segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

skill vs. sorte






skill vs. sorte








Das diversas discussões ocorrentes nos encontros de Magic, uma das mais acaloradas é a que diz respeito a sorte no jogo. Não é preciso muita experiência para ter presenciado uma partida onde um top draw acabou com o jogo, ou poderia ter acabado, e não o fez, ou que tenha acontecido a tão temida zica. Geralmente essas situações são seguidas de comentários, sérios ou não, como “Magic é pura sorte...” Por outro lado, a presença dos mesmos rostos nos top 8 de grandes torneios não deixa dúvidas de que o Magic é um jogo de habilidade, e o atual metagame de todos os formatos só reafirma a importância das escolhas quem está por trás das cartas, antes e durante as partidas. Então, o que dizer sobre a sorte diante desse cenário?
A princípio, é importante ter em mente de que o Magic é um jogo onde a aleatoriedade é um fator importante. E há, nas regras, inúmeras mecânicas que garantem essa importância (limitação do número de cópias de uma carta no deck, o embaralhamento, o acesso limitado as cartas do deck, etc). Um bom jogador deve saber lidar com a aleatoriedade, e entender como ela interage com sua estratégia. Isso não quer dizer que se deva ceder à sorte. Muito pelo contrário, deve-se pensar em maneiras de minimizar a sorte, para fins de atingir a win condition da maneira mais rápida (no caso de aggro ou combo), ou para conseguir o controle da mesa. O quanto você dependerá da sorte para vencer uma partida é uma escolha feita por você na construção do deck, e escolhas remetem a habilidade.
         Seguindo a linha de raciocínio na qual o fator sorte deve ser minimizado, conseguindo assim ter controle sobre sua estratégia, todos os decks, hipoteticamente, deveriam jogar com cartas de compra e de busca, e não é isso que acontece. Há decks fortes que não necessitam (ou necessitam pouco) de tais recursos para funcionar bem, como o White Winnie atualmente no Extended ou o clássico Mono Red, entre tantos outros. No entanto, tais decks dependem de uma mão inicial que garante boa parte da vitória, afinal, você contará normalmente com apenas um draw por turno. Isso quebra a teoria de que Magic é skill, e não sorte para ter as cartas certas na hora certa? A resposta é não, e não há contradição nenhuma aqui. Mais uma vez trata-se de uma escolha, ou seja, habilidade. As win conditions desses decks são sacrificadas pela presença de cartas que arrastam o jogo. Não há tempo para draws adicionais. Saber lidar com esse tipo de estratégia levando em conta a aleatoriedade é habilidade.
E quanto aos decks fast combo? Existem combinações de cartas que ganham o jogo no primeiro turno se houver uma mão perfeita, ou seja, se houver sorte. Não há sequer interação com o oponente em alguns casos. Podemos citar como exemplo o WW Quest, cuja combinação ganha de qualquer deck do formato Standard no segundo turno em muitos casos. Com muita sorte pode-se ganhar no primeiro turno. Porém, no caso de um mid game as chances de vitória caem drasticamente, e continuam caindo a turno após turno. Para chegarmos a uma conclusão sobre o custo benefício da dependência da sorte, basta observar os resultados obtidos por esse tipo de deck em torneios. Fast combos quase sempre tropeçam no meio do caminho rumo a uma boa colocação. Por isso é importante a presença de cartas que garantam o combo ou concedam uma plano B caso o combo rápido falhe. Esses são recursos que fazem o deck depender menos da mão perfeita para ganhar, e que fornecem mais opções de jogo durante a partida. Mais uma vez, a melhor escolha é minimizar a dependência da sorte, favorecendo a habilidade.
 
       Existem várias outras situações interessantes onde se pode discutir sobre a sorte no Magic. O fato é que ela sempre estará presente em maior ou menor grau. O grande erro é achar que habilidade é pouco significante perante as probabilidades. Quando na verdade a capacidade de manipular a sorte é uma das maiores skills de um jogador.
Comentem, concorderm ou discordem, e falem sobre situações interessantes a respeito do assunto!

Por: Francisco Ferreira  [Chico]

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

2ª História SERRA

Escrito por Nemesis
Traduzido por João Fernandes Lelis

 Serra




Embora nem o local nem as circunstâncias do nascimento da planinauta Serra sejam conhecidas, é sabido que seu nome vem de uma deusa benevolente, e ela foi profetizada como representante da chegada dessa deusa. As profecias se mostraram corretas. Mesmo que as condições de sua ascensão sejam tão misteriosas quanto as de seu nascimento, ela logo ergueu-se como uma planinauta e começou a vagar pelos planos do multi-verso.

Há uma quantidade desconhecida de tempo atrás, ela se cansou de vagar e decidiu estabelecer-se num único lugar e criou seu próprio plano, um plano perfeito de mana branca. Embora ela tenha tentado eliminar todos os outros tipos de mana de seu plano, foi apenas possível minimizá-los. Infelizmente, seres com uma essência de cor diferente de branco, principalmente preto, poderiam desbalancear o plano e destruir sua perfeição se aparecessem frequentemente. Assim, Serra proibiu a utilização de mana preta e seres com essa essência.

Serra começou a trabalhar na criação de um plano perfeito. Ela criou um palácio para ser sua morada de cristal e pedra. Seu santuário interior era uma sala gigantesca cheia de pássaros e árvores, conhecido como Aviário de Serra. Sua câmara mais privada ficava nos galhos de uma das árvores. Nessa câmara ficava o casulo. O casulo era um poderoso artefato formado por um cristal brilhante. Seu propósito era diminuir a velocidade de degradação de seu reino. Assim como o Inefável de Phyrexia dormia para manter seu reino, Serra dormia para manter o seu. O casulo também podia curar quem quer que dormisse em seu interior.

Serra criou incontáveis ilhas que flutuavam em volta de seu reino. Tudo lá ficava em seu estado de maior beleza: o sol mantinha-se em seu nascer no oeste e as flores ficavam permanentemente em florescer total. O tempo não era medido, pois quem precisava de tempo em um lugar perfeito? Não havia necessidade de comida e água, uma vez que o ar era fonte de nutrição suficiente.


Serra então criou vários seres para preencher seu reino. As Irmãs de Serra eram atendentes parecidas com humanos que a serviam em seu palácio. Anjos eram seres alados que patrulhavam o reino e viviam fora do palácio. Arcanjos tinham a missão de punir todos os malfeitores encontrados no plano.

Nascimentos eram raros, então quando os pais estavam esperando uma criança eles podiam residir no palácio, sob cuidados diretos de Serra. As crianças eram educadas pessoalmente por Serra. A eles eram ensinados serviços, meditação, fé e outros valores.


"Acredite no ideal, não no ídolo."


Um dia os anjos encontraram algo que mudaria o reino de Serra para sempre. Enquanto estava sendo perseguido por phyrexianos, o planinauta Urza e seu companheiro phyrexiano Xantcha, acabaram parando no reino. Ambos estavam inconscientes. Eles foram levados para o julgamento de Serra. Urza tinha a essência em mana branca, de modo que foi permitido a ele ficar no casulo e ser curado. Xantcha, no entanto, tinha a essência em mana preta, o que era o suficiente para um mandato de morte. Serra não teve como saber se Xantcha era importante ou não, e ficou exitante em fazer qualquer coisa à ela, uma vez que isso poderia danificar o artefato e, possivelmente, Urza. Além disso, Serra pensou que ela iria provavelmente morrer. Ela não buscava a morte, apenas a vida e por isso deixou que Xantcha ficasse isolada em uma das ilhas, sob a vigia de uma de suas Irmãs.

Serra mandou que guardassem Urza enquanto ele se curava. Por cinco anos eles esperaram.

Cinco anos depois, Urza estava completamente recuperado. Xantcha também havia acordado. Ela estava abandonada em uma das ilhas, sob a vigia direta de uma das Irmãs de Serra. Infelizmente, Serra não sabia onde Xantcha havia sido colocada e os arcanjos estavam a procurando para destruí-la.

