quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Report Campeão Liga Arena 2º semestre


1ª Parte:

Bom, galera esse é meu primeiro report então provavelmente não deve ficar muito bom, mas tenho certeza de que, se eu colocar um pouco de mim nesse texto, ele vai acabar ficando bem gostoso (ou, melhor, sexy).

Primeiro, pra galera que não sabe exatamente como funciona a Liga Arena, vamos a uma explicação: Durante todo o semestre, vários campeonatos são disputados em algumas cidades daqui da região (se não me falha a memória, as cidades são: Taubaté, Jacareí, Aparecida, Guaratinguetá e, a melhor de todas, Lorena) onde, para cada inscrito no campeonato são cobrados 5 reais extra, que são destinados à premiação final da Liga. Cada campeonato também oferece uma certa quantidade de pontos de acordo com a colocação do jogador e quantidade de players jogando. Para se classificar para a final eram necessários 15 pontos, mas o jogador que estivesse em primeiro ganharia, além da vaga, 18 boosters de Scars of Mirrodin e o segundo colocado, um playmat. A final é disputada no fim do semestre entre os jogadores que conseguiram os pontos necessários, no formato t2 com corte para top 8, sendo o top 8 um draft da edição mais nova. Todo o dinheiro arrecadado durante o semestre mais a inscrição para se jogar a final vai para a premiação do pessoal do top 8 (R$2.000,00).

