O jogo Magic - The Gathering foi criado em 1993 por um professor de matemática americano, Richard Garfield. Cada jogador começa com vinte pontos de vida e persegue o objetivo de destruir o adversário retirando-lhe os pontos e a vida. Isso é o básico. O resto tem mais subenredos do que Guerra e Paz. Os elementos do jogo parecem saídos de Avatar via Paulo Coelho. Jogadores são entidades de "pura energia", "andarilhos" nos vários planos da vida. Fala-se em feiticeiros, vampiros e cabala.  É esoterismo para Castañeda nenhum botar defeito.

O gênio de Garfield foi ter criado um baralho com cerca de 10 mil cartas - até a última contagem, pois elas continuam a ser inventadas -, todas com o poder de deixar salivando qualquer adolescente curtido em videogames. O apreciador seleciona sessenta cartas com as quais enfrentará o inimigo. Nelas haverá criaturas como o Dragão Vulcânico ou o Guerreiro Ogro e lugares como a Catacumba Submersa ou o Castelo de Gárgula, a par de encantamentos com nomes vagamente científicos, como Linha de Força da Singularidade, ou mais prosaicos, como Manto Mofado, um castigo que não soa particularmente ameaçador, salvo para o eventual adolescente que sofra de coriza.

São 6 milhões de jogadores espalhados por mais de setenta países, e Willy é um dos mais bem-sucedidos. Ele se diz um competidor contumaz: "Quando fui prestar vestibular, além de estatística, que era o que eu realmente queria, prestei também para direito, só para competir com a minha namorada na época. Eu passei e ela não. O namoro acabou ali." O Magic era apenas mais uma das arenas em que se punha à prova. Durante férias na Shell, soube que fora convidado para um mundial nos Estados Unidos. Conquistou o segundo lugar. Na volta, decidiu parcelar o resto das férias para participar dos mundiais seguintes. Seu chefe topou.

Foi um pulo até a glória. Quando viu, estava autografando cartas em lojas dos Estados Unidos. Como as finais são transmitidas pela espn, seu rosto já era conhecido dos aficionados. Na volta de um campeonato em Kobe, no Japão, uma comissária de bordo veio avisar que um passageiro pré-adolescente queria tirar uma foto com ele. Para um segmento particular da população, ser Willy começava a ser mais bacana do que ser Ben Stiller. A empresa proprietária do jogo estava atenta.

Willy não fez feio. Em pouco tempo, alcançou o píncaro mais elevado a que um jogador de Magic pode aspirar: tornou-se uma carta. Não tem função estratégica, é apenas comemorativa, mas ali está ele, sorrindo timidamente para o mundo. É como se homenageassem Warren Buffett estampando seu rosto no tabuleiro do Monopoly (aliás, do mesmo fabricante do Magic, a gigante Hasbro).



Willy ganhou o suficiente para comprar uma casa e um carro. Nas suas andanças pelo mundo, acumulou cerca de 200 mil milhas aéreas, mais ou menos a distância entre o Rio Comprido, onde mora, no Rio de Janeiro, e a lua. Fernanda, que nem sempre podia acompanhá-lo, começou a achar menos graça na história.

Era hora de aproveitar a fama para sair no topo. Não renovou o contrato de patrocínio, abriu uma consultoria de jogos e uma loja on-line de cartas de Magic e hoje vive confortavelmente dos seus negócios. Ainda se permite a média saudável de 30 horas de Magic on-line por semana, durante as quais divide em quatro telas o seu monitor de 27 polegadas, para se distrair com quatro jogos simultâneos.

Willy está com 30 anos. Seu plano é se aposentar aos 35, objetivo mais comum do que se imagina nesse métier. "O sonho de vários amigos meus que vivem de jogos como Magic e pôquer é parar antes dos 40." Parar e aí, finalmente, ter tempo de jogar só pela beleza do jogo.


Matéria cedida por Willy Edel
Link: http://revistapiaui.estadao.com.br/edicao_42/artigo_1269/O_homem_que_virou_carta.aspx


sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

A História de Santo Traft


Santo Traft


 
                      


        Traduzido por Murilo "Tiriricka"


                   

                                                                                                                                                                                          