Xantcha notou que mana preta podia ser sentida por todo o plano e chamou os arcanjos para alertá-los de sua localização, quando ficou cansada de esperar. Logo os arcanjos apareceram com o Aegis, um dispositivo parecido com um diamante capaz de criar raios de fogo mortais. Eles usaram isso para ferir seriamente a Irmã e cegar Xantcha temporariamente antes que Serra percebesse o que eles estavam fazendo e acabasse com isso.

Xantcha e a Irmã foram trazidas de volta ao palácio onde tiveram uma audiência pessoal com Serra. A Irmã foi colocada no casulo para se recuperar e Xantcha pôde se reunir com Urza. O par logo deixou o plano.

Infelizmente os phyrexianos estavam perseguindo Urza implacavelmente através dos planos o que acabou levando-os ao reino de Serra, Os defensores do reino tiveram uma boa luta e expulsaram os invasores, mas houveram casualidades. Pior, a presença de um grupo tão grande com seres de essência de mana preta foi o suficiente para danificar permanentemente o plano. Ele ainda estava funcional, mas havia perdido sua pureza e perfeição.

Foi quando Serra percebeu que a paz e santidade de seu reino eram tão frágeis quanto vidro.
Serra estava entristecida pela perda da pureza de seu plano e logo o deixou, deixando-o nas mãos do arcanjo sedento de sangue Radiante, que sempre havia desafiado Serra.

"Os olhos de Radiante brilharam. 'Vá então,' o anjo gritou à Serra, 'e deixe esse mundo para aqueles que realmente se importam.'"

Serra andou pelos planos por um tempo e então acabou num plano conhecido como Ulgrotha, ou Terras Natais. Era um paraíso rico em mana e cultura. Lá ela conheceu outro planinauta, Feroz, que desprezava a utilização de criaturas vivas em duelos. Quando ele descobriu que os anjos de Serra a serviam de livre e espontânea vontade, eles se apaixonaram e se casaram.
Serra fundou a cidade de Aysen e tornou-se a guia espiritual e protetora deles. Em tempo, ela tornou-se adorada como uma deusa. Ele fundou os paladinos de Serra, uma ordem de guerreiros dedicada à defesa dos princípios de Serra e defesa do povo de Aysen das devastações do vampiro maligno, Barão Sengir. Ela escolhia cada abade de Aysen para se certificar de que eles não iriam cair em tentação e tornarem-se corruptos.

"Uma luz, uma lâmina, um propósito. - Juramento dos Paladinos de Serra."




Serra e Feroz eram forças de paz e proteção em Ulgrotha. Eles faziam tudo que podiam para manter a paz, como se reunir com o Barão Sengir para discutir o futuro de Ulgrotha e construir um banimento mágico para manter outros planinautas fora de Ulgrotha. Mais uma vez, tudo era perfeito para Serra.

Mas isso não durou. Feroz foi morto num experimento de laboratório com um elemental de fogo. O coração de Serra estava partido. Ela deixou Ulgrotha logo depois, deixando a cidade de Aysen sem líder.

"Logo, Serra retornará e escolherá o sucessor do Abade; caso contrário estaremos perdidos." - Gulsen, Matrona da Abadia

Ela vagou por planos novamente. Um dia ela encontrou um planinauta ladrão que cobiçou seu anel de casamento. Ele tentou tomá-lo dela. Ela percebeu que desde que havia perdido Feroz e seu paraíso duas vezes, ela não tinha mais nada pelo que viver. Ela permitiu que o ladrão a apunhalasse e morreu.

"Serra, assim como Feroz, está morta a muito tempo. Mas lembre-se, Daria: seu espírito sobreviverá por tanto tempo quanto as Terras Natais." - Taysir

Serra pode estar morta, mas seu legado sobrevive. Ela ainda é adorada e reverenciada pelo povo de Aysen. Serra costumava ser adorada em Benália, mas foi banida por Gabriel Angelfire. Vários de seus antigos seguidores foram resgatados do plano em colapso por Urza e lutaram em defesa de Dominária durante a recente Invasão Phyrexiana. A própria essência de seu plano reside no motor da nau voadora Bons Ventos que foi a maior defensora de Dominária durante a invasão.




segunda-feira, 17 de janeiro de 2011

Campeonato na cidade de Lorena / SP

[ A T E N Ç Ã O ]


Iremos Antecipar o Campeonato do
dia 23/01/11 para o dia 22/01/11


3º Campeonato da Liga Arena 2011
Este campeonato será Sancionado pelo DCI / e também valerá para o Ranking Arena

Data: 23/01/2011
FORMATO: Pauper Legacy
HORÁRIO: 14 horas
LOCAL:    Lorena / SP
-               R: Pedro da Costa Colaço, 153
-               Bairro: Nova Lorena
-               Próximo ao Vilela Supermercados e padaria Mascote

INSCRIÇÃO: R$ 10,00 + R$ 2,00 [destinado a premiação final da LIGA ARENA]
PREMIAÇÃO: 1 Booster por jogador


Maiores Informações:
CEL: Ricardo 78139211
MSN: Arena.Magic@hotmail.com


quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Terminamos nossa 1ª História "Barrin"

 BARRIN 1ª Parte
Escrito por Eidtelnvil
 Traduzido por João Fernandes Lelis

 
  Gerrad Capasheno, o planinauta Urza... Dominária tem sua parte de heróis que as vidas mudaram irrevogavelmente sua história. Mas algumas vezes os salvadores de Dominária espreitaram das sombras, sempre girando as engrenagens da história mas nunca aprecendo diretamente no meio de grandes batalhas e duelos cósmicos. Um desses heróis é Barrin.


Barrin nasceu como Barrinalo durantes os dias de domínio Kjeldorano em Teresiare. Barrinalo não possuia grande talento mágico, e estava contente em viver seus dias como um humilde escriba para um guilda local. Isso mudou quando a guilda de Barrinalo foi eleita para fazer uma crônica com as últimas palavras do mais poderoso feiticeiro de Kjeldor, o mago Pharon. Barrinalo, junto de vários outros escribas de sua guilda, escreveram sobre a sabedoria sem limites e proezas mágicas de Pharon. Porém, nada era tão inocente quanto parecia ser. A Casa das Letras era apenas um mero peão das guildas de feiticeiros de Kjeldor, que queriam o quase onipotente poder de Pharon para si mesmas. Haviam rumores sobre uma magia em especial, conhecida como Obliterar, que poderia ser de conhecimento de Pharon. Essa magia, provavelmente a mesma usada por Urza para destruir Argoth durante os antigos dias da Guerra dos Irmãos, se tornaria uma ferramenta capaz de mudar todo o mundo se caísse nas mãos erradas. Pharon, em meio à sua febre, sabia que esse era o caso e confidenciou à Barrinalo algo que ele logo percebeu. Barrinalo um dia se tornaria um poderoso mago, ultrapassando até o mesmo o próprio Pharon em seu conhecimento das artes arcanas. Pharon confidenciou a Barrinalo os segredos de suas mais poderosas magias, incluindo a temida Obliterar. Barrinalo, surpreso e desnorteado pela premonição do mago, silenciosamente aceitou as dádivas de Pharon e deixou Kjeld logo após a morte do mesmo. Antes de deixar a cidade-estado, Barrinalo teve que deixar seu nome com o oficial local, para registrar sua saída. A caneta de Barrinalo ficou sem tinta antes de ele terminar seu nome e ele decidiu tomar para si esse novo nome. Nesse dia, Barrinalo partiu de Kjeld e Barrin deu seu primeiro passo em uma jornada que duraria séculos.

"O conhecimento não é mais caro que a ignorância e é, ao menos, tão satisfatório quanto."

