segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

O Impacto de MBS no Standard – Velhos Cards


Esse artigo na verdade é uma continuação do anterior, ou um complemento do mesmo. Naquele eu trouxe os novos cards de MBS que vêm sendo utilizados nos decks, nesse aqui pretendo trazer os cards das edições anteriores que não eram utilizados ou que eram menos utilizados e que agora, pós MBS estão em alta.

Também é bom reafirmar que são apenas as análises iniciais com base nos recentes torneios, ou seja, ao longo do tempo outras táticas surgirão e novas alterações nos arquétipos ocorrerão, talvez acrescentando outros cards antigos ou mandando-os de volta ao limbo.

Como antes, tratarei Main Deck como MD e Sideboard como SB no restante do artigo.

Antigos decks:

UB Control:
- Vampire Nighthawk(MD/SB)



Comentários: Nenhuma novidade, muitas versões do deck já se utilizavam deste card ao invés do Sea Gate Oracle ou em adição a este (em uma escala muito menor). Porém, como aposto no “boom” de alguns aggros muito rápidos, o vampiro que já vem tendo um bom destaque certamente aparecerá em mais listas e em maior quantidade.

Caw Go/UW Control:
- Stoneforge Mystic (MD)
- Ratchet Bomb (SB)
- Baneslayer Angel (SB)




Comentários: Aqui é possível vislumbrar uma boa modição, trazendo vários cards de volta ao deck ou mesmo inovando.
Stoneforge Mystic era muito utilizado nos decks baseados em Quest + equipamentos (WW/GW), mas bem pouco no UW Control, mas após o PT Paris e a disputa do POY e, obviamente, após MBS as listas parecem estar utilizando entre 2 e 4 cópias desse card.
Ratchet Bomb era algo que não entendia direito, concordo que ela e Journey to Nowhere não jogam muito juntas, mas nunca gostei de abrir mão de Ratchet (era algo que muitos UW Control vinham fazendo), mas agora com a inclusão da nova espada, junto com Stoneforge e Squadron Hawk no Mirror a carta voltou a ser muito utilizada, isso sem falar nos demais aggros (goblins, principalmente).
Baneslayer Angel viveu momentos de amor de ódio, desde quando era figura carimbada no MD até ir perdendo posição e praticamente sumir do deck (salvo algumas exceções), mas no novo ambiente temos visto muitas SB com 2 cópias do card.

Valakut:
- Piroclasma (MD/SB)
- Tumble Magnet (SB)




Comentários: Na verdade estou falando mais do mesmo aqui. Nenhum dos cards citados não era utilizado, pelo contrário, Proclasma ia em todo deck (MD/SB) e Tumble Magnet era utilizado em alguns SB. Mas acredito que mesmo com a chegada de Slagstorm, esses cards continuarão sendo utilizados em talvez em maior número, sempre apostando no “boom” de novos aggros.

RUG Control:
- Piroclasma (MD/SB)
- Tumble Magnet (SB)




Comentários: Aposto nos mesmos cards que apostei do Valakut e pelos mesmos motivos citados acima.

GW Quest:
- Sem mudanças até o momento



Comentários: Não vislumbrei nenhum card ressurgindo das cinzas nesse deck, pelo contrário, ele manteve a mesma base e adicionou algumas cartas novas, só isso.

WW Quest:
- Refraction Trap (SB)




Comentários: O deck teve algumas adições, mas pouca coisa antiga está sendo reutilizada. Notei apenas Refraction Trap (assim como no GW já o usava e algumas poucas versões do WW também) e ela deve permanecer no SB por algum tempo contra os aggros.

Vampires:
- Forked Bolt (SB)




Comentários: Sem grandes mudanças por aqui. Notei a aparição de Forked Bolt em alguns SB, certamente contra aggros, e talvez no futuro dispute lugar com Arc Trail nesse deck, embora eu, particularmente, prefira a 2º opção.

