terça-feira, 21 de junho de 2011

Kamahl






 Traduzido por Chico





Kamahl



Kamahl era um poderoso bárbaro das Montanhas Párdicas, em Otaria. Irmão de Jeska e pupilo de Balthor. Ele partiu de seu lar nas montanhas rumo à Cidade da Cabala, em busca de fama e riquezas, lutando nas arenas. Suas técnicas eram uma mescla de combate corpo a corpo bárbaro e magia vermelha, que eram combinadas por meio de seu tão prezado pertence: uma enorme espada montante, que se dizia ter sido forjada a partir do cajado do Planeswalker Urza.
A Odisséia de Kamahl
Pouco se sabe sobre a infância de Kamahl. Apenas que seu avô era o lendário lavamante Matoc; e que certa vez o garoto teria tentado domesticar uma besta ígnea. A criatura queimou todo seu cabelo, que nunca mais cresceu novamente.
Na Cidade da Cabala, a princípio, Kamahl fora zombado pelos abastados moradores, por causa de sua aparência maltrapilha e origens bárbaras. No entanto, através de uma impressionante demonstração de seus poderes mágicos, ele conseguiu um patrocínio, podendo assim disputar nos ringues. A primeira vez que Kamahl viu Mirari foi quando lhe mostraram o prêmio dos combatentes, e ali nasceu sua obsessão por consegui-lo. Seu talento se tornava claro conforme ele saía vitorioso de inúmeras lutas, nas quais ele criou vínculos de amizade com outros dois combatentes: o centauro druida Seton; e Chainer, o conjurador da demência da Cabala.
Kamahl logo se tornou um dos favoritos do público, conseguindo assim acumular uma pequena fortuna com as apostas. No entanto, após o ataque à Cabal City por um dragão krosano, a vida de Kamahl tomou um rumo dramático. Ele auxiliou na defesa da cidade, liquidando o enorme réptil. Por outro lado, agridoce foi sua vitória, uma vez que Kamahl se encontrou sob a carcaça da criatura abatida, e assim que conseguiu se libertar descobrira que seu feito (assim como a merecida recompensa) foi creditada ao arrogante guerreiro aviano Tenente Kirtar. Como insulto final, o prêmio escolhido por Kirtar foi o Mirari, cuja poderosa mágica, desejada pelo bárbaro, alimentava seu – já intenso – ressentimento e inveja. Kamahl então iniciou sua jornada para reivindicar o artefato.
Kritar retornou à cidadela da Ordem enquanto se utilizava dos poderes do Mirari para obter controle sobre o aparato, transigindo os ideais da Ordem – destruir objetos mágicos perigosos. Kamahl o perseguiu fervorosamente e se infiltrou na fortaleza, mas não foi capaz de se apoderar do Mirari antes que Kirtar pudesse utilizá-lo para conjurar um feitiço devastador, o qual cristalizou a maior parte da fortaleza, incluindo a capitã Pianna e o Próprio Kritar. Kamahl por pouco escapou da mágica com vida, enquanto o Mirari caiu nas mãos de um outro perseguidor: Embaixador Laquatus, que se tornou igualmente obcecado pelo artefato, mas teve de entregá-lo para um de seus lacaios.
Os serviçais do embaixador encaminharam o artefato de volta para o Empério Mer. A busca de Kamahl, entretanto, terminou na cidade portuária de Baía Breaker, o mais próximo que ele poderia chegar do Império. Durante seu tempo na cidade o bárbaro se inscreveu nos ringues locais, mas não se surpreendeu com o nível das competições. Em meio aos combates Kamahl conheceu um trio de jovens que se impressionaram com suas técnicas de luta, e pediram para serem treinados. Khamal aceitou, permanecendo em Baía Breaker até que o Imperador Aboshan usou o Mirari, causando um tsunami que devastou o norte de Otaria.