Barrin aprendeu as artes arcanas quase sem esforço durante seu isolamento nos ermos de Teresiare. Através de sua afinidade com mágica, Barrin conseguiu prolongar sua vida por incontáveis séculos até que ao menos a longa Era Glacial terminasse. Quando seus estudos chegaram ao fim, ele começou a atrair atenção de uma das figuras mais poderosas e ameaçadoras do multiverso: Barrin havia atraído a atenção do planinauta Urza. Uma figura de passado quase mitológico, Urza era o responsável pelo colapso que gerou a aterrorizante Era Glacial. Urza confidenciou a Barrin uma terrível premonição. O planinauta havia passado boa parte dos últimos 3 milênios batalhando contra os verdadeiros inimigos de Dominária, a força que era mais responsável pelos horrores da Guerra dos Irmãos do que Urza ou Mishra. Esses seres, uma raça de monstros em forma de máquinas, estavam planejando a destruição de tudo e todos sobre a face de Dominária. Urza contou a Barrin sobre os phyrexianos, histórias terríveis que assombraram a mente de Barrin e as mentes de todas as crianças de Dominária por incontáveis anos. A aparência de Urza mostrava que as histórias não podiam ser nada mais do absoluta verdade. Urza admitiu que Barrin era um mago de inegável poder e poderia se tornar de grande ajuda na defesa de seu plano natal. O planinauta revelou seu plano, uma escola dedicada ao estudo da magia onde Urza poderia reunir as grandes mentes de toda Dominária para criar uma força que poderia parar a invasão phyrexiana. Barrin, esmagado por essa revelação, aceitou servir de mão direita de Urza. Ele não poderia saber o preço que ele pagaria por essa lealdade...
As décadas seguintes foram gastas na construção da academia, na distante ilha de Tolaria. Os esforços incansáveis de Barrin logo encheram os salões da academia com uma vasta quantidade das mais brilhantes mentes de toda Dominária. Dois estudantes em particular, o garoto zhalfiriano, Teferi e a garota de Shiva, Jhoira, iriam certamente se transformar em mestres em qualquer campo no qual se dedicassem. Entretanto, o verdadeiro plano de Urza nunca saiu da cabeça de Barrin. Urza estava mais do que contente em servir como o misterioso benfeitor da academia e tomou para si o nome de Malzra, temendo que os alunos pudessem se rebelar se soubessem sua verdadeira identidade. O plano do planinauta envolvia a construção de uma grande máquina, capaz de transportar um homem cerca de 8000 anos no passado, para os passados dias do Império Thran. Lá, o viajante do tempo poderia avisar os Thran para não confiar muitos em seus artífices e talvez impedir os phyrexianos de chegar ao poder.

"Tudo o que poderíamos perder, nós perdemos. Tudo que nós podemos guardar, nós guardamos. E ambos estão envoltos pelas névoas." O primeiro passo dos planos de Urza era a criação de um artefato sensível capaz de suportar as intensas pressões da viagem no tempo. Esse golam, rotulado apenas como "Sonda 1", era capaz de evoluir constantemente e cumprir qualquer tarefa que Urza pedisse. Esse progresso era possível graças à fonte de energia da sonda, um artefato usado por um agente adormecido phyrexiano de quem que Urza havia se tornado amigo e reformado durante os milênios de viagem interplanar. A criação do golem e seu comportamento quase vivo se provaram um dos mais notáveis sucessos de Urza, mas ele não tinha mais do que a mentalidade de uma criança. Barrin e Urza concordaram que o melhor curso de ação possível para a sonda seria interagir com os outros estudantes e assim ele se tornou um indivíduo mais completo. Barrin ficou alarmado com a negligencia de Urza para com o golem. Parecia, para Barrin, que Urza sentia que sua criação era apenas mais uma de suas máquinas sem vida, e não um ser sensível, desesperado por orientação paternal.

"Você não tem mãe. Você não tem pai também. Você tem um par de criadores, mas isso não é o mesmo. Nenhum de nós sabe como te confortar e proteger. Se você precisar de muita alimentação nós podemos até te considerar defeituoso. Talvez isso seja porque você foi designado para ser uma ferramenta, uma arma, não uma pessoa. Talvez seja porque nós não esperávamos ter que salvar você. Nós estávamos esperando que você nos salvasse."

Os dias passaram e finalmente a Sonda 1 ficou sabendo a razão de sua criação. A sonda entrou na máquina do tempo e foi capaz de viajar alguns dias para testemunhar sua própria criação. Retornando ao presente, o golem imediatamente ficou perturbado e depressivo, sabendo que ele era de fato apenas outro artefato e não um ser único. Barrin temeu que a sonda se tornasse instável e decidiu confiá-la aos cuidados de Jhoira, uma de suas mais promissoras alunas.

Barrin confidenciou a Urza sua preocupação sobre os maltratos ao golem de prata. O mago sentiu que Urza estava sendo muito condescendente com muitos dos estudantes mais problemáticos da academia, principalmente o jovem zhalfiriano, Teferi. As travessuras de Teferi eram lendárias e agora ele tinha um gigante e indefeso golem em quem pregá-las. Urza sentiu que se Teferi conseguisse machucar ou desativar o golem, ele não seria adequado para seu plano e estaria fadado a ser um fracasso. Barrin estava mais do que um pouco preocupado com a apatia de Urza com relação à sua grande criação, um ser que era capaz de sentir o desprezo do planinauta como se fosse um humano. Um dia os temores de Barrin sobre o bem-estar da sonda foram colocados de lado depois de uma visita aos alojamentos de Jhoira. A jovem e o golem estavam no começo do que se transformaria certamente uma longa amizade. Jhoira havia até mesmo dado um nome ao golem, que seria desde então conhecido como Karn, a antiga palavra Thran para "poder".

Barrin e Urza continuaram seus experimentos de viagem no tempo com sucesso extremamente limitado. Karn era capaz de viajar apenas algumas semanas no passado e as manipulações trimestrais estavam tendo efeitos desastrosos nos estudantes e professores da academia. Doenças extremas eram comuns, assim como estranhas anomalias espaciais. Ainda assim, a insistência de Urza de que qualquer preço que a academia fosse pagar para impedir que os phyrexianos chegassem ao poder era mínimo comparado ao objetivo final. Barrin notou um estranho pendente dado a Karn por sua nova amiga Jhoira e apressou Urza a fazer os testes no artefato. Urza estava alarmado com o fato de que o metal era evidentemente de origem Thran, algo que nunca havia sido visto fora da terra natal de Jhoira.

Semanas se passaram e Tolaria se deparou com seu primeiro pequeno desastre. O ativista rebelde Teferi havia tentado escapar para fora da academia durante a noite. Urza jurou a Barrin que ele podia sentir o cheiro de um phyrexiano em algum lugar da ilha e no momento Teferi era o principal candidato. Jhoira veio defender Teferi, convencendo Urza e Barrin de que Teferi havia saído da academia para capturar um pássaro raro para tentar ganhar sua atenção. Barrin e Urza estavam desconfiados, mas concordaram que Teferi não apresentava risco imediato.

2ª Parte dia 20/12/2010




"Teferi é um estudante problema. Sempre atrasado para as aulas. Não usa seu tempo de maneira produtiva. Eu não entendo porque ele trabalha tão duro em um dispositivo para reproduzir um som tão facilmente produzido com uma mão e sovaco." Alguns dias após esse aparentemente inocente incidente, Tolaria foi despedaçada. A pequena ilha foi para sempre alterada por fendas temporais e Barrin não imaginava qual era o motivo até Urza revelar qual era a causa de tamanho desastre. De algum modo o golem Karn havia viajado de volta no tempo para prevenir a academia de uma incursão phyrexiana. Embora nem Urza nem Barrin tivessem qualquer recordação dos eventos, aparentemente um deles, ou ambos, havia enviado Karn de volta no tempo para alterar uma quase certa vitória phyrexiana. No entanto, a ilha não pôde suportar o maciço influxo de energias espacias e foi quase rasgada em pedaços devido a isso. Urza, Barrin e Karn fizeram o possível para se localizarem mas tiveram sucesso apenas em salvar alguns estudantes e estudiosos. Mas a ilha pagou muito mais caro. Tolaria não estava mais ligada à passagem do tempo, diferentes partes da ilha foram divididas em diferentes fragmentos de tempo. Em uma parte da ilha dias passavam em apenas alguns segundos, enquanto que na outra parte o terrível desastre estava apenas começando. Urza prometeu retornar, mas sabia que a ilha estava agora fora de sua influência.
"O tempo corre como um rio. Em Tolaria, nós praticamos a arte da construção de barragens."