Então, agora um pouco de história, vou contar como eu me classifiquei! O semestre começou beeeeem parado para mim, com relação à magic. O primeiro semestre desse ano foi uma tristeza, joguei campeonatos até março apenas e depois a final (onde perdi pra tudo quanto é deck, apesar de jogar com um caw-blade completíssimo emprestado pelo Anselmo um dia antes do champ. Para vocês terem uma ideia, perdi até para o Rato que estava usando um deck tosco de artefatos, onde ele usava várias criaturas toscas e sem poder e um encantamento horroroso que aumentava o poder delas...). Não que eu estivesse desanimado com o magic, mas estava totalmente sem dinheiro e não pude acompanhar Mirrodin Besieged ou jogar os champs. Porém, eis que no começo do semestre eu finalmente consigo um estágio! Finalmente posso voltar a comprar cartas brilhantes! Comecei a pensar do que eu jogaria e a ideia de jogar com um deck monored sem raio e sem guia goblin pareceu ser a boa então comecei a montar um Big Red! Um deck horroroso que não tem sequer um 1 drop um... E que usa Myr de Ferro, para vocês terem uma ideia... Porém era ligeiramente funcional e me garantiu algumas terceiras colocações e tal... Mas a boa mesmo era jogar  pauper, modern e, principalmente, legacy! Fui conseguindo alguns pontos aqui e ali até os 15 pontos necessários para me classificar, mas como o que eu realmente gosto de fazer é jogar, continuei jogando normalmente os campeonatos, apesar de já estar classificado. Mas o Ricardo, sábio que é, viu que algumas pessoas, após conseguirem os disputados 15 pontos paravam de jogar os campeonatos e resolveu dar a premiação extra para quem conseguisse o primeiro lugar no final dos classificatórios. Até ai tudo bem, eu estava tranquilo na liderança, quase uma dezena de pontos na frente do segundo, afinal não tinha parado de jogar campeonato algum. Foi ai que o Júlio resolveu que ia tirar minha meia box! (insira mentalmente o meme “agora essa porra ficou séria”). Então a disputa começou, todo campeonato que havia nós dois estávamos disputando, independentemente de onde ou formato, nem que fosse apenas para conseguir a pontuação mínima (a boa era ir pra Tté e perder pra monowhite!). Campeonatos foram e vieram e a disputa estava bem acirrada, até que chegou a penúltima semana. O Júlio estava 3 pontos na minha frente e o campeonato era t2, depois disso só haveriam mais dois campeonatos, um draft e outro t2. Como o pessoal que joga com a gente sabe, é assim q funciona: Eu jogo Legacy (meu formato favorito), pauper (meu formato favorito), draft de cartas raras (meu formato favorito) e até draft de RoE usando Vanguard e planechase (que, pq não dizer, é meu formato favorito!) e o Júlio joga t2 e pauper. Aliás, o Júlio estava invicto com seu novo deck t2 (grixis control). Então eu parei pra pensar do que eu iria jogar, afinal, eu precisava ganhar de qualquer maneira. Na semana anterior, indo para Taubaté jogar o modern o rato tinha me falado sobre o tempered steel, um deck horrível, onde vc usava várias criaturas horrendas, uma antífona gloriosa restritiva, uma remoção que estava mais para Gira do que para Path to Exile e nem sequer podia usar chapeamento craniano... Então, como na hora eu estava sob o efeito inebriante de boosters recém abertos, pensei “Um deck que perde pra desmistificar só pode ser a boa!” E na semana seguinte lá estava eu jogando de tempered steel! Primeiro jogo deu pra sentir que o deck podia ser interessante, 2x1 contra um monoblack infect. Segundo jogo, outro 2x1, dessa vez no “mirror” (pq na verdade eu tava jogando de monowhite Steel e o Rato, de RW Steel), e foi bom lembrar de como é ficar com 1 de vida e virar o jogo em uns 5 turnos, sabendo que seu oponente pode comprar um “raio que da 4 de dano” a qualquer momento. Terceira rodada, peguei um uW Winnie onde eu fiz 2x0. Quarta rodada, eu e o Júlio, quem ganhasse levava o champ. Resolvemos dar ID, assim garantiríamos primeiro e segundo lugar. Fiquei em primeiro por Stands e passei ele na classificação, por um ponto. Na semana seguinte teríamos um draft no sábado e um t2 no domingo, tudo que eu precisava era ficar na frente do Júlio nos dois champs... mais fácil falar do que fazer. Draft de novo, ambos ganhamos todas nossas partidas de 2x0 e nos enfrentamos no último jogo. Montei um BW com várias criaturas pequenas e sacrificáveis, Unruly Mob, Careta Esquelética, 2 Unburial Rites e Queridos Defuntos. O Júlio jogava de UW, com vários flyers, remoções e bixos chatos. Primeiro jogo perdi após uma partida bem disputada e o segundo eu perdi de novo após cometer um erro grosseiro... E o Júlio me passou novamente... No dia seguinte ia rolar o t2 e seria minha última chance de conseguir o primeiro lugar. Montei meu side inteiro esperando o jogo contra o Júlio. Tinha mudado o deck, optei pela versão rW do Rato que me pareceu melhor e coloquei algumas techs esperando enfrentar o Júlio. 12 cartas do meu sideboard eram para enfrentar o deck dele! Começou o champ e eu joguei contra o Zé de uW Winnie. Perdi o primeiro game, ganhei o segundo por muito pouco e foi nessa hora que comecei a duvidar do deck... Afinal, ele estava bom para enfrentar o Júlio, mas não o resto do ambiente... e de nada adiantaria ter feito tudo isso se eu nem sequer tivesse a chance de jogar contra ele. Mas Urza estava do meu lado e o Zé muligou a 5 no terceiro game e eu consegui a vitória! O segundo jogo foi contra o Rato e foi bem tranquilo, eu comprei tudo e ele nada, o que me garantiu um 2x0 (a verdade é q, ao invés de treinar jogadas e tal, eu treino embaralhar o deck do oponente, afinal, não importa quão mal eu jogue, se meu oponente não comprar terrenos e não estiver com algum deck que não seja magic de verdade (sim, estou falando de vc, dredge) eleerde, simples assim). E então chegou a hora da verdade, a final seria eu x Júlio! Fomos pro primeiro game, ganhei com alguma folga, afinal, as vezes o deck se comporta como um affinity e simplesmente não existe nada que se possa ser feito contra...(a verdade é q o Júlio não comprou nenhum dos 3 Slagstorm do deck). Fomos pro segundo game e coloquei pra dentro todo o meu side, apenas para ser fumado sem dó por uma Olivia. Foi então que eu me lembrei sobre algo que eu tinha lida muito tempo atrás, na época do affinity no extinto t4: é um saco sidear com um deck altamente sinérgico, pois vc tem um monte de cartas ruins que interagem bem, se vc troca algumas dessas cartas vc pode até conseguir uma maneira de lidar com um problema em especial, mas dai seu deck passa a ser um amontoado de cartas ruins que consegue sair de uma situação em especial. Como o Grixis control não tem apenas uma carta que te atrapalha, mas sim umas 10 (o resto é draw, land e Sorin’s Vengeance) vc não pode mudar o funcionamento do seu deck, vc tem é q mudar o plano de jogo. O certo seria usar o deck de modo normal, tirando as remoções e colocando Shrine branca no lugar e torcer para que seu oponente não compre nenhum Ancient Grudge. Então pensei comigo, o Júlio é esperto, ele vai mulligar atrás do Grudge ou vai keepar apenas uma mão que o permita encontrar a mágica, então o que eu fiz? O que eu faço melhor, embaralhei o deck dele! Resultado, ele comprou todos os Grudges mas nenhuma fonte de mana vermelha, apesar de usar 16 terrenos que geram vermelho no deck e ter dado 10 draws! Consegui, a box era minha!