Boros:
- Sem mudanças até o momento





Comentários: A base do deck se manteve a mesma, com algumas adições de MBS, mas apenas saíram cards antigos, de modo que, não vi nenhum card antigo ser reproveitado.

Elves:
- Sem mudanças até o momento


Comentários: Não vi alterações no deck até o momento, mas aposto em Tumble Magnet para segurar passarinhos equipados com equipamentos do mal.

Eldrazi Ramp:
- Sem mudanças até o momento




Comentários: Também não vi adições ao deck até o momento, mas, assim como nos Elves, aposto em Tumble Magnet para segurar passarinhos equipados com equipamentos do mal e acho que aqui será ainda mais utilizado, embora já houvessem versões com Tumble Magnet no SB.

Red Deck Wins/Big Red:
- Sem mudanças até o momento




Comentários: Também não vi adições a estes decks até o momento, mas Slagstorm me parece uma adição no mínimo óbvia ao MD de ambos. Hero of Oxid Ridge também pode vir a ser utilizado se o deck contar com um número pelo menos razoável de criaturas. Red Sun Zenith não me parece ter lugar garantido em toda versão não (No Big Red talvez seja mais usada), mas não duvido em apareça em ambas.
Achei engraçado que esse deck sempre presente nos torneios (RDW, sobretudo) ainda não tenha feito nenhum resultado muito expressivo pós MBS, será um sinal de que o deck está perdendo força?! Talvez, mas ainda acho difícil afirmar isso com toda certeza.

Novos decks:

Grixis Tezzeret:
- Prophetic Prism (MD)




Comentários: Me parece uma carta um tanto quanto óbvia neste deck, mas ainda sim era uma carta deixada de lado no T2 e não tinha seu devido lugar, até o surgimento desse deck. Dificilmente sairá dele, a não ser que apareçam opções melhores.

Shape Anew:
- Shape Anew (MD)




Comentários: O deck só existe por causa da carta, simples. Não tinha seu lugar ao sol antes do surgimento do Blightstell Colossus, mas agora certamente o terá. Embora não aposte nesse deck como Tier 1, tenho certeza que veremos muito esse combinho maroto por aí.

Signal Goblins/Goblins/Kuldotha Red:
- Ornithopter (MD)
- Forked Bolt (MD)




Comentários: As cartas novas ganharam muito espaço nesse deck e por isso as antigas saíram, então era de se esperar que não houvessem cartas antigas sendo reaproveitas aqui, mas foi o que ocorreu.
O ornithopter carimbou sua vaga graças ao seu custo inexistente e principalmente ao fato de voar, que combinados com o war cry + terreno do mal que faz war cry, certamente farão muito estrago. Isso sem mencionar que ele serve de combustível para a Kuldotha Rebirth.
Forked Bolt se tornou uma opção mais interessante, sobretudo no mirror ou contra outros aggros e deve disputar slot com Arc Trail, ou talvez ambos sejam utilizados.

Conclusão:

Acho que agora com esse artigo, finalmente concluo minha análise do impacto de MBS nos decks novos e antigos e alterações que essa extensão propiciou, trazendo novas cartas e reutilizando cartas antigas.

Não creio que MBS seja uma edição dos sonhos e nem que modificará o panorama do Magic em geral, mas vejo uma leve alteração no Standard, com alguns decks surgindo e outros sendo modificados, bem como alguns cards que podem vir a ser utilizados em outros formatos. Agora só nos resta esperar para ver o que o futuro nos reserva e o que MBS representará de fato.

Se algo se modificar nas listas ao longo do tempo, eu apareço por aqui de novo para contar o que mudou e o porquê da mudança.

Espero que tenham gostado e até a próxima!