Barrin, "Malzra", e Karn continuaram as experiências da ilha a bordo de Nova Tolaria, uma gigantesca embarcação marinha que servia como nova base de operações de Urza. Tudo continuou a bordo do navio como estava durante os dias de glória da academia, até que finalmente Urza prometeu retornar à Tolaria e de algum modo compensar a ilha e seus habitantes pelos horrores que ele havia desencadeado sobre eles.

Os estudantes de Barrin começaram a explorar a ilha, mas a recuperação de Tolaria por Urza seria uma tafera longa e árdua. A infinidade de linhas de tempo eram perigosas, contendo grande quantidade de energia temporal que poderiam assassinar os estudantes de Barrin em frações de segundo. Apesar dos avisos de Urza, um estudante morreu nos primeiros dias de exploração. Esse acontecimento foi horrível, mas Barrin e companhia puderam se alegrar ao descobrir a única sobrevivente que permaneceu na ilha: Jhoira.

Jhoira viveu em Tolaria esses anos desastrosos, tornando-se uma mulher forte e sábia na ausência de "Malzra". Mas os fogos que forjaram em Jhoira a mulher selvagem que Barrin viu diante dele ainda estavam vivos na ilha. Jhoira juntou-se à Malzra em um tour pela ilha, mas nada poderia tê-los preparado para as maravilhas e horrores que os esperavam. Barrin descobriu que Tolaria agora abrigava civilizações inteiras, com várias gerações, que haviam se desenvolvido nos poucos anos desde o desastre na ilha. Outras zonas temporais continham estudantes que ainda testemunhavam o terrível evento, anos depois do acontecido. Um aluno em particular, o travesso Teferi, agora estava tão parado quanto uma estátua. Apesar desses horrores, Tolaria agora abrigava um verdadeiro paraíso, um lugar onde a chuva que caía e o sol que brilhava eram centenas de vezes amplificados. Este lugar, que Jhoira havia denominado Angelwood (algo como mata angelical), era mais glorioso do que qualquer lugar que Barrin havia visto. Mas se Angelwood representava a totalidade da luz de Tolaria, o Giant's Pate (algo como cachola gigante) era sua antítese. Os invasores phyrexianos haviam ficado presos em sua zona de movimento lento. Para cada segundo que se passou em Tolaria, horas se passaram para os monstros, permitindo a eles séculos de preparo para uma invasão. Barrin percebeu a ironia: Numa tentativa de prevenir que uma invasão phyrexiana começasse, Urza havia criado outra raça de phyrexianos acostumados a destruir seus trabalhos e agora em posse de incontáveis anos para se prepararem. Em algum lugar na escuridão, o agente adormecido de quem Jhoira havia  se tornado amiga anos atrás esperava. Kerrick havia se tornado outro Yawgmoth, com o objetivo máximo de matar Urza.

Os alunos de Barrin, começaram a construir uma nova academia, um monumento em honra daqueles que haviam perdido suas vidas no desastre original. O próprio Urza supervisionou a construção de um memorial à Teferi, um jovem garoto com uma genialidade que não havia sido permitida florescer. Anos se passaram e a nova academia lentamente caminhava para sua reconstrução total. Urza começou então a construir máquinas de guerra como as que não eram vistas desde a Gurra dos Irmãos. O planinauta acreditava que o problema de Giant's Pate deveria ser resolvido imediatamente, pois os phyrexianos estavam trabalhando em maneiras de atravessar o limiar temporal. O ataque às forças de Kerrick provou-se um fracasso, apenas provendo Kerrick de grandes ferramentas com as quais assassinar seus inimigos. Jhoira quase morreu durante o ataque e a jovem ficou em coma na enfermaria improvisada.

Anos se passaram em um borrão. Devido à água com propriedades temporais de Tolaria, Barrin e o resto obtiveram um incrível prolongamento em suas vidas. Uma maior exposição à água poderia provar-se uma fonte de imortalidade. Urza começou a construir motores falcão, várias vezes mais mortais do que as usadas na Guerra dos Irmãos. Mas ainda assim uma sombra de derrota assomava a nova academia. O coma de Jhoira não mostrava sinais de passar. Karn passou a maior parte do tempo ao lado de sua melhor amiga. Finalmente sua vigília silenciosa obteve sucesso em trazer a jovem ghitu de volta à vida. Jhoira acordou com vigor renovado, convencida de que havia resolvido a charada das linhas de tempo durante uma visão. Os cálculos de Jhoiras eram perfeitos e em poucos dias o jovem Teferi havia retornado ao mundo dos vivos, ainda tão jovem e impetuoso como ele havia sido décadas atrás.

Durante esse tempo feliz, Barrin pegou para si a missão de trabalhar nos experimentos temporais por trás das costas de Urza. Barrin rotineiramente devotava seus imensos poderes mágicos em uma tentativa de contatar um poder maior, um deus que iria revelar a ele o caminho para cruzar as fronteiras do tempo. Foi nessa busca que Barrin inconscientemente permitiu que um tipo de monstro fantasmal pudesse reinar sobre Tolaria. Barrin e outro estudante foram atacados pelo monstro, uma criatura que queria apenas retornar à seu lugar adequado no multiverso. O pupilo de Barrin foi brutalmente assassinado, e apenas pela intervenção de Urza Barrin pôde triunfar sobre a criatura. Foi nesse momento, talvez, que Barrin percebeu o preço que deveria pagar, ou que os outros pagariam, para poder salvar seu mundo.

Cerca de uma década depois o exército de motores falcão de Urza estava completo e havia chegado a hora da nova tentativa de tirar os phyrexianos de Tolaria. A segunda tentativa de Urza provou-se eficaz mas novamente as forças de Kerrick foram rápidas demais. O agente adormecido obteve sucesso em destruir o receptáculo de guerra de Urza, arremessando o planinauta ao seu lar. Barrin e o resto de seus estudantes não puderam resgatar seu mentor caído, mas Karn apostou que sua pele de prata seria o suficiente para protegê-lo das devastações da linha temporal. Milhares de motores falcão foram usadas para libertar Urza, enquanto o planinauta retaliava com seu poder sem igual. Eventualmente, as magias do planinauta foram efetivas e Karn simplesmente tirou seu mestre da zona de guerra. Kerrick, cujo nome havia se tornado K'rrik nos longos anos estava agora em posse de um verdadeiro arsenal que ultrapassava facilmente o do próprio Urza.



"Ele se fechou sozinho em sua oficina por meses. Quando ele finalmente saiu, todo sorrisos e excitado, eu soube que ele havia encontrado sua resposta."

Urza finalmente havia perdido a paciência. O planinauta revelou sua verdadeira identidade para aqueles aos seus cuidados e novamente prometeu remover os phyrexianos de Tolaria. Mas para criar uma arma poderosa o suficiente para opor-se aos horrores que agora emergiam de Giant's Pate, Urza teria que viajar por toda Dominária em busca dos artefatos capazes de defender o plano todo da vindoura invasão phyrexiana. Esses artefatos, o Legado de Urza, não iriam apenas remover a infestação de Tolaria, mas iriam também ser úteis para a vitória de Dominária sobre os horrores de Yawgmoth. Urza começou sua busca nos fogos de Shiva, terra natal de Jhoira. A Barrin foi deixado o comando das atividades diárias da ilha e também da defesa de vários milhares de alunos e estudiosos.

