segunda-feira, 25 de abril de 2011

Comentários sobre New Phyrexia

Olá!

É período de spoiler no mundo do Magic! Pra quem não sabe, spoiler é qualquer texto ou imagem que revele alguma informação importante de algo (livros, filmes, seriados, etc) que ainda será lançado. Com o advento da Internet, os spoilers são propagados em altíssima velocidade, e no Magic não é diferente. Tem gente que acompanha e adora spoilers, tem gente que odeia e não vê graça em “estragar a surpresa”. Eu entendo os dois lados, já que não gosto de spoilers de filmes e seriados, mas gosto de acompanhar os spoilers do Magic.

Esta semana “vazou” o spoiler completo de New Phyrexia, e como a expectativa é grande sempre que uma coleção nova é lançada, não pude deixar de olhar. E neste artigo, irei dar minha opinião sobre as cartas raras e algumas outras também bastante discutidas. Em cartas que não jogarão Constructed, irei dar minha opinião sobre o uso delas nos formatos Casuais. As cartas com um asterisco (*) na frente só possuem comentários sobre formatos Casuais, já que elas provavelmente não jogarão Constructed.

Incolores




Karn Liberated:  OMG, Karn de volta na história! E com uma imagem animal! Bom, falando da carta em si, no Std/Ext, eu acho que ele vai sofrer a síndrome do Nicol Bolas: a carta é forte e se ficar na mesa ganha sozinha, mas você tem  outras opções melhores  para fazer por 7 manas. É melhor descer algo que te deixe em vias de ganhar o jogo, ou que lhe permita reverter uma situação desfavorável. Karn não faz isto. Na pior das hipóteses, ele remove uma permanente problemática. No Legacy, em MUDs com os Monolitos Sinistros, pode até ver jogo, mas também acho que com 7 mansa é possível fazer coisas melhores. Pena.

Brancas
Todos estavam com saudades suas, Karn!

*Blade Splicer: Não irá jogar Constructed, e somente em
um deck de Golems pra jogar Casual,  mas eu gostei desta
carta. Não consigo justificar com argumentos bons, mas eu
gostei XD.

*Chancellor of the Annex: Nem no Casual esta carta presta, apesar da habilidade da mão de abertura ser interessante. Mas obviamente não justifica colocar a carta no deck só por causa disso.

*Elesh Norn, Grand Cenobite: No 1x1, o grande problema desta carta é ser efetiva em decks que você e o oponente tenham mais de uma criatura em jogo, o que nem sempre acontece. Em Multiplayers, o efeito dela é bem melhor. Não colocaria esta carta em meu deck se eu não jogar Multiplayer.

Norn’s Annex: Para um deck aggro, pagar 2 de vida por criatura para causar 3 ou mais com ela nunca será um problema. Ainda mais caso você tenha pagado o custo de f com vida. Não chega nem perto de Propaganda e Prisão Fantasmagórica. Não vejo uso para esta carta em nenhum formato.

*Phyrexian Unlife: Quem se arrisca a montar um deck com esta carta + Ad Nauseam pra comprar o deck inteiro? Glacial Chasm e Ódio também são outras opções.

 *Puresteel Paladin: Prefiro o Auriok Steelshaper, já que se fosse montar um White Weenie Equipment não colocaria muitos equipamentos no deck para abusar da habilidade de comprar cartas.

Suture Priest: Esta carta vale a menção porque me lembrou das discussões sobre o fim do Soul Sisters depois que a Soul Warden caiu do Std. E ter mais uma “Sister” de volta no Std não  irá possibilitar o retorno do deck. Isto porque o deck era considerado bom naquele ambiente onde o Jund dominava. E olhe que eu jogando de Jund nunca perdi pra nenhum Soul Sister...

Azuis

*Chancellor of the Spires: Esta é uma carta bizarra. A habilidade da Sphinx Ambassador é bem melhor que esta, então mesmo que esta carta tenha efeito imediato, eu usaria a outra esfinge, SE eu fosse escolher
 uma delas.
Achei animal a arte desta carta. Pena que não presta pra nada.

Gitaxian Probe: Talvez uma adição interessante em
Mono-Blue Control em geral, especialmente no Pauper.
 Olhar a mão do oponente e comprar uma carta pagando
2 de vida me parece muito interessante em decks de anula. Não me surpreenderia se jogar no Std, principalmente em decks como o UB.

*Jin-Gitaxias, Core Augur: Pra quê ganhar o jogo quando se pode comprar 7 cartas no final de seu turno e ver seus oponentes sem mão? Esta carta tem um custo exorbitante, mas seu efeito é muito engraçado. Dá vontade de montar um Casual com ela, pena que duvido sobreviver o suficiente pra conseguir jogar...

Mental Misstep: A grande aposta como “carta jogável no Legacy” da edição. A grande sacada  desta carta é poder anular uma mágica estando no draw, sem precisar gastar uma Force of Will. Acredito que a carta seja boa sim, mas não absurda que irá revolucionar o Legacy como alguns comentários que eu vi. Irá jogar em decks que possam fazer um uso versátil dela, como aggro-controls tipo Merfolk e Bant (não só por lidar com Lacaios e Frascos do Éter problemáticos, mas por também lidar com removals) e em combos (para anular Pithing Needles, Stifles e Thoughtseizes problemáticos).