Duelistaguara

Campeonato na cidade de Lorena / SP

[ A T E N Ç Ã O ]

Iremos Adiar o Campeonato do
dia 06/03/11 para o dia 13/03/11


3º Campeonato da Liga Arena em LORENA 2011
Este campeonato será Sancionado pelo DCI / e também valerá para o Ranking Arena 

Data: 13/03/2011
FORMATO: Standard
HORÁRIO:
10:00 (inscrições)   10:30 (início)
LOCAL: Lorena / SP 
-              Rua Pedro da Costa Coloço, nº 153
-              Bairro Nova Lorena
-              Proximo a Vilela Supermercados e Padaria Mascote
INSCRIÇÃO: R$ 10,00 + R$ 2,00 [destinado a premiação final da LIGA ARENA]

PREMIAÇÃO: 1 Booster por jogador  

Maiores Informações:
CEL: Ricardo 78139211
MSN: Arena.Magic@hotmail.com

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

O Impacto de MBS no Standard – Novos Cards



Nesse artigo pretendo abordar as primeiras mudanças ocorridas nos principais decks Standard e a inclusão de alguns novos decks no cenário atual deste formato, mostrando as cartas da nova edição que se destacaram e garantiram seu espaço nestes decks.

Primeiramente, quero deixar bem claro que estas são apenas as análises iniciais com base nos recentes torneios, de modo que, com certeza, ao longo do tempo outras táticas surgirão e novas alterações nos arquétipos ocorrerão, mas acredito que inicialmente o que se alterou nos decks, foi o que segue abaixo.

Apenas para efeito de legenda, tratarei Main Deck como MD e Sideboard como SB no restante do artigo.

Antigos decks:

UB Control:
- Go for the Throat (MD/SB)
- Black Sun's Zenith (MD/SB)



Comentários: O deck ainda não usou Massacre Wurm, mas eu acho que ele ganhará seu espaço. As demais adições foram óbvias e certamente melhoraram o deck contra aggros, especialmente, Vampires. Creio que Blue Sun Zenith também possa aparecer por aqui (1-of). Provavelmente continuará sendo um dos decks Tier 1 do formato.

Caw Go/UW Control:
- Sword of Feast and Famine (MD/SB)
- Divine Offering (SB)
- Mirran Crusader (MD/SB)
- Hero of Bladehold (SB)
- Mortarpod (MD)



Comentários: Está sendo apontado por muitos como o novo deck “to beat” do formato e talvez seja. O engraçado neste deck é que, nas versões usadas no PT Paris e na disputa do POY, as cartas do deck, quase em sua totalidade já estavam disponíveis antes do lançamento de MBS, mas ainda sim o deck não era montado dessa forma mais aggro, preferindo a versão clássica, mais control. Essa nova versão foi feita pensando em enfrentar os novos cards que apareceram em MBS e, também, ao meu ver, pelo impacto que a nova espada causa ao enfrentar UB e Valakut. Apesar de algumas aparições estranhas nas listas e de existirem diversas listas diferentes, o deck logo se estabilizará com uma base padrão.
Só pra esclarecer, eu, particularmente, gosto de diferenciar UW Control de Caw Go, sendo o 1º aquela versão mais clássica, com mais planeswalkers e o 2º a versão mais aggro (ainda mais aggro agora), mas achei por bem colocar ambas as listas juntas porque é isso que todos os sites fazem e assim facilitará uma eventual consulta.

Valakut:
- Green Sun's Zenith (MD)
- Slagstorm (SB)
- Thrun, the Last Troll (SB)



Comentários: As adições previstas por todos realmente se concretizaram. O Zenith cumpre bem seu papel dando mais consistência ao deck, Slagstorm veio pra liquidar de vez com aggros (Piroclasma + Slagstorm, agora são duas bombas a se preocupar) e o Troll veio pra assegurar o domínio contra controls (também são duas bombas, Troll + Gaea´s Revenge). Estou apostando nesse deck, acho que o seu SB foi o que teve as melhores aquisições e o deck em si já era Tier 1, se conseguir lidar com as Espadas (Body and Mind e Feast and Famine) continuará se mantendo no topo.