O Mirari foi levado de volta à Cabala por Braids (que estava catalogando artefatos para o Império), então Kamahl se dirigiu novamente para a Cidade da Cabala para mais uma vez competir pelo orbe. Lá, se deu o reencontro com seu velho amigo Chainer, cujas habilidades como conjurador da demência aumentaram consideravelmente. Ambos se uniram em uma parceria de sucesso, a qual quebrou o recorde de maior número de vitórias consecutivas, porém eles romperam quando o Patriarca da Cabala insistiu para que eles entregassem sua próxima disputa. Kamahl se recusou, pois queria ganhar ou perder os combates por seus próprios méritos, ao invés de se submeter aos caprichos dos articuladores de pré-resultados. No entanto, Khamal e Chainer continuaram amigos; tanto que o bárbaro aceitou sem hesitar o convite do conjurador para acompanhá-lo em seu ritual shikar.
O ritual teve início assim que Kamahl e Chainer puderam rastrear e capturar novas criaturas para que Chainer pudesse invocar em combate. Nesta ocasião, a dupla foi emboscada por um druida e diversos animais selvagens, cuja intenção era dar um fim à caçada. Kamahl e Chainer venceram o combate, no entanto, mais tarde, o bárbaro foi tomado por um grande sentimento de culpa: a chacina descontrolada de animais apenas para alimentar as necessidades dos ringues era exatamente o que o outro velho amigo de Kamahl – Seton – tentara erradicar. Felizmente, Chainer considerou que o ritual estava completo, evitando que Kamahl fosse forçado a abandoná-lo na floresta.
Assim que retornaram a Cidade da Cabala, encontraram-na sob o ataque da Ordem. Chainer e Kamahl entraram na batalha, na qual o bárbaro foi seriamente ferido por um justicar da Ordem. Quando Kamahl retomou a consciência, se encontrou em um hospital da Cabala, com pele de cobra enxertada sobre seus ferimentos. Pele essa que o próprio Chainer criou a partir do uso do Mirari. Kamahl ficou horrorizado em perceber como tal procedimento ia contra seus princípios. A fim de se purificar das substâncias artificiais, Kamahl ateou fogo em sua pele e deixou o hospital, instalando-se em uma pensão barata para se recuperar naturalmente. Inevitavelmente Kamahl entrou em conflito com seu amigo assim que a maldição do Mirari levara Chainer à loucura, o que ocasionou a conjuração uma horda de horrores da demência. Kamahl não estava impelido a matar Chainer; pelo contrário, tentava conversar com ele nos instantes de sobriedade, antes que fosse tarde demais. Infelizmente, Kamahl não foi bem sucedido, e o poder do Mirari se apoderou do conjurador da demência, deformando seu corpo até que se tornasse uma horrenda massa de bestas da demência. Assim que Chainer faleceu, ele entregou o Mirari a Kamahl, que então tomou posse do artefato, acoplando-o à empunhadura de sua espada, com a intenção de manter o perigoso aparato em boas mãos.
Kamahl e o Mirari
Kamahl retornou para seu antigo lar, nas Montanhas Párdicas, onde se encontrou novamente com Jeska e Balthor. Inicialmente ele se satisfazia simplesmente por ter sido recebido em sua casa coberto de glórias, mas inevitavelmente o Mirari dominou sua mente. Ele se tornou cada vez mais agressivo e imprevisível (mesmo para um bárbaro), tentando estabelecer uma ditadura na qual ele tomaria o controle de todas as tribos. Jeska e Balthor tentaram elucidar Kamahl, mas por fim foram obrigados a se opor a ele assim que os bárbaros se dividiram em facções, e se preparavam para a guerra.
Os aliados e inimigos de Kamahl se enfrentaram em uma batalha lacinante, a qual encontrou seu fim com um rancoroso Kamahl empalando Jeska com sua espada-Mirari, deixando-a próxima da morte, com uma queimadura incurável na região do tórax, que aos poucos a consumia. Imerso em pensamentos racionais, abalado por causa de suas atitudes, Kamahl reconheceu a sombria influência que o Mirari estaria exercendo sobre ele, e decidiu se desfazer do artefato pelo seu próprio bem. Kamahl ouviu o chamado da Floresta Krosana, e então resolveu viajar até lá na esperança de socorrer Jeska e dar um fim no Mirari. Acompanhou-o em sua jornada um preocupado Balthor, além de ter sido perseguido por seu antigo rival, Laquatus.