*Phyrexian Ingester: Horrível. Preciso dizer mais?

Phyrexian Metamorph: Um Clone de artefatos e criaturas, com a vantagem de poder pagar 1 mana a menos. Me parece interessante em decks de Tezzeret, copiando Tumble Magnets ou outros artefatos, criaturas ou não. Uma aposta para o Std.

Psychic Surgery: Não afeta a mesa. Ocupa um slot importante na curva de qualquer deck. Não existe motivos para usar esta carta em nenhum deck.

*Xenograft: Mesmo para um deck pseudo-tribal, o custo desta carta é um absurdo para o que ela faz. Até desisti de procurar alguma carta que tenha uma interação legal. Para usar Coat of Arms, é melhor montar um deck tribal mesmo.

Preto

*Chancellor of the Dross: Não é um Kokusho, e ainda por cima é do time do Crepúsculo. Mas é interessante também, ainda mais se o preço deste for bem inferior ao do seu primo de Kamigawa. Num Archenemy, deve ser interessante (para o Archenemy, não para os outros XD).

Despise: Não sei o porque, mas tenho a impressão que esta carta foi criada somente para dar um jeito no Std atual. Volcanic Fallout é outro exemplo destes. Mas se o ambiente precisa delas, quem sou eu pra discutir... falando da carta, óbvio que para o Std atual ela é boa, acaba sendo mais versátil que Inquisition of Kozilek e Duress. Com certeza verá jogo.

Dismember: Esta carta é muito forte, uma das mais fortes da edição. Removal por custo incolor, que mata até um Tombstalker, jogará muito no Std e Ext e quem sabe no Legacy.

Geth’s Veredict: Éditos instantâneos nunca são demais. Em alguns decks substituirá o Édito Diabólico e vejo esse 1 de vida causando muitos problemas.

        Adeus Mirrodin...
*Glistening Oil: Se o seu deck não é Infect, não vejo  motivos para dar Infect para a sua criatura, já que você já causou dano ao jogador. Se o seu deck é Infect, não tem o porquê usar esta carta. Esta carta é um mata criatura beeeem lento, na pior das hipóteses.

Life’s Finale: Esta carta não é nenhuma Damnation, mas não é de toda injogável. Ainda mais se pensarmos que alguns decks tem poucas criaturas relevantes. É de se considerar no Std. No Casual, pode ser uma opção para o preto face ao preço da Damnation.

Phyrexian Obliterator: A carta é boa, mas não irá jogar competitivamente por enquanto. Por que? Não vejo espaço para ele em um ambiente que pássaros com espadas atacam, planeswalkers esconjuram criaturas ou destroem criaturas viradas e terrenos causam muito dano em jogadores. É a mesma situação que o Abyssal Persecutor: muito forte, mas infelizmente no ambiente atual é pouco efetivo.

Praetor’s Grasp: A única utilidade que vejo para esta carta é, no UB, tirar um Jace TMS do deck do oponente e poder jogar no outro turno.

*Sheoldred, Whispering One: Uma bela carta no Casual: Ótima no 1x1, excelente no Multiplayer. Com certeza vai uma no meu futuro deck de Debtors Knell.

Surgical Extraction: Vi uma discussão grande sobre esta carta ser extremamente boa ou não irá jogar. Eu penso que a carta é boa apenas em determinadas circunstâncias, assim como Extirpate. Ou seja, naquela carta que no momento que entrar em jogo, você perde. Irá jogar no Sideboard de alguns decks Std para remover algumas cartas problemáticas, mas não irá jogar um absurdo como muitos estão dizendo. No Legacy, será mais uma opção ao Extirpate, que não joga.

Vermelho

*Bludgeon Brawl: Mais uma pra entrar para o hall de “raras vermelhas bizarras”, juntamente com Electropotence e Molten Sentry. Tem que ser corajoso pra montar um deck em torno destas cartas.

*Chancellor of the Forge: Com tanto dragão melhor custando 7 manas, quem vai querer jogar com uma criatura sem evasão e que coloca apenas alguns tokens 1/1?

*Invader Parasite: Custo muito alto para habilidade mais poder e resistência. Melhor fazer um deck em torno do Ankh de Mishra.

Moltensteel Dragon:  No mínimo, interessante. Há boas chances de jogar competitivamente, visto que pagar 4 manas por um 4/4 voar e que infla não me parece ruim.

Maior esperança de Mirrodin? Por isso que Phyrexia dominou tudo...
Slag Fiend: O Std carece de artefatos que podemos sacrificar para fazer determinada ação. Por este motivo, a Glissa praticamente ainda não viu jogo. Se houvessem mais artefatos deste tipo, tanto a Glissa quanto o Slag Fiend poderiam ver mais jogo.

Urabrask, the Hidden: Eu gosto desta criatura. Ela tem Haste, o que já possibilita impacto imediato no jogo. Suas demais habilidades são bastante relevantes para decks aggro, “anulando” chump blocks chatos que o oponente vai descendo quando faltam poucos pontos de vida pra você finalizar o jogo. Só não sei se verá jogo no Std/Ext, pelo seu custo ser muito alto para o formato e disputar slot com o Hero of Oxid Ridge. Mas no Casual, é uma carta bem forte que com certeza pode procurar um espaço em decks aggro.