RUG Control:
- Thrun, the Last Troll (MD/SB)
- Sword of Feast and Famine (MD)



Comentários: Adições previsíveis também e que certamente melhoram o deck. Ambas excelentes contra control, que ao meu ver é a pedra no sapato desse deck. Senti falta de Slagstorm como opção, mas tenho certeza que aparecerá nas próximas listas e também melhorará o deck. Talvez o deck se firme como Tier 1 com tais mudanças, talvez não, só o tempo dirá.

GW Quest:
- Leonin Relic-Warder (SB)
- Sword of Feast and Famine (MD/SB)
- Mirran Crusader (MD/SB)




Comentários: Também foram adições previsíveis, mas com certeza fortaleceram o deck garantindo inclusive um lugar no PT Paris. Ainda acho que o deck tem seus méritos e possibilidades de se firmar, mas ainda acho que falta alguma coisa.

WW Quest:
- Accorder Paladin (MD)
- Signal Pest (MD)
- Contested War Zone (MD)
- Leonin Relic-Warder (SB) 




Comentários: Certamente foram muitas adições ao deck e como eu havia dito algumas cartas que talvez tivessem lugar no deck devido sua mecânica não ganharam espaço graças ao seu custo elevado, sim Brass Squire, estou falando de você!
Um fato curioso foi o de que não vi ainda Sword of Feast and Famine em nenhum desses decks, o que me parece ser uma adição óbvia e que, creio eu, ocorrerá em breve.
Ao meu ver o deck ganhou muita força e consistência com as novas criaturas e com o terreno, principalmente, não ficando tão dependente do combo, provavelmente agora aparecerá com mais freqüência nos Top 8 e similares, mas não creio que será Tier 1.

Vampires:
- Go for the Throat (MD)




Comentários: Não quero desanimar os apreciadores dos chupadores de sangue, mas MBS não foi muito gentil com o deck. Além de só trazer uma carta jogável no deck (já ouvi falar também de Signal Pest no deck; é uma possibilidade, mas só acredito vendo) trouxe muitas coisas contra ele (Black Sun Zenith, Massacre Wurm, Sword of Feast and Famine, o próprio Go for the Throat, etc). Por outro lado Go for the Throat mata Grave Titan e Vampire Nighthawk, ou seja, deve ajudar razoavelmente contra UB Control.
Não sei se o deck continuará fazendo resultados tão bons quanto os que vinha obtendo, pois acho que ele perderá um pouco de espaço para outros aggros mais rápidos, embora continue sendo competitivo.

Boros:
- Mirran Crusader (MD/SB)
- Sword of Feast and Famine (MD/SB)
- Hero of Oxid Ridge (MD)
- Phyrexian Revoker (SB)
- Bonehoard (MD)




Comentários: É um deck que vinha tendo muito sucesso no MOL devido à sua velocidade/explosão e ao fato de ter um bom match contra UB Control e Valakut. As novas adições melhoraram o deck (contra ambos os decks contra os quais ele já vinha se destacando, aliás) e acredito que ele dispute com o Signal Goblins o posto de “deck aggro Tier 1” do formato.

Elves:
- Sem mudanças até o momento




Comentários: Não vi adições ao deck até o momento, mas aposto em Thrun, the Last Troll contra controls. Infelizmente MBS também não foi gentil com esse deck, como citado no Vampires, pois trouxe muitas cartas contra ele. Não acredito que se torne Tier 1, pois perderá adeptos para os outros aggros.

Eldrazi Ramp:
- Sem mudanças até o momento






Comentários: Também não vi adições ao deck até o momento, mas aposto novamente em Thrun, the Last Troll contra controls e em Green Sun Zenith (não sei porque não usaram até agora). Embora o Valakut me pareça ser melhor, esse deck ainda é uma boa opção e continuará aparecendo nos campeonatos com a mesma regularidade, creio eu.