Na obscura província de Stensia, vivia um homem chamado Traft, e as criatuas da noite o temiam.
Traft era um jovem sacerdote da Igreja de Avacyn. Forte e valente, ele venceu todos os tipos de criaturas do mal, especializando-se na luta contra demônios ao longo da Ashmouth (um poço sulfuroso que leva para dentro das entranhas do mundo). As proezas de Traft com sua espada e sua habilidade com a magia de destruição do mal, era conhecida e tão renomada, de fato, que os próprios anjos o honravam. Próprias fileiras de guerreiro serafins Avacyn confiavam a Traft,  habilidades na batalha, e lutaram ao seu lado, contra almas demoníacas faminhtas.
           Juntos, os anjos Avacyn e Traft caçaram o mal ao longo da Ashmouth, após matar demônio por demônio. Com suas façanhas, Traft tornou-se famoso, e ele se tornou reconhecido como um “santo” antes de seu quadragésimo ano. Mas como Santo Traft veio para aprender, demônios em Innistrad não ficam longe por muito tempo. Matava um demônio, e ele retornaria para o mundo de outra forma em suma ordem geralmente com um rancor. Quando Santo Traft matava um demônio, o mana preto vinculado ao demonio, dissiparia e a segurança seria restaurada para as aldeias vizinhas por um tempo. Mas o mana preto ressurgia de novo em algum canto do mundo sem sol, e outro demônio nasceria. Alquimistas e teólogos da Innistrad se perguntam se a energia demoníaca seria constante, eterno e imutável, capaz de mudar as formas, mas nunca crescente ou minguante.
Então, onde está Santo Traft agora? Desde que Avacyn desapareceu, e uma vez que boa parte de seu exército angélical desapareceu junto com ela, o mundo da Innistrad poderia usar o talento de um caçador de vampiros e assassino demônios.


O Falecimento de Traft

            Traft o matador de demônios, comemorou,  havia se tornado uma pedra no sapato do Rei dos Demônios. Embora o ato de ser destruído não fosse um obstáculo permanente para os demônios, os assassinatos repetidos de Traft , frustraram seus planos de corruptos lacaios humanos; recolher almas eternas, e alimentar a sua sede de poder. Então, como os demônios fazem, tramaram uma armadilha, a sua vingança estava próxima.
            Uma noite, Santo Traft voltou para sua pequena casa na aldeia humana de Shadowgrange em Stensia. A primeira coisa que notou foi que um anjo de Avacyn estava empoleirado no telhado de sua casinha, sua espada desembainhada como se estivesse pronto para saltar no ar e lutar. Anjos, muitas vezes o acompanharam para a batalha das forças infernais, mas nenhum nunca tinha visitado sua casa. As alas trancas  de sua porta haviam sido riscadas e neutralizadas, e a porta estava entreaberta. O bloqueio havia sido rasgado sem a trava.
            O anjo não falava, mas sua preocupação era clara. Ela estava pronta para caçar o que havia violado sua casa de campo. Traft tocou o símbolo do colar de prata que pendia em seu pescoço e cumprimentou o anjo com um aceno de cabeça. Então ele entrou, e fez uma descoberta horrível.
            Espalhados por sua mesa pequena na cozinha, havia um mapa de Stensia. Um punhal demoníaco serrilhado, havia sido preso no lado direito da mesa, através do mapa, esfaqueando na montanha famosa, passagem conhecida como Nedle´s Eye. Letras de sangue, rodeadas ao redor do punhal, soletrando uma mensagem:

VENHA   .   SEM ANJOS   .   OU LHE ENVIAREMOS  .  O RESTO DELA

            Descansando junto das palavras, havia um dedo de uma menina.
Traft nunca havia tirado sua bainha de seu cinto. Ele se virou e saiu, fechando a porta atrás dele com cuidado, preparando seu cavalo para ir para Nedle´s Eye imediatamente. Mas havia a questão do anjo.
            Um santo raramente se engana. Mas Santo Traft sabia que ele deveria escolher o mal menor,  mentindo para o anjo, a fim de evitar a morte de uma criança. A escolha obscura também significava que ele sabia que o trabalho deveria ser um demônio.
            Ele olhou para o anjo guerreiro em seu telhado. "Não é nada", disse para o anjo. "Eu vou lidar com isso."
            Ele pegou seu cavalo e afastou-se, não sabendo se a sua mensagem era clara.
            O anjo tinha percebido a mentira, mas ela também sentiu a urgência na voz de Traft e confiava nal habilidade do santo na batalha. Ela fez como ele desejava, e não o seguiu.
            Needle's Eye, era um caminho unicamente usado em casos de emergências. Foi assediado por geists vingativos e vampiros sedentos por sangue, e Traft estava sozinho, sem seu assistente angelical. Santo Traft usou magia Avacyniana para se proteger de uma nuvem de morcegos esqueléticos, e teve que sacrificar o seu cavalo para escapar de um vampiro frenético, enlouquecido por sede de sangue. Mas ele fez o seu caminho para o ponto mais alto: a Crista de Nedle´s Eye.
            Ele viu um grupo de cultistas com vestes, seus capuzes puxados para cima em seus rostos. Dançavam em círculo, em torno de uma jovem possuída. A menina estava faltando o dedo indicador esquerdo, e seus olhos tinha rolado na parte traseira de sua cabeça. Com um gesto floreado, o cultista envoltou-a no mesmo tipo de roupa que o resto do cultists usava, e lançou um sorriso fulminante para Traft. Antes que Santo Traft pudesse agir, o sacerdote cultista tirou de sua luva de uma adaga esculpida feita de osso.
 