Verde

Beast Within: Destruir qualquer permanente instantaneamente? Drawback facilmente contornável? Com certeza jogará Std/Ext, e possivelmente Legacy. Agora falando um pouco do design desta carta: não faz sentido verde destruir criaturas (sem voar), vai contra todo o flavor que a Wizards manteve por todo este tempo, depois de Ciclone do Deserto e Tornado. Eu acho que destruir permanentes que não sejam criaturas já seria suficiente e a carta continuaria boa. Ou colocar uma mana preta no custo e manter o texto atual.

*Birthing Pod: Nem de longe é um Survival of the Fittest, e também acho que não jogará competitivamente, mas estou pensando em um deck Casual divertido com esta carta desde que a vi. Esta é a típica carta que, mesmo que o deck não funcione, é divertido quebrar a cabeça e montar um deck sinérgico em torno dela.

Chancellor of the Tangle: Pequeno demais para o Constructed. Avenger of Zendikar e suas plantinhas deixam-no mansinho. No Casual, não vejo motivos para usá-lo no lugar de Silvos, Rogue Elemental. E olha que nem pensei nas outras dezenas de criaturas mais brutas com o mesmo custo ou até menor.

*Fresh Meat: Atenção: Para uso somente em caso de pânico de Cóleras de Deus, Dias do Julgamento e afins!

*Melira, Sylvok Outcast: Se você não está conseguindo ganhar do deck Infect do seu amigo, repense em todo o seu deck antes de considerar colocar esta carta. Ela é péssima, e nenhum deck precisa dela para ganhar de um deck Infect.

*Phyrexian Swarmlord:  Imagino que um deck Infect, independente das outras cores, tenha preto também, pois as melhores criaturas com infect são pretas. Se esta afirmação procede, não vejo o porque usar esta carta no lugar do Skithiryx, the Blight Dragon, que pode ter ímpeto e regenera.

Sunburst? Não, obrigado
*Triumph of the Hordes: Overrun de Infect? No mínimo, engraçado. Porém, caímos sempre naquela situação: se por algum motivo você não matar o oponente por infect ao jogar esta mágica, você perde a oportunidade de tirar alguns   preciosos pontos de vida que farão a diferença depois. E num deck de Infect, você não precisa desta carta.

*Vorinclex, Voice of Hunger: O grande problema desta carta é não virar os terrenos do oponente quando entra em jogo. Desta forma, se o oponente tiver terrenos desvirados, pode responder facilmente a esta criatura. E no momento que você desce esta carta, você provavelmente não precisa de toda a mana que ele gera, senão você estaria usando Mirari's Wake. E no caso de reanimar esta criatura, vejo sempre melhores opções, como Inkwell Leviathan.

Multicoloridas

*Jor Kadeen, the Prevailer: Consigo ver Metalcraft consistente somente em decks Affinity. E esta carta não é necessária no affinity, que já tem bastante poder de ataque por si só.

Artefatos

Batterskull: Todos estavam esperando as habilidades da Sword of War and Peace, mas Batterskull certamente surpreendeu a todos. Batterskull + Stoneforge Mystic fará MUITO estrago no Std e muito provavelmente no Ext e fará a Lady Gaga ser mais perseguida ainda. Ainda mais agora que SÓ destruir o artefato não é mais tão relevante.

*Caged Sun: Um Mirari’s Wake acessível para todas as cores. Bem, por 6 manas, é bom que ele realmente melhore o seu deck, pois acredito que seus oponentes estarão fazendo coisas mais assustadoras.

Darksteel Relic: “Absurdo” é a palavra certa para esta carta. É um absurdo que a Wizards crie  uma carta desta na tentativa de fazer Metalcraft jogar.

*Etched Monstrosity: A carta não é extremamente boa e não recomendaria usar, principalmente pela falta de evasão, mas como eu sempre gostei bastante do Etched Oracle, com certeza terá 1 slot reservado para ele no meu 5-color-4-fun.

Hex Parasite: Boa opção para minar lealdade de planeswalkers alheios.  Acredito que jogará em muitos sideboards, ainda mais pela habilidade poder ser usada no mesmo turno que ela entra em jogo. Jogará Std e talvez Ext.

Lashwrithe: Se houver um Mono-Black no ambiente, é uma boa opção, ainda mais para dar uma “bombada” nos Gatekeeper of Malakir e Vampire Nighthawk que eventualmente irão no deck. A ser considerado no Std e com certeza jogável em Mono-Blacks Casuais.

Ahh, então isto é um Batterskull
Myr Superion: Duvido que será jogado por manas vindas de Myrs, mas sim de Elfos, Aves e Cobras. Não é completamente descartável no Std (2 manas, 5/6 jamais será descartável), principalmente se houverem decks de Lotus Cobra no ambiente.

*Omen Machine: Dá vontade de montar um deck em torno desta carta? Sim. Mas o custo dela é proibitivo. Ficará na mesma seção da pasta de Knowledge Pool, de “cartas legais mas que custam muito e podem ajudar o oponente”.

*Soul Conduit: Sempre tem um amigo no mesão com um deck de ganhar 200, 300 de vida, mas que não mata ninguém. Esta é a carta para colocar no deck e ver a cara dele quando você ficar com 284 de vida, e ele, a 12. Lógico, existem cartas melhores para evitar ganhos de vida gigantescos, mas que seria engraçado ativar um Soul Conduit contra estes decks, seria.

