quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Report Campeão Liga Arena 2º semestre


1ª Parte:

Bom, galera esse é meu primeiro report então provavelmente não deve ficar muito bom, mas tenho certeza de que, se eu colocar um pouco de mim nesse texto, ele vai acabar ficando bem gostoso (ou, melhor, sexy).

Primeiro, pra galera que não sabe exatamente como funciona a Liga Arena, vamos a uma explicação: Durante todo o semestre, vários campeonatos são disputados em algumas cidades daqui da região (se não me falha a memória, as cidades são: Taubaté, Jacareí, Aparecida, Guaratinguetá e, a melhor de todas, Lorena) onde, para cada inscrito no campeonato são cobrados 5 reais extra, que são destinados à premiação final da Liga. Cada campeonato também oferece uma certa quantidade de pontos de acordo com a colocação do jogador e quantidade de players jogando. Para se classificar para a final eram necessários 15 pontos, mas o jogador que estivesse em primeiro ganharia, além da vaga, 18 boosters de Scars of Mirrodin e o segundo colocado, um playmat. A final é disputada no fim do semestre entre os jogadores que conseguiram os pontos necessários, no formato t2 com corte para top 8, sendo o top 8 um draft da edição mais nova. Todo o dinheiro arrecadado durante o semestre mais a inscrição para se jogar a final vai para a premiação do pessoal do top 8 (R$2.000,00).

