quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Heróis de Dominária - Barrin - Parte 1

Bom pessoal, desde que eu conheci o magic o que mais me interessou não foi o jogo em si, mas os flavors das cartas. Sempre achei extremamente interessante o fato de alguns personagens aparecerem várias vezes, em diferentes cartas e tal. Um tempo depois descobri que as edições seguiam uma história de fundo o que me deixou ainda mais interessado, o problema é que eu só achava fragmentos de história, nunca uma completa, e quando achava algo maior, era em inglês e dai não tinha como... Bom, os anos se passaram (comecei a jogar em 2004) e eu finalmente consegui ultrapassar a barreira do inglês e comecei a acompanhar as histórias.
Logo que esse blog surgiu o Ricardo me pediu para que eu ajudasse nas postagens, com artigos e tal, mas como eu não sou realmente um jogador (gosto de jogar, mas não sou muito chegado a treinamentos, acompanhar metagame e tal, prefiro muito mais olhar as cartas, discutir a utilização de acrtas toscas e decks ainda mais toscos e, principalmente, falar mal do preço dos planinautas) ele me pediu para postar sobre histórias de magic e foi então que eu me peguei pensando, onde vou conseguir essas histórias? Então lembrei de um site antigo que eu frequentava que continha inúmeras histórias e informações, mas que era todo em inglês, esse site é o http://www.phyrexia.com/continuity/
O site contém bastante informação sobre os personagens da velha guarda do magic (Aires, alguém?) e histórias bastante longas deles, a única dúvida era com qual personagem começar.
Urza, Gerrard, Akroma, Kamahl, Phage... Essas pareciam as escolhas óbvias, mas resolvi deixar o óbvio pra mais tarde e escolhi o meu personagem favorito de Dominária, o não muito famoso mas extremamente poderoso Barrin! A história dele é bastante longa, envolve desde o final da Era Glacial, passando pela construção da Academia Tolariana, Guerra da Profecia e chegando até o final da primeira fase da invasão phyrexiana. Hoje foi postado na seção "HISTÓRIA" deste mesmo blog a primeira parte parte da história dele. Sua história será dividida em 2 ou 3 partes, aguardem pelas próximas e boa leitura!
^^

quarta-feira, 15 de dezembro de 2010

WORLDS 2010

WORLDS 2010

Nesse final de semana (9/12 ao dia 12/12) ocorreu o Worlds 2010, o campeonato mundial de MTG, que foi realizado em Chiba – Japão, e traz sempre jogadores classificados através de nacionais ou em classificação por ranking.
Tivemos a participação de 8 Brasileiros:
  • Carlos Romão [Jaba]
  • Cezar Choji
  • Eduardo dos Santos Vieira
  • Eduardo Lopes
  • Paulo Vitor Damo da Rosa [PV]
  • Rafael Coqueiro
  • Rafael Zaghi
  • Túlio Jaudy
Dos quais dois se destacaram muito bem, PV que ficou em 3º e o Jaba que venceu o MOCS, pra quem não sabe, MOCS é a final do MTG On-line Mundial, que após diversas seleções realizadas on-line, doze jogadores foram selecionados para realizar a final do MOCS ao vivo durante o Mundial de Magic IRL.
Jaba, de UB, e venceu Akira Asahara, de Valakut Ramp, por 2-1 na final.

Nesse Worlds conhecemos uma nova lista criada pelo Wafo-Tapa, que deu uma nova cara ao UB Control, o mesmo que esteve presente em 5 lugares do TOP 8, e arrancou diversos 6-0, 5-1 no Day 1.
Uma lista que vem com Grave Titan, que simplesmente destruiu no Worlds, e Spreading Seas que jogou muito também.

O TOP 8, realizado em T2, foi o seguinte:


PV parou na semifinal contra o Matignon, agora campeão mundial, levando 3-0 em um Mirror onde os top draws no terceiro game foram realmente incríveis.

Guillaume Matignon venceu por 3-1 Wafo-Tapa na final, também francês em um Mirror Match de UB. E Matignon ainda pode vencer o Player of the Year (PoY), onde ficou empatado com Brad Nelson na disputa do primeiro lugar, que será decidida apenas ano que vem numa partida simples no Pro Tour Paris.

Um ponto em especial, foram 3 listas não UB Control, que fizeram TOP 8.