Redenção em Krosa
Ao chegarem à fronteira da Floresta Krosana, Kamahl e Balthor foram atacados por Laquatus, junto a uma insegura aliança entre tropas da Ordem e da Cabala, ambas acusando Kamahl da destruição de suas bases. Balthor optou por se sacrificar a fim de permitir que Kamahl fugisse com Jeska. Kamahl, no entanto, não fora totalmente abandonado, pois outro velho amigo surgiu para guiar o bárbaro até o coração da floresta: o druida Seton. Kamahl deixou sua irmã aos cuidados de Seton, para que ele pudesse adentrar nas profundezas da floresta, e assim purgar-se da influência do Mirari. Lá ele encontrou o ancião nantuko Thriss, que ensinou o bárbaro a compreender o estilo de vida druida, assim como lhe mostrou a devastação causada pelo Mirari.
Kamahl levou muito tempo contemplando os aprendizados, e gradualmente renunciou seus velhos hábitos. Suas meditações foram interrompidas por Laquatus, que finalmente veio reivindicar o Mirari para si. O confronto se tornou ainda mais complicado com o reaparecimento de Balthor, que teria sido zumbificado por Braids e enviado para se vingar do tritão responsável por sua morte. Infelizmente para Balthor, Laquatus foi capaz de manipular sua mente, forçando-o a combater seu antigo discípulo. Balthor implorou a Kamahl que desse um fim a seu tormento, e então o bárbaro se viu obrigado a executar seu velho mentor.
Tomado pelo ódio, Kamahl encarou Laquatus – a causa das maiores angústias do bárbaro – e atravessou o embaixador com a espada-Mirari, deixando a lâmina cravada no chão. Com esse ato, Kamahl deixou pra trás o Mirari e seu passado violento, se tornando um adepto da vida druida, em sintonia com a natureza. Kamahl nutria esperanças de que o Mirari ficaria fora de perigo na floresta, e que ele seria capaz de utilizar seus novos conhecimentos para curar sua irmã, e assim se redimir. Mal sabia ele como estava enganado.
Enquanto enfrentou Laquatus, Jeska fora capturada por Braids e levada ao Patriarca da Cabala, que tentou matá-la, mas ao invés disso transformou-a em Phage. Chegando a Aphetto para resgatá-la, Kamahl descobriu, para seu horror, no que sua irmã havia se transformado. Ele concordou em enfrentá-la em uma luta na arena, esperando encontrar uma maneira de trazê-la de volta ao normal, mas o combate foi interrompido por Akroma, que veio para vingar a morte de Nivea. Os dois irmãos então uniram forças para derrotá-la.
Posteriormente, a Cabala e a Floresta Krosana estabeleceram uma aliança para perseguir Ixidor, a qual era liderada por Kamahl; o símbolo da aliança era a Ceifadora de Almas, um machado feito a partir do antigo machado do patriarca e as partes quebradas do bordão druida de Kamahl. Em batalha, ele foi forçado a enfrentar seu pior pesadelo: seu alter ego possuído pelo Mirari, que ele foi capaz de destruir.
Durante a batalha, Kamahl se deu conta de que transformar Phage em Jeska novamente a mataria. Então o bárbaro abandonou o combate, e rumou para Krosa.
Logo após deixar sua irmã, Kamahl, atento para o que ele precisaria fazer no futuro próximo, retornou a Krosa, dedicando-se a uma profunda meditação próximo ao ponto central da floresta. Ali ele permaneceu por um ano, até que Testa-de-Pedra foi buscá-lo. A princípio, Kamahl parecia estar morto, tendo passado um ano sem beber nem comer. Em desespero, o centauro forçou Ceifadora de Almas nas mãos de Kamahl. Energia verde fluiu do machado, revitalizando um Kamahl agora mentalmente preparado para cumprir sua tarefa.
Kamahl estava finalmente preparado para liquidar Phage. Cavalgando Testa-de-Pedra, com um pequeno batalhão de elfos, centauros, e nantukos, Kamahl chegou ao Sanctum. Adentrando a enorme cidade, eles foram de encontro ao epicentro da batalha, onde Phage e Akroma se engajavam em um combate de vida ou morte. Kamahl se aproximou brandindo Ceifadora de Almas; o machado levou a vida de Phage e a de Akroma, assim como uma inesperada terceira vida: a de Zagorka. Os corpos e almas das três mulheres, em um vôo ascendente, formaram um vortrex, que culminou numa explosão. Do centro dessa explosão, um ser radiante, diferente de qualquer outro, nasceu: Karona, o Falso Deus.
Assim que recuperou a consciência, Kamahl se viu nas areias do deserto, arremessado de Sanctum por conta da explosão que deu forma à Karona. Como a maioria de Otaria, ele sentia um grande desejo de encontrar e venerar Karona. Antes que pudesse procurá-la, a própria Karona veio até Kamahl. Sentindo-se indigno, o bárbaro caiu de joelhos em adoração perante Karona, que em contradição pediu para que ele se levantasse, para que pudessem descobrir as intenções do restante de Otaria. Assim que a horda de otarianos em perseguição à Karona se aproximou, ela alçou vôo e fugiu. Kamahl, assim como todos os outros, seguiram-na, até que ela desceu novamente. Karona então, decidindo fazer justiça com as próprias mãos, matou várias pessoas próximas a ela, fugindo logo em seguida, voando pra longe mais uma vez. O tempo todo, as perspectivas de Kamahl se confirmavam, assim que ele assistia o extermínio daquelas criaturas promovido por Karona. Esse novo ponto de vista o levou a aliar-se com o renascido Numena para juntos destruírem Karona.

O Legado de Kamahl
Após a sua morte, Kamahl sempre fora lembrado como um renomado herói por toda Dominária, tanto pelo povo, quanto por sua irmã Jeska. Os druidas Khamalitas, incluindo Zyd, permaneceram em Krosa mesmo enquanto a mágica do mundo esmaecia, e estavam entre os responsáveis pela restauração de Dominária ao seu antigo esplendor, após a resolução da crise. Em algum ponto no futuro, um homem chamado Baru tomou mais uma vez o título, outrora possuído por Kamahl: O Punho de Krosa.



2 comentários:

  1. Muito bom, ótimo trabalho, uma sujestão, vcs podiam traduzir a história do teferi

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