"Você não pode ter idéia do preço que suas alianças vão cobrar de você, Urza."

Todos momentos acordados de Barrin eram preenchidos com os horrores da guerra. Para salvar sua terra natal, Barrin serviu como general para as ordas de artefatos de Urza, direcionando seus ataques e defesas para as incursões phyrexianas quase diárias. Urza ocasionalmente retornava à Tolaria, mas apenas atrás de mais suprimentos. O planinauta havia se tornado amigo de uma raça de lagartos humanóides chamados de Viashinos, que estavam em guerra constante com uma raça de goblins de Shiva pelo controle de uma abandonada fábrica de powerstones (pedras do poder) Thran. Urza juntou Karn, Jhoira e Teferi a seu lado, deixando Barrin verdadeiramente só para proteger sua casa.

Urza avisou Barrin que em breve ele partiria para a floresta de Yavimaya para convocá-la a se juntar à sua cruzada em interesse de Dominária. Barrin continuou a proteger seu lar por anos até que toda a esperança foi perdida. Barrin começou a suspeitar que Yavimaya devia ter destruido Urza, uma vez que o planinauta nunca retornou de sua jornada. Tolaria estava morrendo e não duraria mais do que alguns meses se continuasse assim. Barrin ativou um guia que Urza o havia dado séculos atrás, mas o planinauta não apareceu. Com as defesas da ilha se desintegrando, Barrin começou a perder toda a esperança.

Finalmente as preces de Barrin foram atendidas e Urza voltou para casa com um exército de goblins e viashinos. Em adição a isso o planinauta trouxe dois dragões de Shiva, Gherridarigaaz e seu filho, Rhammidarigaaz. Preenchidas de novo vigor, as forças de Barrin lutaram com uma loucura raramente vista nesse local de aprendizado. No final, Urza venceu com uma ajuda de um avatar de Yavimaya, o feiticeiro maro Multani. Finalmente a ameaça phyrexiana foi removida de Tolaria e Urza havia assegurado os aliados necessários para defender toda Dominária da invasão que se aproximava. Porém, as vitórias de Urza um sabor amargo. Logo após matar o monstro K'rrik, Urza descobriu que os phyrexianos estavam agora atacando o Reino de Serra, uma terra de paz e serenidade onde Urza tinha estado milênios atrás. Urza sentiu que isso era seu dever retornar e Barrin teve esperanças que finalmente Urza havia começado a se responsabilizar por suas ações. No entanto, se ele soubesse a verdade, o mago jamais sairia de Tolaria.

O Legado de Urza começava a tomar forma na figura de uma simples nau voadora. Chamada de Bons Ventos, ela foi criada a partir de uma semente dos ventos de Yavimaya. A nau serviria como um ponto onde as forças de Dominária poderiam se reunir. Criada da madeira de Yavimaya, metal de Shiva e da genialidade do planinauta Urza, o Bons Ventos era incrível desde sua infância.

Enquanto o Bons Ventos lentamente crescia, Barrin aproveitava uma pausa temporária. O mago finalmente começou a simplesmente ensinar, algo que ele esperava desde que a antiga academia foi destruida. Teferi trabalhava cada vez mais longe de casa, frequentemente entrando em disputas em sua terra natal, Zhalfir. Jhoira e Karn continuaram a praticar seu ofício de artífices no equipamento de mana de Shiva, trabalhando fervorosamente nas menores partes do Legado. Urza, entretanto, não conseguiu descansar. O planinauta empreendeu várias jornadas ao Reino de Serra numa tentativa de encontrar uma solução pacífica para a invasão phyrexiana a esse plano. No entanto, a história nos mostrou que onde quer que Urza vá a paz não pode ser encontrada. O Reino de Serra estava agora nas mãos de um tirânico arcanjo chamado Radiante. Enquanto os phyrexianos invadiam mais e mais, o Reino de Serra desmoronava, e as ofertas de Urza, de trasportar Radiante e seus súditos, era ignorada. Radiante culpava Urza pela destruição do Reino de Serra e declarou-se seu inimigo pelo resto de sua vida.

Urza confidenciou a Barrin que o Reino de Serra iria eventualmente colapsar e suas energias iriam se perder para sempre. Urza sentia que o povo de Serra podia ser salvo e seu plano convertido em pura energia, carregando a powerstone Thran que era a fonte de energia do Bons Ventos. Barrin concordou com a proposta de Urza e começou a trabalhar nos planos de batalha para a operação de resgate. Urza continuou a explorar o Reino de Serra, levando todos os refugiados que podia. Um dia o planinauta encontrou a verdadeira fonte da destruição do Reino. As "tochas da alma" usadas em rituais sagrados de purificação estavam se aproveitando das forças vitais dos súditos de Radiante para uso de Phyrexia. O próprio ministro da guerra de Radiante, Gorig, era um agente adormecido phyrexiano. Radiante, enlouquecido pela ausência de Serra, acreditava que milhões de inocentes súditos eram phyrexianos e os executava com brutalidade.

As forças de Urza, que consistiam da combinação dos exércitos de Shiva e Tolaria, sem contar as milhares de criaturas artefato, começaram seu ataque. Enquanto o Bons Ventos serviria para carregar os refugiados para fora do plano logo após ser energizado pela mana do decadente Reino, Barrin lideraria a maioria das criaturas artefato contra as forças de Radiante. Barrin, cavalgando nas costas do dragão Rhammidarigaaz, confrontou o phyrexiano Gorig, impedindo que mais almas de Serra fossem usadas por Phyrexia.

Quando a guerra se alastrou, Urza foi pego prisioneiro pelo próprio Radiante. Eventualmente Urza conseguiu retornar após destruir Radiante junto do Santuário de Serra. Conjurando uma mágia extremamente forte, Urza fez com que o Reino de Serra colapsasse e energizasse eternamente o cristal Thran no coração do Bons Ventos. Com cerca de mil refugiados a bordo, o Bons Ventos partiu do plano colapsado alguns momentos antes do mesmo implodir.

Os próximos anos foram preenchidos com preciosos momentos de serenidade. Teferi havia se provado mais poderoso do que Barrin poderia suspeitar, tornando-se um planinauta. Ele agora trabalhava para proteger sua terra natal, Zhalfir, de disputas internas e invasões estrangeiras. Jhoira deixou a academia para continuar seus trabalhos com o equipamento de mana de Shiva independentemente. Karn provou-se ainda mais engenhoso, constantemente evoluindo e se mostrando extremamente importante nas pesquisas de Urza. Barrin estava contente em apenas ensinar, mas rotineiramente viajava em missões de paz e aliança contra a invasão vindoura. Urza constantemente viajava para Dominária, sempre procurando por novas inspirações para seu Legado. Em tempo, a nova Academia Tolariana tornou-se ainda mais poderosa do que a antiga. Barrin percebeu, é claro, que essa paz não duraria para sempre. Uma tempestade estava chegando, tempestade esta que balancaria Dominária até seu núcleo. Barrin acreditava que essa tempestade viria do distante plano de Phyrexia. Ele não poderia ter percebido que Urza estaria novamente no centro dos horrores que estavam por vir.

3ª Parte

 
Em algum ponto durante esse pequeno tempo de calmaria antes da tempestade, Barrin ajudou em um doa mais peculiares experimentos de Urza. Urza havia criado um dragão, uma tarefa simples para um planinauta com tanto poder e habilidade. No entanto, esse dragão era diferente de uma criatura conjurada normal. Ele estava vivo, e estava ciente de sua existência. Urza havia criado a besta num esforço para entender como os phyrexianos criavam vida do nada, através de meios totalmente artificiais. Infelizmente, o dragão tornou-se cada vez mais ressentido do controle do planinauta, até que um dia conseguiu enganar Urza, tornando-se uma criatura viva e livre do controle do planinauta. Claro que Urza não foi totalmente manipulado, e confidenciou a Barrin que esse ato de progressivo aumento da perfeição de sua criação o deixava um passo mais perto do grande projeto de Yawgmoth.