  • Um UW Control, pra mim, essa lista é um pouco torta, mas que deu certo trabalho ao PV;
  • Um BR Vampires, um ótimo deck, muito rápido e eficiente, que teve uma série de listas consistentes durante todo o torneio, porém essa do TOP 8 é realmente muito boa;
  • Um Eldrazi Ramp, que eu não acreditava que chegaria tão longe, e fiquei surpreso com seu TOP 8, mas com as variações dessa lista perante as outras, achei-a uma lista bem melhor do que as que estão rodando por ai.

Por equipes, a equipe Slovaca derrotou a Australia pelo título do Mundial.

E a equipe Brasileira, composta por Eduardo dos Santos Vieira, Eduardo Lopes e Rafael Zaghi ficou apenas em 35º em um total de 57 equipes participantes.


Alguns Links Interessantes do Mundial

A classificação final dos brasileiros foi:
  • Paulo Vitor Damo da Rosa [PV] TOP4
  • Eduardo dos Santos Vieira 102º
  • Túlio Jaudy 107º
  • Rafael Zaghi 131º
  • Carlos Romão [Jaba] 140º
  • Cezar Choji 171º
  • Eduardo Lopes 276º
  • Rafael Coqueiro 280º

Prós:
  • Parabéns pro PV, que realmente mostrou que é um dos, se não o maior player brasileiro da atualidade.
  • Pro PV ainda, que quase ficou com o PoY, era só ter vencido o Matignon que o prêmio era dele.
  • Pro Jaba, que foi o campeão do MOCS.
  • Pra Wizards que esse ano fez uma cobertura impecável do mundial.
  • E a todos os outros brasileiros que participaram, mostrando ao mundo que o Brasil tem sempre ótimos players.
Contras:
  • Pra equipe Brasileira que infelizmente não foi bem nesse mundial.

Aqui termina um breve resumo do Worlds 2010.
Me comprometi com o Ricardo em escrever no mínimo uma vez por mês aqui, fazendo uma analise do T2 em si, de deck atuais, de techs ou mesmo de apenas de cards, quase sempre, dos que giram em torno do ambiente T2.

Fico feliz que tenham lido, e espero que tenham gostado!

Constantino
@R_Constantino

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

How to use: Jace


How to use: Jace, the Mind Sculptor




O Ricardo me ofereceu a oportunidade de escrever artigos aqui pro blog e como eu gosto muito de escrever aceitei de imediato. Porém, sobre o que escrever?! Nunca escrevi um artigo sobre Magic, não sei se estou apto a fazê-lo e nem sabia pelo que começar, então decidi escrever sobre a carta que mais me cativou no T2 atual: Jace, The Mind Sculptor (JMS, daqui em diante).

Eu me considero um jogador de Legacy, tenho grandes dificuldades de jogar e acompanhar o T2, mas resolvi entrar nessa barca recentemente e escolhi o UW Control para jogar por considerar um deck bom e consistente. E sem dúvida nenhuma, a carta que assegura boa parte do “controle” do deck é o JMS. É um planeswalker com custo justo, 4 habilidades absurdas e simplesmente a melhor carta do T2 atual.

Agora a questão é: como usar o JMS? Não basta enfiar ele no deck e achar que ele vai ganhar sozinho o jogo (embora ele faça isso às vezes). O fato de ele ter 4 habilidades é excelente, mas ao mesmo tempo um “skill test”, pois obriga o jogador a escolher qual habilidade usar em cada momento. Esse primeiro artigo é exatamente sobre isso, “como usar” o JMS para otimizar suas habilidades. Então, vamos ao que interessa:

+2: Olhe o card do topo do grimório do jogador alvo. Você pode colocar aquele card no fundo do grimório daquele jogador.

A primeira habilidade do JMS e para muitos a mais tentadora, pois é a única que adiciona marcadores ao mesmo propiciando a possibilidade de executar o ultimate.
Você pode usá-la tanto no oponente (é o mais comum) quanto em si mesmo (caso saiba a carta do topo e não a queira de jeito nenhum, para adicionar marcadores e segurar uma determinada criatura do oponente, devolvendo-a para mão turno sim/turno não, ou ainda para ignorar a leyline branca e obter o ultimate, desde que possa se livrar da leyline depois para usá-lo).