Spellskite: Pode ser que jogue em algum deck de Tezzeret, para desviar  mágicas de outras permanentes e de quebra bloquear ataques de aggros. Entretanto, não vejo muitas outras aplicações além desta.

Sword of War and Peace: Diferente da maioria dos comentários que eu vi, eu gostei da espada. Lógico que nem se compara às espadas mais antigas, mas causar 1 ou mais pontos de dano extra é sempre bom, e a habilidade de ganhar vida não pode ser descartada. As proteções devem causar grandes problemas ao Boros e ao Mono-Red, e ao UW em uma menor escala. Jogará no Std e no Ext, mas acho que não tem seu espaço no Legacy.

Torpor Orb: As criaturas relevantes que possuem habilidades desencadeadas quando entram no campo de batalha geralmente são aquelas que “tutoram” outra carta. Para isto, já existe o Árbitro Leonino, que tem outras finalidades, além de ser uma criatura 2/2. Outras cores geralmente tem outros meios de lidar com as cartas tutoradas. Não verá jogo.

Unwinding Clock: Por mais que eu não conheça o ambiente, esta carta me parece uma bela opção ao Vintage, que respira artefatos, especialmente para decks Time Vault. No mais, pode ter alguma outra aplicação em decks Casuais de artefato, embora não consiga mais pensar.

Terreno

Phyrexia’s Core: É ruim, e nem se compara ao Mirrodin’s Core, que quebra um galho em decks Casuais.

No geral...

A edição possui algumas cartas interessantes, que prometem mudar a cara do Std. Há também algumas outras cartas que podem ver jogo no Legacy, o que é sempre legal para quem acompanha o formato. No Casual, os Praetors e Chancellers pouco acrescentam, e não há outras grandes adições, com exceção do Birthing Pod, que instiga os criadores de decks, e o Phyrexian Metamorph. E ah, como já sabido por muitos, Infect continua não-jogável. Minhas apostas para o Std é o Batterskull e o Dismember, que acho que jogarão demais no formato, juntamente com Beast Within.

E Limited?

Admito que não jogo limited com frequência, mas a nova coleção me parece bastante interessante, principalmente pela quantidade de bombas e pelo aumento significativo de criaturas Infect, principalmente no azul, consolidando a estratégia no formato e não limitando apenas a decks BG.

Bom, como todo comentário a respeito de cartas, apenas expressei minha opinião, que deve ser bem diferente de todos (ainda bem, seria um saco se todos pensassem iguais). Pode ser que eu não tenha visto alguma aplicação para uma determinada carta, e se houverem bons argumentos para me convencer do contrário, posso mudar de opinião, porque não?  Fico no aguardo dos comentários.

No próximo artigo, vou falar um pouco de Legacy, analisando o deck e as partidas do LQ Paulínia... isto é, se até lá conseguir decidir que deck eu vou jogar.

Até mais!

andre_barozo

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Os 10 Melhores Lands do T2


Mais uma vez trago um artigo comparativo para vocês, mas desta vez comparando algo que todos precisamos e muito: os terrenos!
Há tempos o Magic não se resume mais a usar apenas terrenos básicos, salvo raríssimas exceções. E nessa onda, o Standard não poderia ser diferente! Pelo contrário, é um ambiente muito dependente dos terrenos não-básicos.

Pensando nisso resolvi criar um ranking com os 10 melhores terrenos não básicos do T2. Não vou incluir os lands básicos, pois acho desnecessário e creio que todos têm em mente a importância destes em quaisquer formatos.

Em algumas posições irei colocar apenas 1 terreno ou alguns empatados, já em outras colocarei o ciclo inteiro para não ser injusto com nenhuma cor (desde que todas as cartas do ciclo sejam merecedoras da posição, ainda que umas mais do que as outras).

Também quero ressaltar que o ranking abaixo é fruto unicamente da minha opinião e sei que alguns concordarão e outros não por isso sintam-se a vontade para questionar, criticar e fazer seu próprio ranking, afinal ninguém aqui é o dono da verdade.

TOP 10 - LANDS STANDARD:

10º Posição:





- Terramorphic Expanse / Evolving Wilds / Ciclo de Terrenos Comuns de Worldwake (Bojuka Bog, Smoldering Spires, Halimar Depths, Khalni Garden e Sejiri Steppe).





Explicação: Os 2 primeiros terrenos, obviamente são iguais, e possuem uma posição importante em alguns decks, sobretudo naqueles que abusam de Landfall. Também é importante mencionar que apesar de colocarem o land buscado tapado, podem buscar qualquer land básico o que amplia e muito seu campo de utilização.
Já o ciclo de Worldwake está empatado nesta posição, pois é simplesmente o melhor ciclo de terrenos comuns do T2 atual, já que todos os terrenos são usados em um ou outro deck (claro que alguns mais do que outros) e até em outros formatos, sendo o único destes ciclos do Standard onde isso ocorre.

9º Posição:



- Mystifying Maze / Teetering Peaks / Oran-Rief, the Vastwood.