Red Deck Wins/Big Red:
- Sem mudanças até o momento




Comentários: Também não vi adições a estes decks até o momento, mas Slagstorm me parece uma adição no mínimo óbvia ao MD de ambos. Hero of Oxid Ridge também pode vir a ser utilizado se o deck contar com um número pelo menos razoável de criaturas. Red Sun Zenith não me parece ter lugar garantido em toda versão não (No Big Red talvez seja mais usada), mas não duvido em apareça em ambas.
Achei engraçado que esse deck sempre presente nos torneios (RDW, sobretudo) ainda não tenha feito nenhum resultado muito expressivo pós MBS, será um sinal de que o deck está perdendo força?! Talvez, mas acho difícil afirmar isso com toda certeza.

Novos decks:

Grixis Tezzeret:
- Treasure Mage (MD)
- Sphere of the Suns (MD)
- Inkmoth Nexus (MD)
- Slagstorm (MD)
- Tezzeret, Agent of Bolas (MD)
- Black Sun's Zenith (SB)




Comentários: Um deck esperado. Aliás, se esperou muito desse deck, inclusive foi a opção do Matignon para a disputa do POY. Acredito que o deck tenha seu potencial e certamente poderá melhorar, não sei se ele se tornará Tier 1 no formato atual, embora tenha certeza que ele será um deck constante em todo campeonato. O combinho Tezzeret + Inkmoth embora simples me parece ser eficaz e seria muito mais se não existisse Tectonic Edge. Fora isso, a imensa gama de artefatos combinada com Tezzeret pode finalizar o jogo facilmente.

Shape Anew:
- Blightsteel Colossus (MD)
- Go for the Throat (MD/SB)
- Inkmoth Nexus (MD)
- Black Sun's Zenith (SB)




Comentários: Um deck novo com uma temática antiga (Polymorph + Khalni Garden). Eu também vi uma outra versão UW ao invés de UB e me pareceu tão boa quanto, mas os disrupts do Black certamente ajudarão e muito a salvar o terreno. O único problema ainda é Tectonic Edge. Não acho que esse deck se firmará como Tier 1, mas acredito que ainda ouviremos falar dele.

Signal Goblins/Goblins/Kuldotha Red:
- Signal Pest (MD)
- Contested War Zone (MD)
- Goblin Wardriver (MD)
- Flayer Husk (MD)
- Slagstorm (MD)
- Phyrexian Revoker (SB)
- Red Sun's Zenith (SB)




Comentários: Meu favorito entre os novos decks. Se bem que esse não é tão novo né?! É a base do Goblins melhorada e com mais explosão. Tal deck já vinha obtendo muito sucesso no MOL (mesmo sem MBS), tal qual o Boros, devido ao seu excelente match contra UB e Valakut e as adições ao deck fizeram-no melhorar e muito. Ainda não existe uma versão padrão, mas creio que em breve se estabilize e todos passem a usar uma lista similar com uma ou outra diferença apenas. É a minha aposta junto com o Boros para se tornar o “deck aggro Tier 1” do formato.

Conclusão?!

Na verdade, não vou concluir o artigo aqui porque pretendo trazer pra vocês em breve uma outra análise, dessa vez sobre os cards que não eram muito utilizados antes de MBS e que agora estão em alta ou mesmo que passaram a ser mais utilizados do que antes, para então saí, concluir a análise de MBS.

Bem, o artigo era esse. Como sempre, ficou mais longo do que eu queria, mas acredito que o texto esteja mais “leve” dessa vez, sem grandes aprofundamentos e debates teóricos. Espero que gostem e até o próximo.

Duelistaguara

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Inimigos de Dominária - Yawgmoth - Parte 1

Estou de volta, pessoal!

Dessa vez trazendo a história do maior vilão das histórias do magic, o Senhor das Máquinas, Yawgmoth.