"Se você chamar seus anjos, ela morre", disse o cultista.

            Em seguida, o cultista chefe proferiu uma série de sílabas e lançou um feitiço. Um nevoeiro negro, cinza salpicado jorrou da terra, cobrindo a passagem da montanha na escuridão malévola. O tremor, cambaleando cultistas e sua vítima desapareceram na escuridão, deixando Traft cego. De dentro da nuvem veio uma voz sobrenatural, uma risada estrondosa que soou como o estrondo ecoando de um poço infinito.
            Isto é, se Traft tivesse convocado o anfitrião de Avacyn,  vôos dos anjos, confiando a sua chamada, teria surgido a partir das nuvens e varreriam a montanha com a santa luz , purgando os monstros.
            Mas São Traft não estava disposto a colocar em risco a vida da criança. Ele nem sequer proferiu um feitiço, temendo que ao invocar a protecção de Avacyn, correria o risco de trazer a atenção de um vôo angélical. Ele simplesmente sacou a espada e avançou, lembrando de onde a criança estava em transe e onde os cultistas dançavam.
            Dentro do nevoeiro escuro, a lâmina de Traft encontrou cultista após cultista. Cada um gritou com uma gargalhada sinistra, seus corpos caindo no chão, um por um. Finalmente, ele matou o que ele acreditava ser o cultista chefe, colocando sua espada através do coração do homem e deixando-o cair no chão, e o nevoeiro dissipou.
            Para seu grande alívio, a menina permaneceu. Os cultistas tinha colocado um feitiço sobre ela para fazer sua dança, tornando-a indistinguível dos membros da seita na escuridão, mas ele não havia tocado nela. Os corpos dos mortos cultistas sangravam no chão.

            Mas, para o horror de Traft, sua mão não segurava sua espada, mas o punhal de osso do cultista chefe e agora ele estava coberto de sangue de muitos sacrifícios. Ele começou a ouvir o riso ecoando novamente, crescendo de baixo para cima dele como um trovão infernal.
            Traído e aliciado à fazer uma oferenda a um demônio mais uma vez.
            Traft deixou cair o punhal no chão, e o chão começou a rachar naquele ponto, dividindo-o como tecidos de má qualidade. A adaga de osso do cultista desapareceu na rachadura, engolido pela terra.
            Santo Traft correu para desprender a criança. Ele pediu ajuda à Avacyn para dissipar o feitiço que tinham lançado sobre ela, e ela voltou, meio grogue como se despertasse de um sonho.

"O que está acontecendo?" ela disse.

"", disse ele. "Corra, criança. Corra pra casa."

Como a menina correu para o caminho em direção à aldeia, encontrou a espada de Traft escondida nas roupas do cultista chfe. Ele virou-se para enfrentar a rachadura na terra. Como chifres e asas espalhado de um grande demônio subiu do chão, Santo Traft finalmente disse sua oração retida, invocando a ajuda dos anjos de Avacyn.
            Um anjo chegou, o mesmo que tinha pousado em cima de sua casa. Mas era tarde demais. O demônio Withengar destruiu o santo vivo, o famoso assassino de demonios. Com a ajuda de mais atendentes angélicos, o anjo empurrou Withengar,  o demon-lord, desencadeando sua fúria e o destruiu por um tempo. Mas Santo Traft não existia mais, e Withengar, desvinculado da antiga magia, começou a atormentar o mundo mais uma vez.
            O anjo foi consumido por tristeza e arrependimento, e o espirito de Traft queimou com inquietação, por ter jogado no esquema de um demônio. Depois Traft foi enterrado, ele nunca passou para o sono abençoado, e em vez disso se tornou um geist a assombrar o mundo.
            O Geist de Santo Traft ainda aparece em torno Innistrad, particularmente em torno Stensia e perto da Ashmouth, o portão infernal não muito longe Nedle´s Eye. Pode-se visitar um Santuário de Traft em Thraben, que ocasionalmente recebem ajuda na forma de profecias e presságios.
            Geist de Santo Traft ainda atinge criaturas demoníacas e outras criaturas da noite, olhando pelos bravos e zelosos assim como ele fez na vida. Embora como um geist ele não possui a mesma habilidade que ele tinha em vida santa, se diz que onde quer que sua aparição aparece, um anjo nao fica para trás, sempre olhando por ele e sempre combinando todos seus movimentos com ele próprio.

Fonte: http://www.wizards.com/Magic/Magazine/Article.aspx?x=mtg/daily/stf/175