Explicação: Mystifying Maze embora gere apenas mana incolor e tenha um custo alto de ativação pode ser uma peça chave em vários controls, propiciando a estes uma defesa extra, isso sem mencionar o fato de que pode remover criaturas chave como Kalastria por exemplo, podendo assim ignorar sua habilidade. Infelizmente não é utilizado em todos os controls, provavelmente por gerar apenas mana incolor e em virtude disso não ocupa uma posição melhor.
Teetering Peaks é um terreno que gera mana vermelha e entra tapado, mas o bônus ofensivo que proporciona supera de longe seu drawback, tornando-o uma excelente aquisição aos decks aggro que se utilizam de vermelho no T2. Neste caso, diferentemente do ocorrido na 10º posição, não irei incluir o ciclo inteiro de terrenos comuns de Zendikar, ao qual Teetering Peaks pertence, visto que os demais terrenos deste ciclo não têm nem de longe a importância deste.
Oran-Rief, the Vastwood é utilizado, principalmente, no Elfos do T2 atual e cai como uma luva neste, sobretudo sendo utilizado com Joraga Warcaller.

8º Posição:



- Eye of Ugin / Eldrazi Temple.


Explicação: A importância de ambos os lands é a mesma, embora 1 deles seja lendário, ambos são peças-chave de qualquer deck Eldrazi-based e por isso estão nessa posição.

7º Posição:



- Contested War Zone / Inkmoth Nexus.


Explicação: Ambos os terrenos são muito importantes no T2 atual, sendo o 1º uma peça importante de vários decks aggro atuais (sobretudo Kuldotha e Quest) e o 2º um terreno que a cada dia ganha mais espaço, mesmo fora do T2, graças ao infect que possui quando se transforma em criatura e, claro, ao fato desta ser artefato.

6º Posição:




- Ciclo de terrenos raros de M10/M11 (Sunpetal Grove, Glacial Fortress, Dragonskull Summit, Drowned Catacomb e Rootbound Crag).


Explicação: São os terrenos chave de quaisquer decks não-monocolors do T2 atual, sendo também muito utilizados em outros formatos, sobretudo no Extended. Infelizmente, só existem nas cores amigas por enquanto, mas sua importância é inquestionável e merecem ocupar tal posição.
Sua única desvantagem é requererem o uso de lands básicos como suporte, senão entram virados e, portanto, em uma mão inicial com 3 terrenos assim é de se pensar se vale a pena mulligar ou não, dependendo do seu oponente, claro, pois certamente seu jogo demorará a se desenvolver.
São mais bem utilizados no mid e late game, quando, em regra, já se terá algum dos terrenos básicos solicitados para que tais terrenos não entrem tapados.

5º Posição:




- Ciclo de terrenos raros de Scars of Mirrodin (Seachrome Coast, Razorverge Thicket, Darkslick Shores, Copperline Gorge e Blackcleave Cliffs).


Explicação: Admito que fiquei em dúvida sobre qual ciclo de terrenos deveria ocupar a melhor posição, o de Scars ou o de M10/M11, mas, embora possa dizer aqui praticamente o mesmo que disse sobre os anteriores (que são muito importantes no T2 e até em outros formatos, sobretudo Extended e que só existem nas cores amigas por enquanto) preferi deixar este ciclo em uma posição superior não por ser melhor que o seu concorrente, já que ao meu ver são equivalentes, mas sim por ser mais recente e ter inovado nos terrenos multicoloridos.
Não requerem a presença de lands básicos, mas se controlar 3 ou mais terrenos eles entram virados, tornando-os deste modo melhores do early game.

4º Posição:



- Valakut, The Molten Pinnacle.


Explicação: Talvez esteja sendo injusto com tal terreno, já que o mesmo é “a carta” dos decks em que é utilizado (e isso não se resume apenas ao T2) e por isso, talvez, merecesse uma posição ainda melhor. Porém, preferi deixá-lo fora do pódio apenas por se restringir a um único e determinado deck (Valakut no Standard e Scapeshift no Extended), não sendo, em regra, utilizado fora deles.
Todavia, sua importância é inquestionável, sendo ele o responsável por um dos decks mais chatos fortes do T2 atual.

3º Posição (Medalha de Bronze):




- Fetch Lands de Zendikar (Marsh Flats, Arid Mesa, Scalding Tarn, Verdant Catacombs e Misty Rainforest).


Explicação: Seria impossível tais terrenos ficaram de fora de qualquer ranking sobre terrenos de Magic e por isso garantiram o bronze aqui. Sua importância é única e são utilizados em todos os formatos existentes (exceto pauper, claro). Sua utilização melhora ainda mais no Legacy, onde podem ser usados com Shock Lands e Dual Lands.
Por serem de cores inimigas abriram um novo leque de possibilidades e fazem parte de qualquer pool competitivo de cartas de Magic.

2º Posição (Medalha de Prata):




- Man Lands de Worldwake (Stirring Wildwood, Creeping Tar Pit, Celestial Colonnade, Raging Ravine e Lavaclaw Reaches).