Decidi começar as traduções com histórias dos personagens mais marcantes de Dominária, deixando as histórias de personagens de outros planos (Kamigawa *.*) para mais tarde. Mas, apesar dessa decisão, qual outro personagem das antigas é tão atual quanto Yawgmoth? Ok, ele está morto (?), não é ele quem está guiando os phyrexianos e tal, mas uma coisa que poucos que acompanham o magic hoje em dia sabe é: quem são os phyrexianos? O que é (era?) Phyrexia? Por quem foi criada? O que os motiva? Essas são perguntas que surgem mas poucos sabem a verdade por trás delas, e qual maneira poderia ser melhor para respondê-las do que contar a história do próprio criador desses horrores mecânicos? E este é ninguém mais ninguém menos do que o próprio Yawgmoth!

O mais interessante sobre Yawgmoth é que, apesar de ser provavelmente o mais poderoso ser que o multiverso já conheceu, ele começou como um simples mortal, no plano de Dominária. Sequer um planinauta ele era!

Hoje, na primeira parte dessa história vocês serão apresentados à um Yawgmoth que poucos conhecem, um simples, porém genial, curandeiro (sim, isso mesmo, Yawgmoth era um CURANDEIRO!) que vivia na época do auge do império Thran.

Espero que gostem da tradução!

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

[ A T E N Ç Ã O ]
Iremos Adiar o Campeonato do
dia 13/02/11 para o dia 20/02/11
2º Campeonato da Liga Arena em Caraguatatuba 2011
Este campeonato será Sancionado pelo DCI / e também valerá para o Ranking Arena
 
Data: 20/02/2011
FORMATO: Standard
HORÁRIO:
10:00 (inscrições)   10:30 (início)
LOCAL: Caraguatatuba / SP
-               RUA PEDRO ARAUJO LIMA 410
-               PORTO NOVO 
INSCRIÇÃO: R$ 10,00 + R$ 2,00 [destinado a premiação final da LIGA ARENA]
PREMIAÇÃO: 1 Booster por jogador  + Sorteio de 2 deck box e Cartas Raras T2 para quem ficar de fora da premiação.


Maiores Informações:
CEL: Davi - 12 8193-2389
MSN: Arena.Magic@hotmail.com

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Conceitos Básicos: Interatividade no Magic

Bom, nesse segundo artigo aqui pra Liga Arena, resolvi falar de um assunto diferente: a interatividade no Magic, iniciando um ciclo de artigos sobre alguns conceitos básicos do jogo.

Um conceito pré-estabelecido e bem difundido no meio do Magic é o conceito de interatividade: “interativo é o deck que interage com outros decks”, ou seja, é um deck que “se importa” com o que o outro deck faz e que age de acordo com isso. Agora, minha idéia nesse artigo é expandir o conceito de interatividade.

Primeiramente, gostaria de deixar algo bem claro, todo deck razoavelmente montado tem algum tipo de interação consigo mesmo, ou seja, suas cartas interagem ainda que minimamente entre si, ou então não é um deck e sim um monte de cartas juntas.

Tendo isso em mente, acho interessante dividir a interatividade em 3 níveis (não-interativo, semi-interativo e interativo) para melhor explicação.




Não-interativo:

Um deck não-interativo é aquele que não interage com outros, ou seja, joga independentemente do que o outro fizer. Um exemplo clássico disso, são os decks de combo, que quase sempre têm as mesmas atitudes durante o jogo (buscando combar) independentemente do que o outro jogador fizer.

Outro exemplo de deck não-interativo é o famoso Burn, que embora haja muita discussão sobre ele ser combo ou aggro (devido aquele excelente artigo do Potira), ninguém duvida que se trata de um deck não-interativo, pois todas as suas cartas, sejam as mágicas ou as poucas criaturas que usa (apenas Mogg Fanático e Keldon Marauders) têm quase sempre a mesma função, não importando o que o oponente faça no turno dele.