Essa é uma das habilidades mais usadas do JMS, junto com a 2°, e muitos tendem a querer usar sempre ela, para adicionar marcadores e tentar liquidar a fatura logo, mas nem sempre essa é a melhor opção.

Contra decks aggro, especialmente depois de uma remoção global, essa é de longe a melhor opção, já que “locka” o topo do oponente, tirando as melhores cartas e jogando-as pro fundo.

Contra decks control é muito boa se a mesa estiver favorável a você, caso contrário a 2° habilidade parece bem mais interessante para tentar reverter a desvantagem no card advantage.

Contra decks combo é interessante para retirar as peças do combo do topo e mandá-las para o fundo, mas a 2° opção pode ser útil se você precisar de algo para parar o combo.

0: Compre três cards, depois coloque dois cards de sua mão no topo de seu grimório em qualquer ordem.

O brainstorm de custo zero, essa habilidade é extremamente absurda, pois além do card advantage lhe permite “escolher” sua mão e ainda por cima não remove nenhum marcador do JMS.

Contra aggros, é uma excelente opção para buscar aquela remoção global que precisa ou aquela criatura excepcional para ganhar o jogo.

Contra controls, é de longe a melhor opção, pois assegura o card advantage, lhe dando um draw a mais todo turno e filtrando sua mão com apenas o necessário, jogando remoções e cartas menos úteis pro grimório. Se utilizada com fetch lands, o efeito é ainda mais útil, separando no grimório e tirando do topo as cartas inúteis no momento.

Contra combos, serve exclusivamente para buscar algo que impeça o oponente de combar ou que pare o combo e funciona muito bem nesse papel.

-1: Devolva a criatura alvo para a mão de seu dono.

Ao meu ver a habilidade menos valorizada do JMS. Em todas as partidas que joguei no MWS, nunca, NUNCA, usaram essa habilidade contra mim... sim, eu sei o motivo (eu jogo de UW e ela é meio inútil contra esse deck, exceto pra tirar BSA ou TALVEZ um Titã, dependendo da hora), mas mesmo assim, achei interessante nunca usarem contra mim.

É um esconjurar que remove 1 marcador do JMS. Mas é muito mais do que isso, especialmente por remover apenas 1 marcador e não 2, pois lhe permite intercalar esta habilidade com a 1° e garantir um aumento de marcador turno sim/turno não e devolver 1 criatura turno sim/turno não, o que pode garantir a permanência do JMS no jogo. Também pode ser útil quando se tem counters na mão, mas a criatura acabou entrando no jogo ou mesmo para evitar que ela te mate ou assegure uma vantagem muito grande para o oponente.

Contra aggros, é boa, especialmente para segurar aquela criatura que vai te matar ou mesmo para segurar o jogo após uma remoção global.

Contra controls, não é muito usada e nem deve mesmo, só em situações excepcionais, para garantir sua vitória ou segurar um monstro gigantesco do outro lado.

Contra combos, pode vir a ser inútil (dependendo do combo) e provavelmente não é a melhor opção para um match assim, mas sempre é possível ser usada. Lembre-se que ela devolve Emrakul...

-12: Exile todos os cards do grimório do jogador alvo, depois aquele jogador embaralha sua mão no próprio grimório.

Por fim, o ultimate, esse dispensa comentários, é provavelmente a habilidade de todos os planewalkers que mais merece o título de ultimate, porque ela realmente finaliza o jogo na imensa e quase absoluta maioria das vezes.

Exilar o grimório impede que o jogador consiga recuperar os cards (com cartas do tipo elixir da imortalidade) e embaralhar a mão no grimório retira todas as opções do oponente no momento, lhe concedendo um “doomsday clock” igual a quantidade de cartas que tinhas nas mãos.

Quando usar? SEMPRE, contra aggros/controls/combos, e independentemente de quantos marcadores o JMS tenha (12 ou 13, que por incrível que pareça é mais comum do que ter 12), pois significa simplesmente a vitória.

Basicamente o artigo era esse, eu gostaria também de fazer uma análise de em qual deck usar o JMS em vários formatos diferentes, porque virou modinha colocar ele em qualquer deck que use azul, mas não é bem assim que a banda toca, especialmente fora do T2, mas isso fica pra uma outra oportunidade.

Espero que gostem do artigo e comentem!

Duelistaguara