Explicação: Aqui também fiquei em dúvida se a 2º posição deveria ficar com as Man Lands ou com as Fetch Lands e admito que, se fosse analisar o uso em todos os formatos, as Fetch teriam ficado com a prata! Porém, a análise geral é no Standard e por isso mesmo vejo uma importância ainda maior nas Man Lands, embora estas também sejam utilizadas em outros formatos, sobretudo no Extended.
São peças fundamentais em todos os decks que se utilizam dessas cores e embora algumas sejam bem superiores à outras, tenho que reconhecer que todas as cinco são boas e utilizadas em seus respectivos decks.
Infelizmente, ainda só existem nas cores amigas também, mas espero que um dia lancem as de cores inimigas, seria uma grande aquisição.

1º Posição (Medalha de Ouro - Campeão!!!):



- Tectonic Edge.

Explicação: Em um ranking sobre terrenos e após toda essa análise exaltando a importância dos terrenos não-básicos no Standard atual não seria possível tirar o ouro dessa carta, considerando que a análise se baseia no T2.
Embora não seja utilizada em todos os decks no T2 atual, sem dúvida marca presença em muitos deles e aparece bastante no Extended também.
É um terreno que gera mana incolor e que por um custo baixo pode destruir um terreno não-básico se o oponente tiver 4 ou mais terrenos. Inclusive, existe aquele “combinho” já manjado, mas muito útil, de deixar a habilidade na pilha e ativar 2 Tectonic Edge, muitas vezes deixando o oponente com 2 lands na mesa, o que, em muitos casos é GG.
Realmente, me parece ser uma carta indispensável no meta game atual e merecedora da 1º posição, como terreno mais importante do Standard atual!

Enfim, era isso, espero que tenham gostado do artigo e como disse antes se sintam a vontade para discordar, comentar, criticar, etc, o intuito é esse mesmo.

Até a próxima,

Duelistaguara

terça-feira, 12 de abril de 2011

Listas próprias

  (Por que elas não dão certo)
Olá!
Meu nome é André (andre_barrozo na Ligamagic). Poucos me conhecem, pois eu não sou uma figura frequente nas discussões do fórum, e nem em GPs, PTQs, GPTrips da vida. Há razões (alheias à minha vontade) para eu não ter uma participação mais ativa na comunidade do Magic, quem sabe em uma outra vez eu explique melhor.
Hoje vou falar de um assunto que perturba/chateia/desanima/atormenta uma boa parte dos jogadores em suas lojas locais: listas próprias (e por que elas não dão certo). Estarei direcionando o assunto ao formato T2, pois é onde eu vejo mais ocorrências deste tipo.
História Triste
Todo mundo quer quebrar o ambiente, encontrar a tech que ninguém ainda descobriu ou testou, usar aquela carta que todo mundo diz que é crap mas que você sabe que lá no fundo ela tem potencial. Você pesquisa as cartas disponíveis no ambiente, imagina a interação entre as selecionadas, monta o deck no MWS para ver se funciona, ganha alguns jogos e culpa o shuffler do MWS pelos que você perdeu. Ótimo, o deck está muito forte! Aí você leva o deck pra sua loja local, enfrenta aquele cara que copiou a última lista do Caw-Blade que saiu na net. E você perde sem nem ter assustado seu oponente. Joga de novo, e perde de novo, sem sequer ter alguma chance. Aí você decide testar contra o Valakut. E aí antes mesmo de você começar a fazer algo, já leva 12 de dano só do Valakut, fora os 6 que estão vindo do ataque do Titã.
Aí bate aquela tristeza porque você pensou no deck, trabalhou pra caramba nele, treinou, comprou as cartas... e chega dois netdeckers (caras que copiam o deck da net) e passam o carro... aí você bota a culpa na Internet, diz que os netdeckers não sabem nada de Magic porque não sabem criar decks, só sabem copiar, e mais e mais mimimis.
Mundo injusto, meuuuu... será?
Antes de tirar o deck do shield e vender todas as cartas ou apagar o deck do MWS, você parou pra pensar o que você está fazendo errado? Por que o seu deck não deu certo?
Antes de mais nada, você precisa definir seus objetivos. Qual a causa, motivo, razão ou circunstância que levou você a montar esse deck, com estas exatas 75 cartas? Você quer montar o deck só por causa de um determinado tema (muito comum se tratando de Infect)? Ou você só quer ganhar o campeonato que está lotado de decks Tier 1 copiados da net com uma lista própria, só pra esfregar na cara dos netdeckers?
Irei listar alguns dos pontos que você deve levar em consideração ao criar uma lista própria (ou modificar sensivelmente um deck) para jogar os FNMs e campeonatos locais. Note que dependendo dos seus objetivos, os tópicos podem se aplicar ou não.
1) As cartas da lista são as melhores opções para aquela função? Phyrexian Rebirth pode parecer interessante, mas há um porquê de não ser usada no lugar de Day of Judgement. Deprive, Cancel e Mana Leak são cartas que tem a mesma finalidade, mas que na prática, causam efeitos completamente diferentes no jogo. Verifique se as cartas que você escolheu para a sua lista são as melhores opções para aquela finalidade.
2) A sua lista é influenciada pelo preço das cartas? Uma pequena variação do ponto 1: sua lista foi montada baseada no preço das cartas ao invés da habilidade de cada carta? Terramorphic Expanse no lugar de Fetch Lands? Então infelizmente aceite o fato de que você terá desvantagens contra o povo que tem o deck fechado. É crianças, é cruel esse tal de Magic, infelizmente.
3) O seu deck realmente tem algum potencial? Se você criou, testou, e mudou mil vezes aquela lista que roda em torno do Knowledge Pool, que na teoria funciona que é uma beleza, mas na prática o deck só roda se o oponente for um cone, existe a (grande) possibilidade de que o deck não seja (nem nunca será) bom. Neste caso, é melhor aceitar a derrota e descartar a ideia por completo. No entanto, não esquente a cabeça se os últimos 10 decks que você criou não deram certo. Pode ter certeza que os decks Tier 1 do ambiente surgiram após inúmeras tentativas fracassadas de pro-players.
4) As cartas são “efetivas” ou “divertidas”? Quando eu jogava de UW quando Alara ainda era T2, eu era louco pra colocar um Admonition Angel no deck. Criatura 6/6 Voar e dá um Oblivion Ring no landfall... OMG, que bomba! A questão era: pra quê eu precisava exatamente do anjão? Pra tirar criaturas, eu já tinha 3 Day of Judgement e 4 Path to Exile no deck. Para remover permanentes, eu tinha 2 Oblivion Ring, e era mais do que o suficiente, pois ainda tinha Negate e Cancel no deck. Neste caso, o Admonition Angel era mais divertido do que efetivo (e eu já tinha Baneslayer Angel no deck como finisher), então coloquei cartas mais úteis no lugar. Quando for colocar aquela carta que você curte e ninguém usa, ou aquele combinho legal e engraçado que você acha que irá impressionar no deck, pense se ele(a) é realmente importante e não possa ser substituído por cartas mais efetivas
5) O seu deck tem um match razoável contra vários decks do ambiente? Não adianta montar um deck que ganhe do principal no ambiente, e perca todos os outros. Selecione os principais matches que você acredita que terá seu ambiente no próximo campeonato, e treine com o deck contra estes matches, fazendo as mudanças necessárias e entendendo as jogadas. Um deck que eu vejo com este problema é o Naya que apareceu nos últimos campeonatos da StarCityGames: ele tem um match razoável contra Caw-Blade, mas tem um match horrível contra Valakut e um bem difícil contra RUG.
Mutação Instável
Tenha em mente que o que define se o deck é bom ou não é o metagame (conjunto de decks dominantes em um determinado local e/ou época), que está sempre em constante mudança. Portanto, esteja sempre ligado nos últimos campeonatos grandes (já que o netdecker sempre vai querer testar uma lista nova que aparecer em um Top 8). E caso você seja bem-sucedido com uma lista própria em algum campeonato, prepare-se também para o fim o efeito surpresa do seu deck. Faça testes, mude o deck no que for preciso, avaliando sempre as possíveis substituições e não se engane com bons resultados contra decks randoms . Peça sugestões, esteja apto a ouvir as críticas e aceite quando for claro que uma ideia sua não for boa.
Considerações Finais
Do meu ponto de vista, não há nada de errado em copiar listas bem-sucedidas da internet, e fazer os ajustes de acordo com o metagame. Se o seu objetivo é ganhar, e você acredita que determinada lista é a melhor, não vejo motivos para não usar esta lista nos campeonatos. Agora se o seu intuito é ganhar campeonatos criando listas próprias, você terá muito trabalho pela frente. Os deck Top Tiers são desenvolvidos por jogadores que vivem de Magic e que testam dias e dias uma determinada lista.
Agora se você gosta de criar decks sem compromisso de ganhar campeonatos, somente para jogar for fun, sinta-se a vontade para criar os decks mais doidos e divertidos. Só não vale seus amigos jogarem com decks de internet!
Esperam que tenham gostado do tema escolhido e do artigo, e estou aberto a sugestões de novos temas e outras críticas.
Até mais!
andre_barrozo