Uma noite, enquanto Barrin estava retornando de uma folga prolongada, o mago descobriu um terrível segredo. Barrin havia acreditado que o Legado de Urza estava completo com a criação do Bons Ventos. O planinauta adimitiu que esse não era o caso, no entanto. Se algo acontecesse a Urza, Dominária seria deixada sem um líder na guerra que se aproximava. Era uma possibilidade que Urza relutava em aceitar, mas ele sabia que nenhum homem vivo poderia possuir as características necessárias para servir como um líder apropriado na grande hora de necessidade de Dominária. Urza confidenciou a Barrin o segredo das linhas senguineas, um projeto que Urza havia começado muitos séculos antes de fundar Tolaria. Manipulando as raças de Dominária, Urza esperava que um dia pudesse criar um humano com a astúcia e conhecimento suficiente para iludir os phyrexianos, não importasse qual ameaça Yawgmoth colocasse em seu caminho. Barrin estava escandalizado com a história. Urza estava manipulando a história desde sempre em seu esforço para parar seu grande inimigo. Enquanto os motivos de Urza eram justos, Barrin acreditava que essa era uma escolha moral que nenhum homem ou planinauta deveria poder tomar. Apesar de seus protestos, Barrin relutantemente aceitou a continuar seu trabalho em Tolaria.
"Urza diz estar são. Talvez, mas a sanidade, entre planinautas, é difícil de ser medida."

Barrin e vários outros estudiosos e magos de alto nível de Tolaria devotaram muito, se não tudo, de suas horas despertas no projeto das linhas sanguineas. Um mago em particular, um mago de Argiv chamado Gatha, mostrou-se promissor no trabalho para Urza. As táticas de Gatha eram brutais mas Urza e Barrin ficaram ambos surpresos com os resultados que o argiviano conseguiu. Durante esse tempo, Barrin também começou uma intensa relação romântica com Rayne, que mais tarde tornou-se chanceler de Tolaria. Barrin e Rayne estavam loucamente apaixonados, apesar de sua enorme diferença de idade. E mesmo assim, Barrin achava que idade importava pouco em Tolaria, um lugar onde segundos podiam durar décadas. Barrin e Rayne casaram-se.

Os anos passaram como sempre passam em Tolaria. Gatha, agora um talentoso mago e estudioso, começou a levar as linhas sanguineas para assustadoras novas direções. A pedido de Barrin, Urza interviu e ordenou a Gatha que cessasse seus flagrante desrespeito aos protocolos do projeto. Barrin continuou a sentir cada vez mais cauteloso com relação ao argiviano, mas Urza novamente achou que os medos do mago eram infundados. Durante esse tempo, Karn começou a mostrar crescentes e problemáticos efeitos colaterais de sua vida antiga. O golem era aprentemente incapaz de esquecer más lembranças, e foi devido a isso que Jhoira deixou a ilha para continuar o trabalho de Urza em Shiva.


Depois de um tempo, Barrin foi noticiado de uma surpreendente descoberta no projeto das linhas sanguineas. Timein, um estudioso cada vez mais famoso dentro da ilha, deixou Barrin ciente de uma falha nos detalhes do projeto. Urza havia ordenado o uso rotineiro das áreas de tempo reduzido de Tolaria pelo projeto, acreditando que várias gerações poderiam ser concluídas em poucos dias. No entanto, Timein havia descoberto que essa remoção do fluxo natural causava uma perda de afinidade dessas criaturas pela terra. Aos humanos devia ser permitido um tempo natural para se conectar com a terra, ou então eles iriam correr o risco de contaminações, deformidades e, eventualmente, morte. Barrin temia que o projeto de Urza estivesse fadado ao fracasso.

"A solução está inteiramente nas mãos do planinauta Urza."

No entanto, antes que Barrin pudesse confidenciar isso a Urza, uma cirurgia incumum estava acontecendo. Urza removeu, de Karn, a pedra-coração de Xantcha, alterando-a para permitir que o golem pudesse ter memórias de um período de tempo de apenas 40 anos. Urza esperava que isso prevenisse que Karn sucumbisse ao desespero, mas na verdade isso apenas tornou o golem ainda mais arredio. Dias após essa horrível ocorrência, Barrin estava chocado ao descobrir que Gatha havia desertado da academia, embarcando no Bons Ventos quando este fazia uma viagem de rotina à Argiv.

Histórias começaram a chegar à Tolaria, dizendo que ele continuava seus experimentos genéticos dementes na longínqua nação bárbara de Keld. Barrin insistiu que Urza fizesse algo, mas ele se contentava em permitir que Gatha continuasse seu estudo. Urza sentia que uma ocasional quebra nas regras era necessária para determinar as falhas e limites no experimento das linhas sanguineas. Barrin estava chocado com a apatia moral de Urza; o planinauta estava satisfeito em deixar Gatha manipular os senhores da guerra de Keld, fazendo deles uma constante ameaça ao resto de Dominária. Urza também não escondia que ignorava as preocupações de Barrin com relação à perda da afinidade com a terra que agora era comum nos indivíduos de teste das linhas sanguineas. Centenas de outros estudiosos e magos compartilhavam das preocupações de Barrin, até mesmo indo longe o suficiente para criar uma colônia em Tolaria completamente separada da academia de Urza. Timein, após ouvir a resposta de Urza às suas preocupações, pediu demissão de posição e imediatamente começou a liderar a colônia como seu diretor.

Após vários séculos, Barrin percebeu que os phyrexianos haviam começado a atacar Keld em ritmo alarmante. Acreditando que Keld estava de algum modo ligada à Urza, os phyrexianos haviam assassinado Gatha e exterminado toda a hierarquia de Keld. A nação era agora nada mais do que um estado mercenário à serviço de quem pagasse mais. Urza estava tipicamente apático com relação a essa revelação. O planinauta, sem intenção, deixou Barrin ciente de algo que encheu o mago de absoluto terror. Os estudantes e professores de Tolaria não estavam isentos de sua incursão no projeto de linhas sanguineas. Urza estava manipulando os estudantes da academia do mesmo modo que ele estava fazendo em Benalia, Jamuraa, Urborg e por todo o globo. Ainda mais terrível para Barrin foi perceber que ele próprio fazia parte do projeto. Seu casamento com Rayne era parte do plano mestre de Urza; Barrin não era diferente de uma engrenagem que Urza havia  colocado em um de seus mecanismos. Barrin não mencionou essa revelação horrível para sua mulher, mas o casal começou a pensar se seu envolvimento com a academia poderia continuar do modo como estava.

Conforme o tempo passava, Urza tinha cada vez menos trabalho para Barrin, Rayne e o resto dos estudiosos. Barrin percebeu que Urza estava mudando seus recursos de Tolaria para várias localizações seguras ao redor de Dominária. Barrin, é claro, percebeu o propósito de Urza; a invasão phyrexiana estava se aproximando e em breve Tolaria não teria mais serventia para os planos de Urza. Barrin estava quase extasiado com essa revelação; em breve o pesadelo iria passar e Barrin poderia se contentar em ensinar as artes arcanas sem a interferência dos terríveis planos de Urza.

Finalmente Tolaria estava vazia. A academia continuava cheia de estudantes desejosos de melhorar seus conhecimentos de magia, mas Urza não faria mais parte de suas vidas. Barrin e Rayne estabeleceram-se em uma vida quieta e começaram a simples arte de ensinar novos estudantes. Barrin estava cheio de alegria por saber que logo se tornaria um pai. Urza ainda aparecia na academia ao menos uma vez ao ano, mas apenas para taferas de rotina. No entanto, o papel de Barrin nos planos de Urza estava longe de terminar e o mago iria conhecer as consequencias de seguir um planinauta louco todos esses longos séculos.