Então, agora um pouco de história, vou contar como eu me classifiquei! O semestre começou beeeeem parado para mim, com relação à magic. O primeiro semestre desse ano foi uma tristeza, joguei campeonatos até março apenas e depois a final (onde perdi pra tudo quanto é deck, apesar de jogar com um caw-blade completíssimo emprestado pelo Anselmo um dia antes do champ. Para vocês terem uma ideia, perdi até para o Rato que estava usando um deck tosco de artefatos, onde ele usava várias criaturas toscas e sem poder e um encantamento horroroso que aumentava o poder delas...). Não que eu estivesse desanimado com o magic, mas estava totalmente sem dinheiro e não pude acompanhar Mirrodin Besieged ou jogar os champs. Porém, eis que no começo do semestre eu finalmente consigo um estágio! Finalmente posso voltar a comprar cartas brilhantes! Comecei a pensar do que eu jogaria e a ideia de jogar com um deck monored sem raio e sem guia goblin pareceu ser a boa então comecei a montar um Big Red! Um deck horroroso que não tem sequer um 1 drop um... E que usa Myr de Ferro, para vocês terem uma ideia... Porém era ligeiramente funcional e me garantiu algumas terceiras colocações e tal... Mas a boa mesmo era jogar  pauper, modern e, principalmente, legacy! Fui conseguindo alguns pontos aqui e ali até os 15 pontos necessários para me classificar, mas como o que eu realmente gosto de fazer é jogar, continuei jogando normalmente os campeonatos, apesar de já estar classificado. Mas o Ricardo, sábio que é, viu que algumas pessoas, após conseguirem os disputados 15 pontos paravam de jogar os campeonatos e resolveu dar a premiação extra para quem conseguisse o primeiro lugar no final dos classificatórios. Até ai tudo bem, eu estava tranquilo na liderança, quase uma dezena de pontos na frente do segundo, afinal não tinha parado de jogar campeonato algum. Foi ai que o Júlio resolveu que ia tirar minha meia box! (insira mentalmente o meme “agora essa porra ficou séria”). Então a disputa começou, todo campeonato que havia nós dois estávamos disputando, independentemente de onde ou formato, nem que fosse apenas para conseguir a pontuação mínima (a boa era ir pra Tté e perder pra monowhite!). Campeonatos foram e vieram e a disputa estava bem acirrada, até que chegou a penúltima semana. O Júlio estava 3 pontos na minha frente e o campeonato era t2, depois disso só haveriam mais dois campeonatos, um draft e outro t2. Como o pessoal que joga com a gente sabe, é assim q funciona: Eu jogo Legacy (meu formato favorito), pauper (meu formato favorito), draft de cartas raras (meu formato favorito) e até draft de RoE usando Vanguard e planechase (que, pq não dizer, é meu formato favorito!) e o Júlio joga t2 e pauper. Aliás, o Júlio estava invicto com seu novo deck t2 (grixis control). Então eu parei pra pensar do que eu iria jogar, afinal, eu precisava ganhar de qualquer maneira. Na semana anterior, indo para Taubaté jogar o modern o rato tinha me falado sobre o tempered steel, um deck horrível, onde vc usava várias criaturas horrendas, uma antífona gloriosa restritiva, uma remoção que estava mais para Gira do que para Path to Exile e nem sequer podia usar chapeamento craniano... Então, como na hora eu estava sob o efeito inebriante de boosters recém abertos, pensei “Um deck que perde pra desmistificar só pode ser a boa!” E na semana seguinte lá estava eu jogando de tempered steel! Primeiro jogo deu pra sentir que o deck podia ser interessante, 2x1 contra um monoblack infect. Segundo jogo, outro 2x1, dessa vez no “mirror” (pq na verdade eu tava jogando de monowhite Steel e o Rato, de RW Steel), e foi bom lembrar de como é ficar com 1 de vida e virar o jogo em uns 5 turnos, sabendo que seu oponente pode comprar um “raio que da 4 de dano” a qualquer momento. Terceira rodada, peguei um uW Winnie onde eu fiz 2x0. Quarta rodada, eu e o Júlio, quem ganhasse levava o champ. Resolvemos dar ID, assim garantiríamos primeiro e segundo lugar. Fiquei em primeiro por Stands e passei ele na classificação, por um ponto. Na semana seguinte teríamos um draft no sábado e um t2 no domingo, tudo que eu precisava era ficar na frente do Júlio nos dois champs... mais fácil falar do que fazer. Draft de novo, ambos ganhamos todas nossas partidas de 2x0 e nos enfrentamos no último jogo. Montei um BW com várias criaturas pequenas e sacrificáveis, Unruly Mob, Careta Esquelética, 2 Unburial Rites e Queridos Defuntos. O Júlio jogava de UW, com vários flyers, remoções e bixos chatos. Primeiro jogo perdi após uma partida bem disputada e o segundo eu perdi de novo após cometer um erro grosseiro... E o Júlio me passou novamente... No dia seguinte ia rolar o t2 e seria minha última chance de conseguir o primeiro lugar. Montei meu side inteiro esperando o jogo contra o Júlio. Tinha mudado o deck, optei pela versão rW do Rato que me pareceu melhor e coloquei algumas techs esperando enfrentar o Júlio. 12 cartas do meu sideboard eram para enfrentar o deck dele! Começou o champ e eu joguei contra o Zé de uW Winnie. Perdi o primeiro game, ganhei o segundo por muito pouco e foi nessa hora que comecei a duvidar do deck... Afinal, ele estava bom para enfrentar o Júlio, mas não o resto do ambiente... e de nada adiantaria ter feito tudo isso se eu nem sequer tivesse a chance de jogar contra ele. Mas Urza estava do meu lado e o Zé muligou a 5 no terceiro game e eu consegui a vitória! O segundo jogo foi contra o Rato e foi bem tranquilo, eu comprei tudo e ele nada, o que me garantiu um 2x0 (a verdade é q, ao invés de treinar jogadas e tal, eu treino embaralhar o deck do oponente, afinal, não importa quão mal eu jogue, se meu oponente não comprar terrenos e não estiver com algum deck que não seja magic de verdade (sim, estou falando de vc, dredge) eleerde, simples assim). E então chegou a hora da verdade, a final seria eu x Júlio! Fomos pro primeiro game, ganhei com alguma folga, afinal, as vezes o deck se comporta como um affinity e simplesmente não existe nada que se possa ser feito contra...(a verdade é q o Júlio não comprou nenhum dos 3 Slagstorm do deck). Fomos pro segundo game e coloquei pra dentro todo o meu side, apenas para ser fumado sem dó por uma Olivia. Foi então que eu me lembrei sobre algo que eu tinha lida muito tempo atrás, na época do affinity no extinto t4: é um saco sidear com um deck altamente sinérgico, pois vc tem um monte de cartas ruins que interagem bem, se vc troca algumas dessas cartas vc pode até conseguir uma maneira de lidar com um problema em especial, mas dai seu deck passa a ser um amontoado de cartas ruins que consegue sair de uma situação em especial. Como o Grixis control não tem apenas uma carta que te atrapalha, mas sim umas 10 (o resto é draw, land e Sorin’s Vengeance) vc não pode mudar o funcionamento do seu deck, vc tem é q mudar o plano de jogo. O certo seria usar o deck de modo normal, tirando as remoções e colocando Shrine branca no lugar e torcer para que seu oponente não compre nenhum Ancient Grudge. Então pensei comigo, o Júlio é esperto, ele vai mulligar atrás do Grudge ou vai keepar apenas uma mão que o permita encontrar a mágica, então o que eu fiz? O que eu faço melhor, embaralhei o deck dele! Resultado, ele comprou todos os Grudges mas nenhuma fonte de mana vermelha, apesar de usar 16 terrenos que geram vermelho no deck e ter dado 10 draws! Consegui, a box era minha!

E esse foi o report da classificação, dia 27/12 o report do torneio em si pq esse já ta gigantesco.



2 comentários:

  1. Pois de que adianta treinar jogadas e comprar cartas caras, se tudo que precisamos é "embaralhar o deck do oponente!"
    kkkkkkkkkkkkkkkkkkk

    Pqp hein Lellis! iaheiawhieh Parabens mano!!

    Abraços

    ResponderExcluir
  2. Como você tem a pachorra de somente mencionar "optei pela versão do Rato por achar ser a melhor"... A idéia das 15 criaturas... O side... O splash R... Afff... E você ainda se auto-intitula o escandalosamente sexy???

    Cara... Parabéns... Você mereceu e provou para todos que MTg vem de berço e que você pode ter pilotado a vida inteira um Surubão ,que você não pode utilizar um agro explosivo... Você pilotou muito bem o deck, e arrasou no draft ganhando de jogadores que treinaram e tinham muito mais experiência no formato... O negócio agora é voltar as atenções para o Legalis e arrasar no Opem da Kinoene...

    ResponderExcluir