E esse foi o report da classificação, dia 27/12 o report do torneio em si pq esse já ta gigantesco.



domingo, 18 de dezembro de 2011

Final!!!!


Vamos falar sobre essa final, sobre o que realmente interessa, não sobre esses jogadores que lutam e falam em jogar final, fazer bonito na final, galera vocês precisam joga a final.
Brigas e divergências ficaram pra trás, pra que levar magoa e rancor para o ano que vem ou pra amanha.
Ta ai um pouquinho sobre esses 13 jogadores da final:
Não tenho palavras pra descrever essa final, Lelis meus parabéns cara depois de três semestres ali no quase, mostrou que é hoje o jogadorTOP1 daqui, seja por “sorte” pra alguns, mas mim como pra maioria isso se chama competência teve que abrir mão daquele espírito control que perduravam anos e virar o agro da situação e como diria o poeta “Pau nele” foi levando adversário por adversário, foi linda a disputa sadia sua com o Julio ate o fim do semestre pela primeira colocação no ranking antes do corte, na qual você leva no ultimo jogo os 18 boosters.

Thiago Labastie fez muito bem sua parte e trouxe com você outro Thiago viciado em draft.
Zé, Julio e Rato que ficaram no top8 entendo o descontentamento de cada um, mas o ano de vocês foi muito bom, e já deu pra mostrar pra muita gente que só ta no começo.

Aloyr o que falar de desse ser paradoxal metafórico jogador casual arrematador de prêmios, FDP, você é uma pessoa que me da felicidade em jogar esse jogo do capeta por que me faz lembrar que é MUITO mais que prêmios.

Juninho fez por merecer os 11 votos, cara como você consegue ficar no topo da cadeia alimentar jogando de infect?

Dudu um dos mais viciados jogadores, treina todo dia, parabéns por estar com a Paula :D

Chicão com seu Mullet, cara que ano em, de jogar com o povo do fênix a ir jogar contra o povo dos GPTs e melhor ser reconhecido por eles, só fico imaginando o que você vai fazer o ano que vem.
“Quem dera se todos os jogadores fossem um pouquinho Kahl”

Octavio chegou chegando, perdendo coisas, acusando um povo de roubo, reclamando disso e daquilo, tem suas caretas (que irrita todo mundo), é chato, mas é uma pessoa boa que me fez engolir seu top8 e que tem um grande coração.

Amanda que mulher briguenta, mas não esperava outra coisa da mulher que escolhi, conseguiu a vaga em três campeonatos e esta sempre ali marcou na frente dela já era.
Um abraço especial ao Hélio que não pode estar presente, ao nosso juiz Roger, Bazar de Bagda pelo apoio, etc.
Um feliz natal a todos e que no 2012 vocês consigam tudo que almejem.
PS: Report e fotos por essa semana


terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Final Liga ARENA 2º semestre 2011


Chegamos a mais uma final da Liga Arena, tivemos um total de 61 jogadores disputando 24 vagas entre seis cidades, vagas essas que não foram preenchidas por não terem atingindo o critério mínimo exigido, infelizmente.
Foi um semestre repleto de novidades a Equipe Arena mandando super bem onde quer que fosse jogar, pegando alguns TOP4 e TOP8 nos regionais e GPTs, ganhando o GPT Santiago com o Zé que pegou TOP100 no GP. Parabéns Chico, Aloyr, Zé, De Baisi e a todos que jogaram com nossa camisa por ai e mostrando que a região está bem servida de jogadores competitivos. O BLOG da Arena aparecendo entre os cinco BLOGS de Magic mais visto no Brasil, obrigado a todos.
Depois de muitas brigas, risadas, Urza e viagens, apresento-lhes os classificados:

Nome/Cidade______________________Pontuação

1º Lelis / Lorena________________74  Ganhou 18 booster de SCARS + BYE1
2º De Biasi / Lorena_____________71  Ganhou 1 playmat + Bye 1
3º Rato / Aparecida______________45
4º Ricardo / Aparecida___________34
5º Juninho / Guaratinguetá________31
6º Chico / Guaratinguetá__________31
7º Zé / Aparecida_______________28
8º Dudu / Lorena________________24
9º Octavio / Lorena______________23
10º Jonathan / Taubaté____________23
11º Odair / Taubaté_______________19
12º Aloyr / Guaratinguetá__________18
13º Wilian / Taubaté______________17
14º Kahl / Lorena_________________15
15º Amanda / Aparecida____________15
16º Tub / Aparecida_______________15
17º Regiane / Guaratinguetá________15
18° Casasanta / Taubate____________15
19º Thiago L / Taubaté_____________15 (FFA)

Valor arrecadado até o momento R$1090,00 mais toda arrecadação final

 DATA DA FINAL:18/12/2011
INSCRIÇÃO: 9:00 primeira rodada 10:00 (atrazou ficou fora)
FORMATO: Standard, com corte pra TOP8 no formato Draft 
INSCRIÇÃO PARA FINAL: R$45,00 
LOCAL: Rua Itabaiana, 284 - Itaguaçu- Aparecida - Aparecida-SP 
Use para se localizar  http://maps.google.com.br/maps?hl=pt-BR&tab=ll 
Carro saindo da rodoviaria de Aparecida as 8:30

Para quem não tem vaga, para entrar no local será cobrado R$5,00 




terça-feira, 1 de novembro de 2011

Filosofando o Magic - “Nesse verão, resolvi fazer algo diferente...” (Commander)

Tio Hélio



Nariz de cera

...Decidi que na falta de 4 Snapcaster Mage, ia jogar commander.
[Obs.: Como eu tinha comentado semana passada, faltaram alguns arquétipos nos top 8 standard da vida. Pensando em todos vocês, mandei meus macacos alados até o Japão e eles agiram nos bastidores para gerar esse top 8 para termos as “listas sumidas”: http://bit.ly/tK3znT . Tivemos GW Tokens (1), UW Geist (2), Solar Flare (3), UW Geist/Blade (4), RDW (5), Boo Blade (fichas de espírito) (6), Tempered Steel (7) e Bant Pod (8). Parece que de certo mesmo na vida, só GW tokens. Até Snapcaster deu uma sumida... E sem Wolf Run! Talvez essa tenha sido a introdução mais nada a ver com o post de todos os tempos. Como esse top 8 fugiu muito dos Wolf Run/UB/Infect, achei melhor postar. Utilidade pública, se é que vocês me entendem...]

Por que as pessoas jogam commander?

Ok, pode parecer que a seção anterior foi mais uma reclamação sobre o preço das cartas no Standard. Na verdade, foi também ;) . Além disso, foi a reprodução da fórmula de uma frase que eu andei lendo com certa frequência nos fóruns estrangeiros: “Quando alguma coisa dá errado”, eu jogo commander. Já vi esse formato atraindo: pessoas que droparam de torneios; pessoas insatisfeitas com standard; pessoas querendo fazer algo diferente no magic; jogadores abandonando o competitivo e tornando-se casuais; etc. Em outras palavras: “Sem planos para o verão? Vamos fazer desse verão o verão do commander!” Go go Commander Summer! (Se a expressão pegar, fui eu que inventei; se não pegar – o que é mais provável; próxima seção).

O que é commander?

Commander (que tinha o nome bacanudo “Elder Dragon Highlander” - EDH) é um formato não sancionado de Magic de Gathering, porém com algum suporte da Wizards of the Coast (lançando produto selado voltado para o formato, por exemplo). As regras estão nesse site: http://www.mtgcommander.com – e tem versão em portugês, meio antiguinha (dos tempos do EDH): http://bit.ly/rZDvyz .