PARTE FINAL DIA 12/01/11 
 

Após um tempo, todos os traços do envolvimento de Urza em Tolaria desapareceram. Barrin e Rayne criaram sua filha Hanna com amor, mas problemas estavam sempre presentes. Hanna era tão inteligente quanto seus pais, mas focava esse conhecimento em assuntos que Barrin achava inapropriados e perigosos. Hanna estudava artefatos com paixão e desejava que seus pais permitissem que ela fosse para Nova Argive para estudar lá. Barrin tentou várias vezes fazer com que sua filha se interessasse por mágia, acreditando que o amor de Hanna por artefatos fosse mais um efeito das linhas sanguineas de Urza. Mas Hanna era inlfexível e fugiu da ilha e viajou sozinha para Argive.

Barrin e Rayne estavam ambos enlouquecidos e furiosos com a patida de sua filha. Barrin teve que esperar por uma década para ver sua filha novamente. Quando Hanna retornou para Tolaria, ela chegou a bordo do Bons Ventos, que havia sido dado à uma família de Jamuraa, com a missão de prevenir que os phyrexianos percebessem sua importância. O capitão atual do Bons Ventos havia sido abduzido por Volrath, chefe do plano controlado pelos phyrexianos, Rath. Acompanhando Hanna estavam Gerrard Capasheno, o mais novo produto do projeto de linhas sanguineas, futuro herdeiro de Urza. Embora Gerrard não soubesse desses detalhes sobre sua criação, Barrin estava ainda mais interessado em ajudar eles de qualquer modo que pudesse. Hanna pediu que ele se juntasse à tripulação do Bons Ventos e ajudasse-os à trocar de plano para Rath. Infelizmente, Barrin ainda tinha muitas responsabilidades em Tolaria e não podia atender ao pedido. No entanto, o mago mandou um de seus mais promissores alunos, o jovem mago adepto, Ertai.
Durante uma de suas escassas visitas a Tolaria, Urza pediu a Barrin que viajasse ao nordeste de Jamuraa e fizesse um relatório da escalada da violência de Keld que ocorria lá. Barrin aceitou quase entusiasmado, pela chance de escapar da vida mundana de Tolaria. Barrin encontrou-se com seu antigo amigo Teferi, que havia se tornado parte vital na vida das pessoas do nordeste de Jamuraa. Teferi mostrou a Barrin as maravilhas dos artífices da Liga de Kipamu, que estava sendo empregada em grande escala contra as invasões keldonianas. Após uma breve discussão, Barrin aceitou ajudar a Liga de qualquer maneira que pudesse durante os dias de teste.

Barrin montou uma base de operações na base aérea do local. Foi ali que barrin se tornou amigo com a maga local Alexi, de quem o navio havia sido derrubado pelas barcaças keldonianas. Jurando vingança pela morte da tripulação, Alexi logo aceitou ajudar a Liga em qualquer esforço contra seu inimigo comum. Juntos, Barrin e Alexi conseguiram retomar um depósito de suprimentos que os keldonianos haviam tomado.

As próximas semanas foram gastas atacando os navios batedores inimigos. Barrin e Alexi usaram sua mágica combinada para retardar uma eventual incursão keldoniana no território da Liga. No entanto, tornou-se óbvio que sem a ajuda de Teferi, a Liga estaria certamente sem poder algum. Barrin sabia que mesmo um planinauta não podia estar em dez lugares ao mesmo tempo, então decidiu cobrar alguns favores. Dentro de uma semana Rayne havia chegado com uma dúzia de estudantes e uma grande seleção de criaturas artefato. Barrin estava feliz com a ajuda, mas intimidado com o fato de Urza ter mandado tão pouco reforço para uma tão importante batalha. Depois de Teferi expressar preocupações parecidas, Rayne explicou que as defesas de Tolaria eram necessárias em outros lugares do mundo devido à rápida aproximação da invasão phyrexiana.


Perturbado com a negligência de Urza para com a Liga Kipamu, Teferi procurou por reforços em outro lugar. Ele encontrou esses reforços com a ajuda de uma velha amiga, Jolrael, que tinha tido importância decisiva nas Guerras da Miragem, décadas atrás. Rayne e Jolrael juntaram-se a vários estudantes, com esperança de prover Barrin de informações importantes antes da batalha começar.

Barrin relocou todas suas tropas para a Cidade Arsenal, uma base estratégica da Liga que era o próximo alvo dos keldonianos. Barrin encontrou-se com Mageta o Leão, general de todas as forças da Liga na área próxima. Mageta falou para Barrin da importância das criaturas artefato limitadas da Liga, que Barrin torcia para serem o suficiente para defender a cidade. Barrin estava chocado com a assustadora informação que Mageta lhe passou após isso: a cidade não tem absolutamente nenhuma força de combate. Se as máquinas falharem, a cidade certamente cairá.

"Me assusta o quão vivo se sente quando se está na borda da morte."

Barrin e Teferi prepararam sua estratégia para defender a Cidade Arsenal, enquanto Rayne e Jolrael continuavam suas excursões com os batedores. Rayne descobriu uma praga que estava devastando a fauna e flora local e que indubitavelmente começava a reclamar vidas dos dois lados da guerra. No entanto, os keldonianos não exibiam nenhum dos sinais da praga, o que só fazia o medo da Cidade Arsenal crescer.

"Um exército em marcha é terrível de se observar."

Finalmente o dia da guerra chegou. As criaturas artefato da Liga, ao lado dos mecanismos de Tolaria, tiveram sucesso em prevenir as forças keldonianas de se aproximarem demais dos muros da cidade. Mageta atacou ele mesmo os keldonianos, impulsionando a moral dos esgotados defensores da Liga. Com a ajuda de Barrin, Mageta teve sucesso em derrotar a ameaça imediata dos keldonianos e não demorou muito para que as forças invasoras batessem em retirada. Furioso com o fato de os keldonianos pudessem escapar e se reagrupar, Barrin ordenou que as forças da Liga deixassem a cidade e caçassem seus inimigos.

Enquanto as forças da Liga caçavam sem descanço pelas florestas de Jamuraa os medos de Rayne começaram a se justificar. A praga estava devastando a área local. Florestas inteiras estavam agora nada mais do que detrito. Como se não fosse o bastante, uma das assistentes de Rayne havia descoberto que a praga tinha origem tanto bacterial e mecânica. Qual lado Phyrexia tomou na Guerra da Profecia continua um mistério. As forças de Barrin conseguiram localizar os keldonianos fugitivos. Alexi conseguiu destruir um grande número de barcaças através de um ataque aéreo. Agora a paisagem estava envolvida em caos, cada keldoniano lutava ou por sua vida ou por simples sede de sangue. A maré da batalhe tinha virado e agora a força de Keldor estava frustrando os deploráveis defensores da Liga. Justo quando as coisas não podiam ficar pior, Barrin descobriu um sinal que o fez rugir com fúria e loucura. Rayne agora estava morta aos pés de uma monstruosidade humana.

"Eles estão mortos. Eles irão todos queimar."


Barrin estava furioso e obliterou Greel sem pensar duas vezes. Após isso ele virou sua fúria para os guerreiros keldonianos, destruindo centenas com sua poderosa mágica. Mesmo quando a poderosíssima magica de Barrin estava exausta, o mago matou vários atacantes armado apenas de uma espada. Ainda assim os keldonianos estavam começando a ultrapassar as forças da Liga. Justamente quando toda a esperança estava perdida, Teferi repentinamente apareceu e acabou com a Guerra da Profecia com um único ataque violento, matando quase todos os keldonianos no campo de batalha. Exausto, Barrin descansou próximo a um vagão. Lá ele encontrou Latulla, a líder de toda a invasão keldoniana. Presa dentro do vagão, Latulla ordenou que Barrin a soltasse, pensando que ele fosse apenas um escravo. Sem dizer nada, Barrin decapitou-a selvagemente, assegurando que os ataque de Keldon estavam acabados. Apesar da vitória, Barrin estava perturbado pela morte daquela que foi sua esposa por quase um milênio. Barrin ordenou que o restante dos atacantes keldonianos fossem executados sem compaixão.