Tenho certeza que nesse ponto surgem dúvidas do tipo: “Como assim não importa o que o oponente faça?! Se ele descer um goblin 1/1 você ataca com Keldon, mas se ele descer um Tarmogoyf 4/5, você não ataca! Então a carta é interativa, na verdade”???
Então, na verdade não é! Claro que o exemplo citado é perfeito, você geralmente não ataca com o Keldon se o oponente tiver uma criatura maior que a sua. Nesse caso ele vai servir de “chump block” apenas. Mas a questão não é essa, claro que bater 3 com o Keldon é ótimo, mas ele está no deck Burn porque entra e causa 1 e sai e causa 1, ou seja, mesmo que ele entrar apenas para bloquear e morrer ou se tomar um removal do oponente, ele cumpre seu papel. O mesmo vale pro Mogg Fanático, já que ocorra o que ocorrer você pode sacrificá-lo e causar 1 no oponente ou em alguma criatura, e é por isso que os dois são as únicas criaturas usáveis no Burn.



Semi-interativo:

Um deck semi-interativo é aquele que interage com outros, mas não de forma plena. Uma bom exemplo de deck semi-interativo são os decks aggro, que podem jogar ignorando quase tudo o que o oponente fizer (um Sligh por exemplo), mas também podem interagir com o deck adversário, como um deck de Elfo, por exemplo, que diante de um control, segura algum bixo na mão para não tomar um Cólera de Deus e perder o jogo, ou mesmo um Zoo, que guarda um Raio para matar uma criatura mais forte do oponente ao invés de jogar diretamente nele no começo do jogo.


A semi-interatividade é um conceito pessoal, tenho certeza que muitos jogadores dirão que os aggros são decks interativos, e de fato são! Mas a interatividade deles é de longe muito menor que a dos decks control, e por isso, acho essa distinção bem adequada.

Se fosse escolher um dos níveis de interatividade para aplicar a qualquer deck, eu escolheria a semi-interatividade, pois todo deck, mesmo os combos, têm um mínimo de interação com o deck adversário. Por exemplo, jogando de Fetchland Tendrils contra um Countertop, se você não tiver nenhum “chant” ou “disrupts” na mão e tentar combar, no melhor estilo “all in”, você pode até obter sucesso, mas a chance de tomar um counter e perder o jogo ali é bem grande. Por esse motivo, existe uma certa interação, ainda que seja muito reduzida, em qualquer deck.

Não obstante, ressalto que, apesar de insistir que existe uma mínima interação entre qualquer deck, acho essa divisão em 3 níveis, a mais adequada, por distinguir exatamente o quão profunda é a interação dos decks.

Interativo:

O deck interativo, obviamente, é aquele que interage com os outros, ou seja, suas ações e decisões são quase sempre determinadas de acordo com as ações do oponente. Por exemplo, num deck control, no turno do oponente, se ele fizer uma mágica, abrem-se algumas opções: anula-la (se você tiver meios); remover a criatura (se for uma criatura e você tiver meios); ignorar a mágica; etc.

Sei que é um pouco arriscado afirmar isso com certeza, mas os decks interativos são, geralmente, os mais fáceis de se cometer algum erro (embora em combos, também seja bem usual errar), devido à própria interação, já que nem sempre é possível saber se a decisão que você vai tomar naquele momento é a correta para aquela situação, por exemplo, você pode gastar um counter anulando uma criatura e em seguida o oponente descer uma mais forte (é um exemplo bem simples, mas explica perfeitamente o caso).

Os decks interativos são como um faca de dois gumes, já que a interatividade permite que você consiga lidar com vários decks diferentes, mas ao mesmo tempo prende seu jogo ao jogo do oponente (em regra, claro), é por isso que as partidas entre “mirrors” de decks control são tão chatas longas.