quinta-feira, 7 de abril de 2011

CHAMP APARECIDA



[ A T E N Ç Ã O ]

Campeonato Liga Arena
Anteciparemos o Champ em Aparecida
10/04/2011 para 09/04/2011
Este campeonato será Sancionado pelo DCI / e também valerá para o Ranking Arena 

Data: 09/04/11
FORMATO: Standard T2
HORÁRIO: 14:00 (inscrições)   14:30 (início)
LOCAL: APARECIDA / SP
-              Rua João Andrade da Costa nº 256
-              Bairro Centro
-              CASA DO CABEÇA 
INSCRIÇÃO: R$ 10,00 + R$ 2,00 [destinado a premiação final da LIGA ARENA]

PREMIAÇÃO: 1 Booster por jogador  
VAI ROLAR TREINO DEPOIS DO CHAMP T2
  
Maiores Informações:
CEL: Ricardo 78139211
MSN: Arena.Magic@hotmail.com

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Condemn ou Oust?


CONDEMN OU OUST???





Estou de volta aos artigos e desta vez trazendo uma questão meio polêmica no Standard atual. Qual dessas 2 opções é melhor: Condemn ou Oust?!
Vou basear minha análise inicial nas variações de decks tier 1 do Standard atual que se utilizam de uma ou outra opção.
Também prometo não me alongar muito dessa vez e fazer um artigo menos extenso.

Primeiramente, vamos analisar ambos os textos das cartas e seus pontos principais:

Condenar: Coloque a criatura alvo atacante no fundo no grimório de seu dono. Seu controlador ganha uma quantidade de pontos de vida igual à resistência dela.