"Sem piedade."

Barrin retornou para Tolaria mudado. Nunca antes ele havia percebido exatamente que preço ele pagaria por seguir o planinauta Urza. Quando ele finalmente voltou para sua casa, no entanto, parecia que Urza tinha uma nova missão para Barrin. A invasão phyrexiana havia finalmente começado e toda Dominária precisaria dos talentos de Barrin para sobreviver. Barrin mesmo cansado, concordou.

"A história lembrará disto como o dia em que os demônios chegaram ou como o dia em que o salvador chegou?"

Finalmente o dia do julgamento de Dominária havia chegado. Barrin acompanhou Urza para Benália, onde o Bons Ventos havia retornado de suas aventuras em Rath para fechar dois grandes portais phyrexianos. Urza e Barrin conseguiram fechar o último dos três portais sobre Benália com sua própria magia. Depois da luta, Urza deixou Barrin responsável pela defesa de uma seção de Benália e deixou o mago no comando de milhares de methathran e serranos. Ainda assim a batalha estava perdida antes mesmo de começar. Apesar dos esforços de Barrin e do Bons Ventos, Benália foi conquistada, a primeira casualidade da terrível Guerra Phyrexiana.

"Ele está te empurrando, Urza. Empurre de volta."

Quando Barrin e Urza se reuniram de novo, foi sobre as verdes planícies de Zhalfir. Teferi, o guardião de Zhalfir, estava mais do que feliz pela ajuda de Barrin. Urza, entretanto, não era mais bem vindo. A Guerra da Profecia havia convencido Teferi, mais do que tudo, de que a salvação de Dominária não viria das mãos do planinauta Urza, então ele se recusou a permitir que seu antigo mentor defendesse Zhalfir. Ao invés disso, Teferi convenceu Urza a ajudá-lo a fechar o portal phyrexiano, reivindicando as energias do ambiente para si. Uma vez que o portal estava destruido, Teferi conjurou uma imensa magia, que pareceu obliterar toda Zhalfir. A verdade sobre o que havia acabado de acontecer era muito estranha. Teferi havia convertido todo o nordeste de Jamuraa em uma ideia, efetivamente mudando de phase a terra para seu próprio plano. Urza estava furioso, acreditando que Teferi preferia fugir e se esconder do que usar seu imenso talento na defesa do mundo. Indiferente aos protestos de Urza, Teferi logo deixou seus dois antigos mestres sem as forças de Zhalfir, Femeref e Suq'Ata para ajudá-los na defesa de Dominária.

Urza e Barrin foram para Tolaria que agora estava sem qualquer recurso, com excessão de dois. Agnate e Thaddeus, dois soldados metathran construidos para servir como perfeitas máquinas de guerra e brilhantes estrategistas, foram acordados com a ajuda de Barrin. Embora Barrin novamente demonstrasse preocupação com os mals tratos de criaturas sensíveis, Urza, como de costume, ignorou seu amigo de longa data. Agnate e Thaddeus foram despachados para lutar na que se tornaria a mais crucial batalha da primeira onda da invasão, a Batalha de Koilos.
Urza e Barrin então foram para os equipamentos de mana de Shiva, que mesmo agora estava sob ataque. Com a ajuda dos dois magos, assim como a do senhor dragão de shiva, Rhammidarigaaz, o equipamento era capaz de se defender da evasiva phyrexiana. Barrin insistiu para que eles congratulassem Jhoira, que era sem dúvida a responsável pelos avanços da defesa do equipamento. Após se encontrar com sua antiga aluna, Barrin ficou chocado ao descobrir que a interferência de Teferi estava tirando Shiva de Dominária do mesmo modo que ele havia feito com Zhalfir. Urza estava furioso, mas a magia já estava fazendo efeito. Darigaaz jurou ficar em Dominária e defendê-la com uma horda de dragões, e a parte móvel do equipamento de mana que continha as fábricas de powerstones também continuaria sob o controle de Urza. Ainda assim, Urza e Barrin sentiram que Teferi e Jhoira preferiam desertar seu plano natal à lutar por sua defesa.

Barrin foi relocado para Keld, para defender o mesmo povo que havia assassinado sua mulher. Barrin conseguiu a confiança dos keldonianos, mas sabia em seu coração que Keld logo se tornaria outra casualidade na guerra. Urza ordenou que Barrin recolocasse suas forças na ilha estagnada de Urborg. Se os phyrexianos conquistassem Urborg eles teriam incontáveis depósitos de mana preta à seu dispor. Barrin amaldiçoou Urza por abandonar Keld tão rápido, mas relutantemente concordou em convencer os keldonianos a velejarem para Urborg. As forças keldonianas de Barrin encontraram vários refugiados de Benália, assim como vários guerreiros pantera sob o controle do planinauta Lord Windgrace. Apesar dos numerosos recursos sob seu comando, Barrin novamente sentiu que Urborg seria, em breve, a próxima nação a cair.

"Benália está perdida. Zhalfir e Shiva se foram. Agora Keld está caindo também. Eu pensei que poderia esquecer Rayne durante a guerra, mas não quando a guerra grita: Derrota! Derrota! Derrota!"

Os medos de Barrin se provaram verdadeiros. Em meras semanas a maior parte de Urborg estava sob o controle dos asseclas de Yawgmoth. Barrin abandonou seu posto e viajou para Koilos, insistindo a Urza por reforços. Urza admitiu que futuros reforços não eram possíveis nessa fase da invasão e que nada poderia ser feito para prevenir a tomada de Urborg pelos phyrexianos. Barrin concordou relutantemente e fez planos de encontrar sua filha Hanna após ter estado longe dela por tanto tempo. Foi quando o mundo de Barrin caiu. Com seu tom apático usual, Urza informou Barrin que Hanna estava morta há várias semanas, vítima da praga phyrexiana que já havia tomado milhões de vidas. Finalmente os olhos de Barrin estavam abertos. Ele não podia acreditar que ele havia se permitido lutar a guerra de Urza em defesa de pessoas e coisas para as quais ele se importava tão pouco, enquanto perdia tudo o que era mais querido para ele.



"Seu trabalho sempre foi a coisa mais importante. Claro, eu não estava lá quando minha filha morreu. Eu não estava lá quando ela estava viva. Você a roubou de mim e isso não é o pior de tudo; eu deixei você roubá-la de mim! Eu passei minha vida lutando batalhas nas quais eu não acreditava porque eu acreditava em você. Eu lutei por coisas que eu não amo e deixei o que eu amava escorregar pelos meus dedos. Primeiro minha mulher, então minha filha e agora eu mesmo. Eu não aguento mais. Eu vou levar Hanna de volta a Tolária. Eu estou lutando por meu lar, pelo lar dela e pelo túmulo da minha mulher. Eu vou finalmente lutar uma batalha na qual eu acredito. Eu vou lutar uma batalha final que eu acredito."

Barrin deixou Urza pela última vez, usando seus poderes mágicos para exumar o corpo de sua filha e entregá-lo à Tolária. Uma vez lá, Barrin encontrou seu lar sob cerco phyrexiano. Centenas de estudantes e estudiosos estavam sendo mortos. Barrin abraçou sua filha e chamou pela única magia que ele havia prometido nunca usar: Obliterar, a mesma magia que Urza havia desencadeado em Argoth e a primeira magia que Barrinalo aprendeu do mago moribundo, Pharon.

"Toda a minha vida eu lutei contra esses monstros. Hoje eu termino essa luta."

Todos os phyrexianos na ilha foram desintegrados, e o corpo de Barrin descansou próximo ao túmulo de sua esposa, com o corpo de sua filha agarrado às suas mãos e a Academia onde ele ensinou por tanto tempo queimando ao fundo.

"Apenas vingança importa agora."