Resumidamente: Seu deck precisa ter um “Comandante” - que precisa ser uma criatura lendária. Seu deck não pode usar cartas com símbolos de mana que não aparecem no Comandante (na carta toda, não só no custo). É a tal “identidade de cor”. Ex.: Se o comandante é o Memnarch, você pode usar no deck cartas com símbolos de mana azul (texto do Memnarch); mas não pode usar Aprendiz de Stormscape (que tem símbolos de mana preto e branco no texto), Magibomba Niilista (que é um artefato com símbolo de mana preto no texto) ou Curse of Chains (que é uma carta híbrida azul e branca) por falta de identidade de cor com o Memnarch.

O Deck precisa ter exatamente cem cartas (uma delas sendo o general), quantos terrenos básicos você quiser e no máximo 1 cópia de cada uma das outra cartas. Lista de restritas e banidas naquele site do link acima. Cada jogador começa com 40 pontos de vida, mas pode morrer se levar 21 pontos de dano do general inimigo. Além disso, existem ligas usando sistemas de pontuação (quem zicar os terrenos de alguém perde pontos, quem morrer primeiro ganha um ponto, etc.), listas (ênfase no “s”) de cartas banidas e todo sorte de invenção que formatos não sancionados permitem. O foco é na intereção social, não em atacar com um Inkmoth Nexus 10/1 e ganhar, por isso algumas pessoas evitam cartas que prejudicam a diversão (tipo Armagedom).

O Comandante fica na zona de comando (lugar onde ficam cartas vanguard, emblemas de planeswalkers, palavrões que você não pode falar durante o jogo, etc.) e pode ser jogado de lá, como se estivesse em sua mão. Quando ele morre ou é exilado, você pode colocá-lo de volta na command zone. Você precisa pagar um custo adicional de 2 para cada vez que você o jogou a partir da zona de comando além da primeira.

Diversão, casual blá blá blá, mas onde eu acho decklists...

Sim, existem jogadores competitivos em commander. E existe gente que netdecka. Um bom lugar para achar listas, provavelmente pela organização acima do normal (decks por general, pelo menos um de cada criatura lendária já impressa no magic) é o fórum da mtgsalvation:

Para quem interessar possa, meu deck também está lá (Em Allied Bicolored, GW, Captain Sisay):


Ao invés de fazer um tutorial sobre decks de commander, vou explicar as escolhas do meu deck, colocando algumas coisas de commander (o número na frente serve para contar as cartas no deck, não é o número de cópias de cada carta). Dica – organize seus deck separando as cartas por função, fica mais fácil mexer no deck depois.

Resumidamente, o mais interessante é ter um deck nas mãos que use as habilidades de seu comandante ao invés de usar um comandante só por causa de suas cores. O interessante é que o comandante passa a ser algo do tipo “personagem de livro que cria vida” - na verdade, não é você quem monta seu deck, é o seu comandante. Exemplificativamente, vamos analisar algumas cartas do meu deck:

ComandanteCaptain Sisay – Na verdade, meu comandante é um Gaea's Cradle que eu tinha jogado, aqui na pasta. Como ele não é uma criatura lendária, é um terreno, eu precisava de um jeito de fazê-lo aparecer em todo jogo. A resposta foi Sisay, que procura cards com o subtipo lendário no grimório. Daí eu descobri o seguinte: eu gosto de ver sempre as mesmas cartas todo jogo. No fundo, eu gosto muito de tutores. A escolha do general normalmente reflete a filosofia do deck (no meu caso, usar efeitos “tutor”) e influencia a escolha das cartas.

Terrenos Lendários e outras Permanentes Lendárias: Com a Sisay na mesa, é possível procurar pelas “lendas” no grimório. Uso lendas que tem um certo efeito de controle, sem perder o efeito aggro. Além disso, poder procurar terrenos lendários significa não perder o drop de terrenos, podendo descer um Vorinclex no turno 7 ou uma Elesh Norn no turno 6 (contando que pelo menos uma aceleração venha).

Como o deck estava atrapalhando a diversão alheia, podei um pouco a lista, tirando Hokori, Dust Drinker e colocando mais um terreno lendário. Com Hokori na mesa, jogadores só podem desvirar um terreno. Quando esse terreno é um Gaea's Cradle, pessoas ficam bravas, já que isso praticamente vira um softlock. Como o objetivo do commander é a diversão, optei por fazer essa mudança no deck.

Tutores: O deck não tem nenhum problema em procurar permanentes lendárias, mas existem também permanentes não lendárias para serem buscadas e o risco de não poder usar Capitã Sisay contra alguns jogadores. Por isso o deck tem tutores de criaturas e de terrenos, para não ficar com problemas de consistência contra uma Tsabo Tavoc da vida.