- “Criatura alvo atacante”: Ao meu ver, aqui reside o maior defeito desta carta, ao restringir o uso apenas em criaturas atacantes limita-se e muito a utilização da mesma. Creio que é possível sentir esse defeito, principalmente, contra Titãs e Eldrazis que desencadeiam efeitos ao atacar, ou seja, mesmo que sejam removidos com o Condemn, irão produzir seus efeitos e isso pode definir uma partida. Também dá ao oponente a opção de não atacar com uma criatura chave, como uma Kalastria ou Lotus Cobra por exemplo.

- “Fundo do grimório”: O fato de colocar a criatura no fundo do grimório na prática significa apenas que você provavelmente não verá mais aquela criatura (isso não abrange as outras cópias da carta, obviamente) no restante da partida, salvo se o oponente usar cantrips, fetch lands e cartas que de alguma forma alterem a posição atual das cartas no grimório.

- “Pontos de vida igual à resistência dela”: O ganho de vida do oponente aqui depende da resistência da criatura que se quer remover. Pode parecer irrelevante, mas nem sempre é, remover um Gideon ou um Titã por exemplo, significa +6 de vida pro oponente, se você estiver jogando com um deck aggro, isso pode significar fim de jogo pra você. Remover um Eldrazi então é algo que nem pretendo cogitar. Por outro lado, creio eu que na grande maioria dos casos, o ganho de vida se resume a 1, 2 ou 3 pontos apenas o que não define o jogo necessariamente.

* Mágica Instantânea: O grande trunfo dessa carta! Poder utilizá-la no turno do oponente parece óbvio devido à restrição de criatura atacante, mas isso faz ela englobar um “nicho” de criaturas que a sua rival geralmente não consegue atingir: as Man Lands! Embora esses terrenos possam ser ativados em quaisquer turnos, geralmente o são no turno do oponente e para te atacar. Nesses casos, Condemn é uma ótima opção, pois além de remover a criatura e evitar o dano, tira um terreno do oponente. Também torna a carta muito útil contra criaturas com ímpeto.

Ejetar: Coloque a criatura alvo no topo do grimório de seu dono na segunda posição. Seu controlador ganha 3 pontos de vida.

- “Criatura alvo”: A grande vantagem desta carta. Ao não restringir o uso à determinada situação de jogo, essa carta se torna uma opção muita interessante no Standard atual, por poder remover a grande maioria das criaturas do jogo.

- “Topo do grimório de seu dono na segunda posição”: Uma faca de 2 gumes... na verdade não! Esse é um dos defeitos da carta, pois diferentemente da criatura que é colocada no fundo do grimório, a criatura aqui geralmente volta e em apenas 2 turnos. Mas como sugeri no começo do parágrafo, tem o outro lado da moeda, já que se você utilizar Jace, the Mind Sculptor, você pode enviar a criatura para o fundo e ainda caso o oponente use fetch lands o fato da criatura estar na 2º posição do topo pode coagi-lo a não estourar a fetch.

- “3 pontos de vida”: Acho um drawback muito bom dar 3 de vida para o oponente e tirar uma criatura que iria te atrapalhar. Parece ser, na minha opinião, um dos pontos fortes da carta, já que esses 3 de vida, como os dados pelo Condemn na maioria dos casos, não define por si só, o rumo do jogo.

* Feitiço: Sem dúvida, o maior defeito da carta, pois, se essa carta fosse uma mágica instantânea, essa discussão certamente não existiria, já que me parece que seria de longe bem superior à sua rival. Como citado antes, esse defeito pode ser relevante contra as Man Lands, sobretudo a UB, matadora de planewalkers, contra a qual a cor branca não tem muita solução (Condemn parece ser a única opção aceitável aqui), desprezendo-se Tectonic Edge. Também é algo que afeta decks com criaturas com ímpeto como Vengevine, Goblin Guide e Hero of Oxid Ridge, pois em muitos casos, tomar o ataque e só poder utilizar a mágica no próximo turno pode significar a derrota.

Conclusão

Realmente é complicado simplesmente definir se Condemn é melhor que Oust ou vice e versa. Isso demanda uma análise do deck onde serão utilizadas e principalmente do ambiente que enfrentarão. Mas sendo bem conciso, posso afirmar que:

- Condemn é melhor do que Oust contra: Boros, Goblins/Kuldotha e Monored;

- Oust é melhor do que Condemn contra: Vampires, Valakut/Eldrazi Green e RUG;

- Ambas são boas contra: Infect (cuidado com Skithiryx – Condemn é melhor contra ele), Quest (cuidado com Argentum Armor – Condemn não impede o desencadear da habilidade), Elves e White Winnie;

- Ambas são ruins contra: Caw Blade e variações (Condemn é ruim contra Squadron Hawk e Oust é ruim contra Stoneforge Mystic), Tezzeret (Oust é ruim contra Blighsteel Colossus e Condemn é ruim contra Kuldotha Forgemaster) e UB Control (Oust é ruim contra Man Lands e Condemn é ruim contra Grave Titan).

Portanto, ambas as cartas têm suas vantagens e desvantagens, de modo que dependendo do que irão enfrentar cada uma será melhor do que a outra.

Acho que isso é tudo, espero que tenham gostado e até a próxima.

Duelistaguara