Interatividade entre cartas:

Esse é um outro conceito pessoal e diria um pouco complicado, por isso não vou me aprofundar demais aqui, mas gostaria de salientar que existe também a interatividade entre as cartas e não apenas entre os decks.

O conceito de interatividade aqui é o mesmo, porém a análise é diferente, uma carta interativa é aquela que interage positivamente ou negativamente com outra (geralmente do seu próprio deck, mas pode ser do deck adversário no caso da interação ser negativa ou mista).

* Interação Positiva = Benéfica para as suas cartas (Exemplo: Tritão Soberano).
* Interação Negativa = Prejudicial para as cartas do oponente (Exemplo: Máquina de Contágio).
* Interação Mista = Benéfica para as suas cartas e prejudicial para as cartas do oponente (Exemplo: Evincar Ascendente).




O mesmo conceito de interativo, semi-interativo e não-interativo se aplica também as cartas, mas para não ser repetitivo, vou apenas listar alguns exemplos:

- Carta não-interativa: Esfera de Raios.
Obs: Dispensa comentários, gerou RRR, conjura a Esfera de Raios e sai pro abraço.



- Carta semi-interativa: Companheiro do Banco de Ajani e Mantra de Ajani.
Obs: São cartas simples (nem boas e nem ruins), e podem jogar sozinhas, mas melhoram muito se combinadas (semi-interatividade).

 












- Carta interativa: Ritual Sombrio.
Obs 1: Poucos exemplos seriam tão bons quanto Ritual Sombrio (e outros geradores de mana), pois são cartas que só servem se utilizadas em conjunto com outras (nunca vi alguém fazer mana, ritual, passo).
Obs 2: Vale citar uma observação a respeito da carta Contramágica (e qualquer outro counter e cartas que “encantam/destroem/removem/afetam” algo). Elas obviamente são interativas, mas diria que são mais do que isso, são “super interativas”, porque você sequer pode joga-las sem que haja um alvo válido para elas, diferentemente, por exemplo, do Ritual Sombrio que você pode fazer sem que faça outra mágica depois, mesmo que isso não faça sentido algum, mas você pode.




O inusitado é que muitas cartas interativas são usadas em decks não interativos, como por exemplo, Ritual Sombrio em decks de combo. Por isso disse que esse tema era mais complexo, pois se você não souber distinguir “cartas interativas” de “cartas usadas em decks interativos”, você provavelmente ficará bastante confuso.



Conclusão:

Tenho certeza que nesse momento alguém se perguntou: “E de que adianta saber tudo isso”?

Bem, a teoria do Magic é algo mais chato mesmo, admito isso, mas acho que pro desenvolvimento de qualquer jogador, cedo ou tarde, ele terá que esbarrar nas regras e nos fundamentos/conceitos de jogo, porque, acreditem, isso faz muita diferença.

Saber se o seu deck e o do seu oponente, bem como as cartas, são interativos ou não influencia totalmente no seu jogo. Por exemplo, jogando de control, se um oponente faz Ritual Sombrio, você anula?! A resposta certa é depende, se ele estiver usando um deck aggro (semi-interativo) é bem provável que ele tente fazer uma criatura, nesse caso, em regra, é melhor esperar e anular a criatura (“card advantage”); porém se ele estiver jogando de combo (não-interativo), o ideal, em regra, é anular a geração de mana, porque se ele gerar determinada quantidade de mana, talvez você não consiga mais parar o combo (no caso de storm, por exemplo). Isso é conceito puro, mas influencia nas suas ações durante o jogo.

Bom, a idéia central do artigo foi dar uma nova roupagem num conceito já amplamente difundido e, claro, trazer o conceito para aqueles que não o conheciam por completo. Espero que tenha conseguido fazer isso nesse texto. Sei que ficou meio longo, mas realmente não consegui faze-lo menos extenso. Espero que gostem.

Abraços e até a próxima

Duelistaguara