Toolbox (caixa de ferramentas): As “caixas de ferramentas” do deck são efeitos das cores verdes e brancas que cobrem aspectos relevantes em outros formatos do magic que também são importantes em commander, só que de um jeito diferente. É nessa parte que estou mexendo no deck com maior frequência. Sylvan LibraryHarmonize compram cartas, o que é sempre bem vindo.  Nevinyrral's Disk  e Austere Command fazem remoção espetaculosa (remoções locais costumam não ser muito eficazes em commander).  CondemnOblivion Ring fazem remoções locais (Condemn, aliás, é a melhor remoção local do formato, pois quando você coloca um Comandante no fundo do grimório de alguém, ele não volta para a zona de comando).

O que o deck está precisando para ter uma consistência maior é de um Enlightened Tutor, pois muitas coisas do toolbox são encantamentos ou artefatos. Além disso, comandos e medalhões (cards em que você escolhe isso, ou aquilo, ou aquilo outro) são bem interessantes em commander, por sua flexibilidade. Conforme for, talvez eu tenha que abrir slots no deck para colocar mais draw ou mais remoção.

Uma Command Tower também iria bem, obrigado, no lugar daquela Tarnished Citadel. Uma nota de rodapé: você não precisa tanto assim de fetch lands, old duals e shock lands em commander. Algumas pessoas usam, mas como vai ser uma carta num universo de 99, um land entre de 36-40 não é coisa-linda-de-deus-que-filtra-horrores. Eu poderia colocar até 7 fetchlands no meu deck, 1 shock e 1 old dual (para tanto, bastaria eu fazer um financiamento), o que possivelmente filtraria 1 card na matemática complicada - o que, em tese, vale a pena, pois você tem 40 pontos de vida para gastar e a perda de vida nessa quantidade é realmente irrelevante no commander.

Fetch lands de terrenos básicos presentes no deck, shocklands e old duals são fixers e, por isso, obviamente melhores do que terrenos básicos - se você tiver, use. Agora, se você não tiver esses terrenos, você não precisa jogar necessariamente com decks monocoloridos. O impacto de uma ou duas old duals num deck de 99 cartas é mínimo comparado com o efeito de 4-6 num deck de 60 cartas. Um terreno estranho incomum que entra em jogo virado já resolve o problema, ainda mais sendo um formato casual. Artefatos que adicionam manas coloridas também são bem úteis...

Comandantes populares

Pessoas costuma gostar de: Capitain Sisay; Rafiq of the Many; Akroma, Angel of Fury (geralmente vira um deck de destruição de terrenos muito competitivo que acaba com a diversão do oponente); Sharuum the Hegemon; Uril, the Miststalker; Mayael the Anima; Thraximundar; Teneb, The Harvester; Doran, the Siegetower; Darien, King of Kjeldor; Skithiryx, Blight Dragon; etc.

Normalmente, é mais fácil chegar numa conclusão escolhendo o comandante e depois montando o deck do que pensar num deck e achar um comandante depois.

Cartas populares (staples cards que normalmente entram no deck, se possível)

Sol Ring; Command Tower; “Qualquer” Tutor; Comando “qualquer”; Pacto do Invocador; Grimório Silvestre; Gauntlet of Power; etc.

Dicas finais

O site magiccards.info tem uma opção de pesquisa avançada, que deixa você escolher cards com identidade de cor com as cores que você escolher (Color Identity). É o tipo da coisa útil para pesquisar cards e montar decks de commander.

Existem deck boxes específicas para commander (na verdade, o deck cabe em caixas que comportem 100 cards com sleeves). A dica é: se você estiver usando aqueles shields transparentes baratos (os bem finos, da ultrapro), o deck de 100 cartas cabe naquela deckbox de plástico da Ultrapro (embora alguns cantos das beiradas do protetor da parte superior costumem ficar amassadas, pois os plásticos transparentes são grandes).


(Fotos tiradas com meu celular de 100 reais. Se bobear, era melhor ter feito um desenho... Se alguém quiser me dar um celular de presente com câmera boa, PMSG! Brincadeira! Talvez não... Bom, acho que deu pra visualizar apesar de tudo, né?)



Por questões de espaço, sem conversa de dinossauros essa semana.



Fim