segunda-feira, 4 de abril de 2011

Condemn ou Oust?


CONDEMN OU OUST???





Estou de volta aos artigos e desta vez trazendo uma questão meio polêmica no Standard atual. Qual dessas 2 opções é melhor: Condemn ou Oust?!
Vou basear minha análise inicial nas variações de decks tier 1 do Standard atual que se utilizam de uma ou outra opção.
Também prometo não me alongar muito dessa vez e fazer um artigo menos extenso.

Primeiramente, vamos analisar ambos os textos das cartas e seus pontos principais:

Condenar: Coloque a criatura alvo atacante no fundo no grimório de seu dono. Seu controlador ganha uma quantidade de pontos de vida igual à resistência dela.

- “Criatura alvo atacante”: Ao meu ver, aqui reside o maior defeito desta carta, ao restringir o uso apenas em criaturas atacantes limita-se e muito a utilização da mesma. Creio que é possível sentir esse defeito, principalmente, contra Titãs e Eldrazis que desencadeiam efeitos ao atacar, ou seja, mesmo que sejam removidos com o Condemn, irão produzir seus efeitos e isso pode definir uma partida. Também dá ao oponente a opção de não atacar com uma criatura chave, como uma Kalastria ou Lotus Cobra por exemplo.

- “Fundo do grimório”: O fato de colocar a criatura no fundo do grimório na prática significa apenas que você provavelmente não verá mais aquela criatura (isso não abrange as outras cópias da carta, obviamente) no restante da partida, salvo se o oponente usar cantrips, fetch lands e cartas que de alguma forma alterem a posição atual das cartas no grimório.

- “Pontos de vida igual à resistência dela”: O ganho de vida do oponente aqui depende da resistência da criatura que se quer remover. Pode parecer irrelevante, mas nem sempre é, remover um Gideon ou um Titã por exemplo, significa +6 de vida pro oponente, se você estiver jogando com um deck aggro, isso pode significar fim de jogo pra você. Remover um Eldrazi então é algo que nem pretendo cogitar. Por outro lado, creio eu que na grande maioria dos casos, o ganho de vida se resume a 1, 2 ou 3 pontos apenas o que não define o jogo necessariamente.

* Mágica Instantânea: O grande trunfo dessa carta! Poder utilizá-la no turno do oponente parece óbvio devido à restrição de criatura atacante, mas isso faz ela englobar um “nicho” de criaturas que a sua rival geralmente não consegue atingir: as Man Lands! Embora esses terrenos possam ser ativados em quaisquer turnos, geralmente o são no turno do oponente e para te atacar. Nesses casos, Condemn é uma ótima opção, pois além de remover a criatura e evitar o dano, tira um terreno do oponente. Também torna a carta muito útil contra criaturas com ímpeto.

Ejetar: Coloque a criatura alvo no topo do grimório de seu dono na segunda posição. Seu controlador ganha 3 pontos de vida.

- “Criatura alvo”: A grande vantagem desta carta. Ao não restringir o uso à determinada situação de jogo, essa carta se torna uma opção muita interessante no Standard atual, por poder remover a grande maioria das criaturas do jogo.

- “Topo do grimório de seu dono na segunda posição”: Uma faca de 2 gumes... na verdade não! Esse é um dos defeitos da carta, pois diferentemente da criatura que é colocada no fundo do grimório, a criatura aqui geralmente volta e em apenas 2 turnos. Mas como sugeri no começo do parágrafo, tem o outro lado da moeda, já que se você utilizar Jace, the Mind Sculptor, você pode enviar a criatura para o fundo e ainda caso o oponente use fetch lands o fato da criatura estar na 2º posição do topo pode coagi-lo a não estourar a fetch.

- “3 pontos de vida”: Acho um drawback muito bom dar 3 de vida para o oponente e tirar uma criatura que iria te atrapalhar. Parece ser, na minha opinião, um dos pontos fortes da carta, já que esses 3 de vida, como os dados pelo Condemn na maioria dos casos, não define por si só, o rumo do jogo.

* Feitiço: Sem dúvida, o maior defeito da carta, pois, se essa carta fosse uma mágica instantânea, essa discussão certamente não existiria, já que me parece que seria de longe bem superior à sua rival. Como citado antes, esse defeito pode ser relevante contra as Man Lands, sobretudo a UB, matadora de planewalkers, contra a qual a cor branca não tem muita solução (Condemn parece ser a única opção aceitável aqui), desprezendo-se Tectonic Edge. Também é algo que afeta decks com criaturas com ímpeto como Vengevine, Goblin Guide e Hero of Oxid Ridge, pois em muitos casos, tomar o ataque e só poder utilizar a mágica no próximo turno pode significar a derrota.

Conclusão

Realmente é complicado simplesmente definir se Condemn é melhor que Oust ou vice e versa. Isso demanda uma análise do deck onde serão utilizadas e principalmente do ambiente que enfrentarão. Mas sendo bem conciso, posso afirmar que:

- Condemn é melhor do que Oust contra: Boros, Goblins/Kuldotha e Monored;

- Oust é melhor do que Condemn contra: Vampires, Valakut/Eldrazi Green e RUG;

- Ambas são boas contra: Infect (cuidado com Skithiryx – Condemn é melhor contra ele), Quest (cuidado com Argentum Armor – Condemn não impede o desencadear da habilidade), Elves e White Winnie;

- Ambas são ruins contra: Caw Blade e variações (Condemn é ruim contra Squadron Hawk e Oust é ruim contra Stoneforge Mystic), Tezzeret (Oust é ruim contra Blighsteel Colossus e Condemn é ruim contra Kuldotha Forgemaster) e UB Control (Oust é ruim contra Man Lands e Condemn é ruim contra Grave Titan).

Portanto, ambas as cartas têm suas vantagens e desvantagens, de modo que dependendo do que irão enfrentar cada uma será melhor do que a outra.

Acho que isso é tudo, espero que tenham gostado e até a próxima.

Duelistaguara

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